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Crônica: Tenista do coração

  Só vivia se lamentando Astrogildo Magno Margote era executivo bem-sucedido. Ganhava excelente salário, morava num bairro de elite, na ...

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Crônica: Tenista do coração


 Só vivia se lamentando

Astrogildo Magno

Margote era executivo bem-sucedido. Ganhava excelente salário, morava num bairro de elite, na Zona Sul de São Paulo, tinha coleção de carros importados e ganhava excelente salário. O emprego o perseguia quando resolvia ficar distante do mercado durante algum tempo.

Porém, a solidão o perseguia. Não tinha sorte no amo. Em 40 anos de vida, já havia amargado quatro divórcio, todos eles por infidelidade sexual. Acabava traído por suas mulheres. Dizia aos amigos que tinha o dedo podre para a arte de amar. Só vivia se lamentando.

Numa tarde de sábado resolveu assistir partida de tênis entre duas mulheres. Pretendia refrescar a mente. Ao chegar às arquibancadas, e viu Caty com a raquete nas mãos ficou alucinado. No final da partida a procurou e conseguiu leva-la para jantar. Paixão fulminante. Após alguns meses, Caty adora jogar partidas de tênis do amor com Margote em sua mansão em Aruba....

Astrogildo Magno é cronista

Geral: Mulheres sob proteção receberão aviso quando agressor se aproximar

    Paulo Pinto/EBC


Radiografia da Notícia

Programa Alerta Mulher Segura quer aumentar rede de defesa

Agência Brasil

O Programa Alerta Mulher Segura vai monitorar eletronicamente agressores como medida protetiva de urgência em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. A iniciativa regulamenta dispositivo da Lei Maria da Penha que autoriza o monitoramento eletrônico de autores de violência.

O programa, publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (30), prevê duas frentes principais de proteção: o monitoramento eletrônico do agressor e a disponibilização de unidade portátil de rastreamento para a vítima. 

O equipamento permitirá que a mulher receba alertas automáticos quando houver descumprimento da distância mínima determinada pela Justiça e possibilitará o acionamento imediato das forças de segurança em situações de risco.

De acordo com o decreto, a implementação ocorrerá de forma articulada entre os órgãos responsáveis pela monitoração eletrônica, as forças de segurança pública, o sistema de justiça e as redes de enfrentamento à violência contra a mulher. A execução caberá aos estados e ao Distrito Federal.

Estrutura de monitoramento

O modelo de referência do programa será composto por Centrais de Monitoração Eletrônica, Núcleos Regionais de Monitoração Eletrônica e Polos de Monitoração Eletrônica.

As centrais ficarão responsáveis pela coordenação técnica, acompanhamento das pessoas monitoradas e monitoramento geoespacial das medidas protetivas. Os núcleos regionais atuarão de forma descentralizada nas microrregiões, enquanto os polos serão destinados à instalação, manutenção e retirada dos equipamentos, podendo funcionar em delegacias ou em outras unidades definidas pelos governos estaduais.

Embora estabeleça parâmetros nacionais, o decreto permite que estados e o Distrito Federal adotem modelos próprios de organização, desde que garantam a proteção das vítimas e o acompanhamento adequado dos agressores monitorados.

A adesão ao dispositivo de rastreamento pela vítima será voluntária e dependerá de consentimento expresso e informado. O equipamento deverá ser entregue de forma imediata, sempre que possível, já no primeiro contato com a autoridade responsável pelo atendimento.

Integração de dados 

O monitoramento ocorrerá por programa informatizado capaz de registrar, processar e consolidar informações sobre as medidas protetivas. 

O sistema também deverá permitir a produção de estatísticas desagregadas por raça, etnia, deficiência e outras situações de vulnerabilidade, com o objetivo de subsidiar o aperfeiçoamento das políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica.

O decreto estabelece ainda que eventuais alertas emitidos pelo sistema não serão considerados automaticamente como descumprimento da medida protetiva. Cada ocorrência deverá passar por análise técnica e contextualizada pelas equipes responsáveis.

Financiamento

As ações serão financiadas com recursos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, incluindo verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional, além de recursos próprios dos estados e do Distrito Federal.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública poderá editar normas complementares para a execução da iniciativa.


Geral: Como a nota do Enamed será usada na contratação de médicos por hospitais?

    Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

* resultado do Enamed não deve ser considerado de forma isolada

Redação/Hourpress

Os hospitais já estão considerando o desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) na hora de contratar e credenciar novos médicos. A preocupação é especialmente maior em relação aos profissionais que não atingem o nível de proficiência, diante das responsabilidades de compliance e da atuação dos diretores técnicos, que podem ser responsabilizados pela qualidade e segurança do atendimento prestado pelo corpo clínico.

 

Embora o diploma e o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) continuem sendo os requisitos legais para o exercício da profissão, a classificação de proficiência no Enamed tende a ganhar cada vez mais espaço como um dos critérios analisados pelos hospitais antes da contratação ou do credenciamento de profissionais. A cautela está relacionada não apenas à qualidade da formação dos recém-formados, mas também à responsabilidade dos hospitais na composição de seus corpos clínicos. Em um cenário no qual diretores técnicos e instituições precisam demonstrar que adotam critérios adequados para garantir a segurança dos pacientes, a contratação de médicos que não apresentem proficiência em uma avaliação nacional pode trazer questionamentos e aumentar a preocupação com riscos assistenciais e de compliance.

 

Para a Associação de Hospitais do Estado de São Paulo (AHOSP), o resultado do Enamed não deve ser considerado de forma isolada, já que uma única avaliação não é capaz de medir toda a capacidade de um médico. No entanto, a proficiência no exame pode se tornar um indicador relevante para apoiar decisões de contratação e credenciamento, contribuindo para processos mais estruturados de avaliação dos profissionais e para o debate sobre a qualidade da formação médica e a segurança do paciente.

 

O Dr. Anis Mitri, presidente da AHOSP, está disponível para comentar como os hospitais já estão incorporando ou podem incorporar o resultado do Enamed aos processos de contratação e credenciamento, quais cuidados devem ser adotados na avaliação de médicos recém-formados e como as preocupações relacionadas a compliance e segurança do paciente podem influenciar essas decisões.

Veículos: Fiat 147, 50 anos do modelo que transformou a indústria automotiva brasileira

 


Radiografia da Notícia

*Primeiro automóvel produzido pela Fiat no Brasil completa cinco décadas de história, inovação e pioneirismo que moldaram a mobilidade nacional 

Luís Alberto Alves/Hourpress

Há 50 anos, a Fiat chegava ao Brasil apresentando um automóvel que transformaria para sempre a indústria nacional. Primeiro veículo produzido pela marca no país, o Fiat 147 inaugurou uma nova geração de carros compactos ao reunir soluções inéditas de engenharia, eficiência e tecnologia, conquistando seu espaço no mercado e no coração dos brasileiros. Cinco décadas depois, o modelo permanece como um dos maiores símbolos de inovação da história automotiva brasileira e um dos pilares da trajetória da Fiat no país. 

Lançado em 1976 em um evento memorável em Ouro Preto (MG), o Fiat 147 trouxe ao mercado brasileiro soluções inéditas para a época. Entre seus diferenciais estavam o motor instalado em posição transversal, solução que otimizava o espaço interno e a eficiência mecânica, os pneus radiais e o para-brisa de vidro laminado, características que ajudaram a estabelecer novos padrões de segurança, conforto e eficiência entre os veículos compactos. No mesmo ano, durante sua estreia no Salão do Automóvel de São Paulo, a marca apresentou ao público um protótipo do 147 movido a etanol, que já acumulava muitos quilômetros rodados em testes. 

Mais do que um automóvel, o Fiat 147 representou o espírito inovador da marca. Seu pioneirismo ficou ainda mais evidente três anos depois, em 1979, quando se tornou o primeiro carro movido a etanol produzido em série no mundo, o maior feito do modelo. O modelo, carinhosamente apelidado de “Cachacinha”, abriu caminho para uma trajetória de evolução tecnológica que resultou, décadas depois, na consolidação dos motores flex, hoje predominantes na frota brasileira de veículos leves.  

Ao longo de sua trajetória, o Fiat 147 conquistou diferentes gerações de brasileiros e deu origem a uma família completa de versões e derivados, consolidando-se como um dos maiores ícones da história da Fiat. Cinquenta anos após seu lançamento, o modelo permanece vivo na memória dos consumidores e continua inspirando a marca em seus pilares de inovação, eficiência, acessibilidade e paixão por transformar a mobilidade. 

Ao celebrar os 50 anos do Fiat 147, a marca também celebra cinco décadas de uma história construída ao lado dos brasileiros. Uma trajetória marcada por inovação, proximidade com o consumidor e pela capacidade de desenvolver tecnologias que transformaram a mobilidade nacional, valores que continuam guiando a Fiat em seus próximos capítulos. 

Túnel do Tempo: Fidel Castro deixa o poder

 


Luís Alberto Alves/Hourpress

Em 31 de julho de 2006, após 46 anos no poder, Fidel Castro deixa o cargo de presidente de Cuba, passando-o para seu irmão, Raúl Castro.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Crônica: O voo da felicidade

Na Europa passearam por diversos dias

Astrogildo Magno

Franz trabalhava há 20 anos na maior empresa de aviação da Alemanha. Começou em rotas domésticas e algum tempo depois entrou nas cobiçadas rotas internacionais. Conheceu diversos países de vários continentes. Com 40 anos ainda não havia conhecido o doce sabor do casamento. Às vezes flertava com as colegas de trabalho, lindas comissárias de bordo, a maioria loiras e de olhos azuis.

Em duas décadas de trabalho, já sabia o comportamento das mulheres dos inúmeros países em que os aviões 747 pousavam. A lista era imensa: Roma, Paris, Londres, Madrid, Zurique, Oslo, Istambul, Moscou, Tóquio, Pequim, Jerusalém, Cairo, Nova York, Los Angeles, México, Montreal e claro Rio de Janeiro e São Paulo. Geralmente, a tripulação se hospeda no local de aterrisagem do voo.

Negra

Final de 2018, fez a rota Frankfurt/Rio de Janeiro. Na folga resolveu passear numa praia deserta da cidade, a pedido do porteiro do hotel em que os seus colegas iriam descansar. De repente encontrou uma mulher alta, negra, de pele clara, cabelos encaracolados, pernas torneadas, seios fartos e exalando sensualidade. Ambos se olharam e a química entrou em ação.

A chamou para perto de si. Anotou o seu telefone e engatou um jantar naquela noite. Depois se amaram na suíte do hotel onde estava hospedado. Franz ligou para o seu chefe. Comprou passagem para Lídia. Na Europa passearam por diversos dias. Pediu licença no trabalho e retornou com ela ao Rio de Janeiro. Conheceu a sua família e percebeu que a mulher de sua vida estava diante dos seus olhos. Helmut deixou de voar em aviões para navegar para sempre nos braços de sua amada.....

Astrogildo Magno é cronista

 

 

 

 

Geral: De olho na geração 60+: estimulação cognitiva ganha espaço e movimenta novo mercado

 


Radiografia da Notícia

Estudo da USP comprova benefícios da prática e reforça a expansão de um mercado voltado à saúde cerebral

Redação/Hourpress

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O envelhecimento da população brasileira tem ampliado o interesse por iniciativas voltadas à saúde física e mental. Segundo dados do Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil possui mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, grupo que representa cerca de 15,6% dos habitantes. As projeções do instituto indicam que essa transformação continuará nas próximas décadas, já que até 2070, aproximadamente 37,8% dos brasileiros estarão nessa faixa etária.

 

Nesse cenário, cresce a busca por estratégias que contribuam para a manutenção da autonomia, da memória, da capacidade de raciocínio e da qualidade de vida. O movimento também tem impulsionado empresas especializadas no público 60+. Um dos exemplos é o Supera, rede de estimulação cognitiva com mais de 250 unidades no país e cerca de 280 mil alunos atendidos ao longo de duas décadas de história. Atualmente, os idosos representam aproximadamente 79,5% da base de matriculados da marca, refletindo a demanda crescente por atividades voltadas ao envelhecimento ativo.

 

Para Bárbara Perpétuo, vice-presidente do Supera, a mudança demográfica vem acompanhada de uma transformação na forma como as pessoas encaram os cuidados com o cérebro. "Assim como a atividade física e a alimentação equilibrada passaram a fazer parte da rotina de quem busca mais qualidade de vida, a saúde cerebral também ganhou protagonismo. Hoje existe uma compreensão cada vez maior de que o cérebro precisa ser estimulado continuamente. As pessoas querem viver mais, mas principalmente viver melhor, preservando a autonomia, a capacidade de aprendizagem e o bem-estar mental ao longo dos anos", afirmou.


Base

 

A executiva destaca que esse interesse crescente também tem contribuído para a expansão do setor. Para os próximos anos, o Supera projeta ampliar sua presença nacional, com a abertura de ao menos, mais 150 novas unidades até 2028, com foco na consolidação em capitais e cidades de médio porte. Para este ano, a projeção é de 35% de crescimento ante os R$ 187 milhões de faturamento que a marca alcançou em 2025. A rede aposta na combinação entre base científica, padronização pedagógica e modelo de franquias estruturado para sustentar o crescimento. Em um país que envelhece rapidamente e amplia o debate sobre saúde cerebral e desenvolvimento humano, a franquia busca ocupar espaço no franchising educacional com uma proposta alinhada à prevenção e à aprendizagem ao longo da vida.

 

"Nossa estratégia passa tanto pela expansão da rede quanto pelo fortalecimento da nossa autoridade científica. Queremos ampliar a presença do Supera em diferentes regiões do país, consolidar novas parcerias de pesquisa e, futuramente, avançar também para mercados internacionais. Acreditamos que a estimulação cognitiva será cada vez mais relevante em uma sociedade que envelhece e busca qualidade de vida em todas as fases da vida", acrescenta Bárbara Perpétuo.

 

Pesquisa da USP comprova benefícios

 

A crescente atenção dedicada à saúde cerebral também encontra respaldo na ciência. Uma das evidências mais recentes sobre os benefícios dessa prática veio de um estudo conduzido por pesquisadores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em parceria com outras áreas da USP e com o Supera. O ensaio clínico randomizado e controlado acompanhou 207 idosos saudáveis durante 18 meses e avaliou os efeitos da metodologia aplicada pela rede que está presente em todo o país.

 

Os resultados apontaram ganho de 45% na memória após 12 meses, melhora de 11% nas funções executivas e avanço de aproximadamente 10% na cognição geral ao final do período. A pesquisa também identificou redução de 29% nos sintomas depressivos e aumento de 7% na qualidade de vida. A metodologia reúne atividades como exercícios cognitivos, jogos, dinâmicas em grupo, neuróbicas, uso do ábaco e recursos digitais, com base em conceitos amplamente estudados pela neurociência, como neuroplasticidade e reserva cognitiva. A proposta é estimular diferentes áreas do cérebro por meio de desafios constantes e experiências de aprendizagem. Publicada na revista científica internacional International Psychogeriatrics, a pesquisa reforça o potencial da estimulação cognitiva como estratégia não farmacológica para promover a manutenção das capacidades mentais ao longo do envelhecimento.

 

O que é o Supera?

O Supera é uma empresa educacional de estimulação cognitiva brasileira, sediada em São José dos Campos e com mais de 250 unidades em todo território nacional. Fundada há 20 anos, possui metodologia pioneira, validada por estudo científico conduzido por pesquisadores da USP, responsável por desenvolver habilidades cognitivas e socioemocionais fundamentais para a vida diária de crianças, adolescentes, adultos e idosos. O método oferece atividades variadas, que envolvem novidades e desafios, adequadas às diferentes faixas etárias.

Geral: São Paulo e Santa Catarina sofrem 52% do impacto do tarifaço dos EUA

    Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

Empresas sediadas nestes estados são as mais afetadas, diz ApexBrasil

Agência Brasil

Os estados de São Paulo e Santa Catarina concentram 52% do impacto do mais recente tarifaço anunciado pelos Estados Unidos (EUA) contra o Brasil. Dos US$ 7,4 bilhões em vendas afetadas pelas tarifas de 25%, US$ 3 bilhões têm origem em São Paulo.

O estado economicamente mais forte do país concentra, sozinho, 41,6% do total do valor das exportações afetadas. Isso representa 20% de exportações paulistas aos EUA. Considerando o total das exportações afetadas, Santa Catarina tem uma situação mais crítica, com 68% das exportações aos EUA afetadas.

Os dados são da ApexBrasil, a Agência Brasileira para Promoção de Exportações e Investimentos, ligada ao Ministério de Desenvolvimento, Comércio e Indústria (MDCI). A agência anunciou um plano de R$ 130 milhões para auxiliar essas empresas a diversificarem seus mercados.

Ruim

O setor madeireiro do Paraná também deve ser muito afetado. Isso porque 30% das importações de madeira dos EUA vem do Brasil. Desse total, 66,7% tem origem no Paraná.

“Isso é ruim para as empresas do Paraná que trabalham com esse setor. Isso é ruim para quem importa madeira nos (EUA). Isso é ruim para a construção civil de lá, para quem vai comprar casa. Ou seja, isso tem impacto na inflação americana”, comentou o presidente o presidente da ApexBrasil Laudemir Müller.

Ontem, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou uma tarifa adicional de 25% em parte dos produtos brasileiros alegando supostas práticas "desleais" no comércio por parte do Brasil.

O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação. As novas tarifas passam a valer a partir do dia 22 de julho e deve afetar 19,2% do total exportado ao país norte-americano.  

Granito

Além da madeira, os EUA também é um grande importador de granito do Brasil, produto que entrou no tarifaço. Dados da ApexBrasil apontam que 36% do granito importado pelos EUA veem do Brasil. O material é usado na construção civil.

“Não há como, de uma hora para outra, o americano, que tem 30% do seu suprimento de madeira do Brasil para construção, buscar em outro local. Não tem como buscar granito em outro local com essa dependência de 36%”, comentou o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.

Geral: Acidentes de motocicleta causam cerca de 70% das lesões traumáticas

    FreePik


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Problema causa perda de movimentos e de sensibilidade do membro superior, com risco de sequelas definitivas; no mês em que se celebra o Dia do Motociclista, Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão explica questão e reforça prevenção

Redação/Hourpress

 

O número expressivo de acidentes de motocicleta no país continua preocupando autoridades e especialistas. Em 2025, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 72.529 sinistros de trânsito nas rodovias federais brasileiras, que resultaram em 6.043 mortes e 83.550 feridos. Embora tenha havido uma leve redução no total de acidentes e óbitos em relação ao ano anterior, os motociclistas seguem entre as principais vítimas do trânsito. Dados da PRF mostram que, entre 2023 e 2024, as mortes de ocupantes de motocicletas cresceram 14,2%, e, apenas no primeiro semestre de 2025, esse indicador voltou a apresentar aumento, ainda que discreto, reforçando a necessidade de ações permanentes de prevenção e conscientização.

 

Neste mês, a data de 27 de julho celebra o Dia Nacional dos Motociclistas, conforme a Lei 15.006/2024. A ocasião tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os riscos enfrentados por motociclistas e reduzir o número de acidentes no trânsito. Uma das lesões mais complexas e considerada pouco conhecida pelo público em geral é a do plexo braquial, com cerca de 70% dos casos estão relacionados a esse tipo de ocorrência. A estrutura nervosa é localizada na região cervical e torácica, responsável pela movimentação e sensibilidade dos braços e mãos. Esse tipo de trauma ocorre, na maioria das vezes, em colisões de alta energia e pode gerar sequelas graves e permanentes, comprometendo diretamente a qualidade de vida e a capacidade laboral das vítimas.

 

“As lesões do plexo braquial são de alta complexidade e exigem centros especializados para garantir o melhor resultado possível aos pacientes”, explicou o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Luiz Sobania.


Paciente

 

O tratamento, na maioria das vezes, inclui cirurgias reconstrutivas com enxertos ou transferências nervosas, além de fisioterapia intensiva e acompanhamento multidisciplinar. A reabilitação pode levar meses ou até anos, exigindo grande dedicação do paciente. O tempo de resposta também é decisivo. “Quando diagnosticada e tratada de forma precoce, a lesão do plexo braquial apresenta melhores chances de recuperação, o que impacta diretamente na qualidade de vida do paciente”, salientou.

 

Além do impacto clínico, há forte repercussão social e econômica. A maioria das vítimas são adultos jovens, em idade produtiva, que após o trauma ficam afastados do trabalho, enfrentam limitações permanentes e demandam suporte prolongado da saúde pública e da previdência social.

 

“O tratamento da lesão do plexo braquial é uma jornada que exige tempo, persistência e uma equipe preparada para acompanhar cada fase da recuperação. O objetivo final vai além do movimento: é ajudar o paciente a recuperar independência e qualidade de vida. Mas a prevenção continua sendo o caminho mais importante, especialmente com a adoção de medidas de segurança no trânsito que podem evitar traumas graves e suas consequências”, concluiu.

Geral: Do suave ao superpicante: conheça nove tipos de pimenta e saiba como utilizá-las na cozinha

    FreePik


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Nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, compartilha dicas para acertar na escolha do ingrediente e transformar qualquer prato

Redação/Hourpress

 

Das mais suaves às mais intensas, as pimentas são ingredientes versáteis que adicionam cor, sabor marcante e personalidade aos mais diversos pratos. Para quem cozinha, aproveitar o potencial desse tempero é essencial. A escolha da pimenta e adaptação a cada receita pode realçar ou comprometer o resultado. Pensando nisso, Cláudia Mulero, nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, explica as principais diferenças entre os tipos de pimenta e como incorporá-las em diferentes preparações.
 

“As mais consumidas pelos brasileiros, são a dedo-de-moça, biquinho, malagueta, caiena e a pimenta-do-reino, presentes na culinária típica de diferentes regiões. Embora associada apenas ao sabor picante, a pimenta é um poderoso antioxidante e quando utilizada na medida certa, pode transformar qualquer prato, realçando seus sabores e aromas. Uma boa dica para acertar na escolha, é consultar antes o nível de ardência na escala Scoville, já que ela indica a concentração de capsaicina, o composto químico responsável pela sensação de queimação e utiliza como unidade de medida o SHU (Scoville Heat Units). Quanto maior o número de SHU, mais picante é a pimenta”, explica Cláudia.
 

Pimenta Dedo-de-Moça
 

Uma das variedades mais populares na culinária brasileira, a pimenta dedo-de-moça tem um formato alongado, coloração vermelha, quando madura, ardência moderada e sabor levemente frutado. É perfeita para quem prefere um sabor picante, mas sem exageros. O ingrediente se adapta bem em molhos e geleias de pimenta, carnes, aves e peixes, caldos e ensopados, vinagrete e farofa.
 

Pimenta biquinho

Conhecida pelo sabor suave e levemente adocicado, a pimenta biquinho tem baixíssima ardência, sendo ideal para quem busca apreciar o aroma e o sabor do fruto, sem o toque intenso de picância. Pode ser usada em entradas e acompanhamentos, como conservas, saladas, petiscos e tábuas de frios, molhos suaves e decoração de pratos.
 

Jalapeño

Muito tradicional na culinária mexicana, a pimenta Jalapeño possui ardência média e sabor marcante. Quando colhida ainda verde, apresenta notas mais frescas e herbáceas, já madura, adquire a coloração vermelha e um sabor mais adocicado. É ideal para molhos mexicanos, nachos, tacos, burritos, conservas, hambúrgueres, recheada com queijo ou carne, e quando defumada e seca, dá origem ao famoso chipotle, proporcionando um sabor amadeirado, levemente adocicado e calor moderado.
 

Habanero

Reconhecida pelo cheiro intenso e alta ardência, a pimenta Habanero adiciona profundidade às receitas quando usadas com moderação. Com um formato pequeno e arredondado, pode ser encontrada nas cores vermelha, laranja, amarela e chocolate. Se adapta bem em molhos, marinadas para carne e frutos do mar, conservas, pratos da culinária mexicana e caribenha, além de preparações agridoces.
 

Malagueta

Bastante picante, a pimenta malagueta é uma das mais tradicionais da culinária brasileira. É uma excelente opção para o preparo de moquecas e pratos à base de peixe, conservas, molhos, carnes e petiscos e a tradicional feijoada. A pimenta apresenta sabor intenso, sem perder as características aromáticas e pode ser verde quando ainda está imatura e vermelha após o amadurecimento.
 

Pimenta-de- cheiro

Muito presente na gastronomia do Norte e Nordeste do Brasil, a pimenta-de-cheiro é conhecida pelo aroma marcante, conferindo perfume ao prato, sem necessariamente acrescentar muita picância. Reconhecidas por serem pequenas e arredondadas, essas pimentas se adaptam bem a caldos e ensopados, peixes e frutos do mar, pratos regionais amazônicos, como o tacacá, molhos e conservas, refogados e preparações com legumes.
 

Pimenta Caiena

Conhecida pela ardência acentuada, a pimenta Caiena possui um sabor intenso e levemente terroso. Embora também exista na versão in natura, geralmente é encontrada em pó, sendo amplamente utilizada em diferentes culinárias do mundo. O ingrediente pode ser usado em marinadas para carnes, aves e peixes, sopas e caldos, mistura de especiarias e legumes assados e refogados. O ideal é sempre utilizá-la em pequenas quantidades para equilibrar a picância com o sabor dos pratos.
 

Ghost Pepper

Também conhecida como Bhut Jolokia, a Ghost Pepper é uma das pimentas mais picantes do mundo. Originária da Índia, apresenta frutos alongados, casca enrugada e coloração vermelha, embora também pode ser encontrada nas variedades laranja e chocolate. O fruto combina notas frutadas e um leve toque defumado, acompanhados de uma picância intensa, sendo perfeita para molhos de pimenta de alta intensidade, conservas artesanais, marinadas para carne e produção de temperos em pó. O recomendado é sempre utilizar com moderação, devido ao elevado grau de ardência.
 

Carolina Reaper

Extremamente picante, a pimenta Carolina Reaper foi desenvolvida nos Estados Unidos e se destaca pela ardência extrema. Com um sabor frutado no início, antes da intensa sensação de picância, a pimenta se adapta bem a molhos, temperos artesanais e produtos voltados para apreciadores de pimentas superpicantes. Devido ao alto teor de capsaicina, deve ser utilizada em quantidades mínimas e manuseada com cuidado, preferencialmente com luvas, evitando o contato com os olhos, a pele sensível e as mucosas, pois pode causar irritação intensa.
 

Geral: Tumores de cabeça e pescoço são diagnosticados em estágio avançado

 

Radiografia da Notícia


*Quase 80% dos tumores de cabeça e pescoço analisados no Brasil são diagnosticados em estágio avançado

Redação/Hourpress 

 

O Julho Verde, mês de conscientização sobre os tumores de cabeça e pescoço, chama atenção para um dos principais desafios no cuidado desses pacientes: o diagnóstico em fases avançadas, quando o tratamento tende a ser mais complexo e pode envolver diferentes especialidades.

 

Um estudo conduzido pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), publicado na The Lancet Regional Health Americas1, analisou mais de 145 mil casos de tumores de cabeça e pescoço no Brasil e mostrou que 78,2% foram diagnosticados em estágios III ou IV.

 

De acordo com o oncologista Dr. Cheng Tzu, coordenador da área de tumores de cabeça e pescoço do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a identificação precoce pode elevar as chances de cura para até 80% a 90%, dependendo de cada caso, além de permitir tratamentos menos agressivos e mais personalizados.


Nódulos

 

Entre os sinais de alerta estão rouquidão ou alteração na voz por mais de duas semanas, dor ou engasgos persistentes ao engolir, dificuldade para respirar sem causa aparente, perda de peso não intencional e crescimento rápido de nódulos ou massas na região da cabeça e do pescoço.

 

O especialista também destaca a mudança no perfil de parte dos casos, especialmente em pessoas mais jovens, com a infecção pelo HPV associada a tumores de orofaringe. Tabagismo e consumo excessivo de álcool seguem entre os principais fatores de risco, sobretudo quando combinados.

 

Em casos avançados, o tratamento pode impactar funções como fala, respiração, deglutição e alimentação, o que reforça a necessidade de uma abordagem integrada. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz atua em oncologia de alta complexidade, com estrutura voltada ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento multidisciplinar desses pacientes.

 

O Dr. Cheng Tzu está disponível para entrevistas sobre sinais de alerta, diagnóstico precoce, fatores de risco, relação entre HPV e tumores de orofaringe, tratamento multidisciplinar e desafios dos casos de alta complexidade.

 

Geral: Instituto Butantan reúne sete pesquisadores entre os cientistas de maior impacto científico do mundo

  


Radiografia da Notícia

* Levantamento da Research.com reconhece pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento com base no impacto de suas publicações científicas
 

Redação/Hourpress

Em clima de Copa do Mundo, o Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo, apresenta seus "bicampeões".
 

Pelo segundo ano consecutivo, pesquisadores da instituição figuram entre os cientistas de maior impacto científico do mundo no ranking Best Scientists by Discipline 2026, da Research.com. O levantamento considera indicadores como índice H, número de publicações e citações na literatura científica internacional.
 

O reconhecimento contempla o diretor e o vice-diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás e Rui Curi, respectivamente, e outros três pesquisadores da instituição: Ana Maria Moura-da-Silva, Sergio Verjovski Almeida, e Vanderson Rocha. Além de dois pesquisadores aposentados, Darci Moraes Barros-Battesti e Antonio Carlos Martins Camargo.
 

No recorte nacional do ranking, Rui Curi ocupa a 3ª posição em Biologia e Bioquímica; Ana Maria Moura-da-Silva, a 5ª em Biologia Molecular; Sergio Verjovski Almeida, a 8ª na mesma área; Esper Kallás, a 13ª em Imunologia; Vanderson Rocha, a 17ª em Medicina; Darci Moraes Barros-Battesti, a 50ª em Ciência Animal e Veterinária; e Antonio Carlos Martins Camargo, a 109ª em Biologia e Bioquímica.
 

Conheça os pesquisadores
A seleção do Instituto Butantan reúne cientistas que atuam em diferentes áreas do conhecimento, com estudos voltados à imunologia, doenças infecciosas, microbiologia, biologia molecular, bioquímica, toxinologia, genômica e parasitologia.
 

Esper Kallás desenvolve pesquisas nas áreas de HIV, vacinas, imunologia e doenças infecciosas. Rui Curi atua nas áreas de metabolismo celular, imunologia e inflamação.
 

Ana Maria Moura da Silva estuda toxinas de venenos de serpentes, com foco nos mecanismos de ação dos envenenamentos e na avaliação da eficácia de antivenenos. Sergio Verjovski Almeida investiga a regulação da expressão gênica em Schistosoma mansoni (parasita causador da esquistossomose) e os mecanismos de ação de RNAs não-codificadores de proteínas em células humanas.
 

Vanderson Rocha tem a área da hematologia, oncologia e genética como foco principal de pesquisa, com o desenvolvimento de terapia com células CAR-T para cânceres no sangue, como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo, no Brasil.
 

Darci Moraes Barros-Battesti, pesquisadora aposentada do Instituto Butantan, atua na área de Parasitologia, com ênfase na taxonomia e biologia de carrapatos e outros ácaros ectoparasitos de animais silvestres.
 

Antonio Carlos Martins Camargo, pesquisador aposentado do Instituto Butantan, desenvolveu estudos sobre peptídeos potencializadores de bradicinina (molécula relacionada ao controle da pressão arterial) presentes no veneno da Bothrops jararaca.
 

Como funciona o ranking
Elaborado anualmente pela Research.com, o ranking Best Scientists by Discipline contempla pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento com base no impacto de sua produção científica. A classificação considera o índice H, indicador que mede a produtividade e a influência acadêmica de um pesquisador a partir de suas publicações e citações, além do número de trabalhos publicados e das citações recebidas.

Geral: Visto americano: novas regras combatem fraudes e imigração ilegal



 Radiografia da Notícia

* Residente nos Estados Unidos, Charles Mendlowicz faz alerta contra a desinformação e detalha o impacto real das novas medidas para viajantes brasileiros


Charles Mendlowicz

 

As recentes mudanças nos procedimentos de imigração e vistos para os Estados Unidos geraram desinformação na internet. Relatos de um suposto fechamento de fronteiras assustaram viajantes, mas o cenário real passa longe do pânico propagado. A avaliação é de Charles Mendlowicz, economista, sócio da Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero. Residente nos Estados Unidos após obter o green card por habilidades extraordinárias, ele aponta que as medidas buscam organizar o sistema.

 

"Se você quer vir para conhecer a Disney, visitar Nova York, se quer estudar, não tem problema nenhum. É preciso ter cuidado com o alarmismo, com a desinformação. O que aconteceu não foi uma questão de ‘barrar’, mas sim de organizar um sistema que estava com problemas", explicou Mendlowicz.

 

EUA realizam “pente-fino” nos vistos e pedidos de asilo

 

O governo americano anunciou recentemente medidas de endurecimento. A primeira suspende temporariamente decisões sobre residência e autorizações de trabalho para novas verificações de segurança. A segunda exige que solicitantes de vistos de não imigrante declarem que não temem perseguição em seus países de origem. A exigência visa coibir distorções no uso de prerrogativas humanitárias.

 

"Nos Estados Unidos há um tipo de visto que se você é perseguido no seu país, você pode pedir um asilo. Muitos brasileiros fizeram isso sem ser perseguidos no Brasil, por exemplo. O objetivo das novas medidas é justamente frear o fluxo descontrolado registrado em anos anteriores”, disse..

 

Novas regras para estudantes

 

O visto de estudante passou por ajustes para evitar que o benefício educacional seja usado como via de imigração irregular. Pelas novas diretrizes anunciadas ontem (16), o estudante terá prazo de permanência fixado em quatro anos e, ao final do período, precisará pedir uma prorrogação do visto ao Departamento de Segurança Interna, ou deixar os Estados Unidos e entrar novamente para obter uma nova admissão.

 

"Muita gente tirava o visto de estudante e ficava nos Estados Unidos além do prazo inicial. Agora, após quatro anos, quem quiser ficar mais tempo terá que prestar contas, mostrar que está estudando de verdade. A medida foi necessária devido aos diversos casos de pessoas que tiravam visto de estudante mas tinham como real objetivo trabalhar", detalhou Charles Mendlowicz.

 

Criadores de conteúdo entraram na mira da fiscalização

 

A fiscalização se intensificou sobre criadores de conteúdo, impulsionada pela realização da Copa do Mundo. Entrar com visto de turista e monetizar vídeos ou realizar publicidades em solo americano virou alvo do serviço de imigração.

 

"O governo americano confirmou: influenciador estrangeiro que entrar com visto de turista e monetizar conteúdo pode ser deportado na hora. Se você está gravando coisas pessoais, não tem risco. Se está gravando para monetizar, o risco é alto", alertou Mendlowicz. O visto correto para essa atividade é o O-1, de habilidades extraordinárias.

 

Para quem deseja fazer turismo ou estudar conforme a lei, as portas continuam abertas. "Haverá mudanças, mas se a pessoa quiser ir para os Estados Unidos como estudante, basta estudar de verdade que ficará tudo bem. Se quiser ir para a Disney, que vá como turista e retorne para casa após o passeio. Só tem que acompanhar o dólar e se programar para aproveitar o melhor de cada experiência", concluiu Mendlowicz.

Chumbo quente: Cuidado! A IA cria mentiras!

Foto criada através de IA

Radiografia da Notícia

 * Você precisa apenas da foto desse alguém e a IA faz o restante.

Luís Alberto Alves/Hourpress

Entramos na era perigosa da IA (Inteligência Artificial). Apenas com a foto de alguém é possível criar diversos personagens. Caso seja mulher, é possível produzir fotos dela de vestido, minissaia, camiseta top, com ou sem flor nos cabelos, de sandálias ou sapatos, às margens de uma praia, praça, avenida ou qualquer lugar que possa imaginar. Você precisa apenas da foto desse alguém e a IA faz o restante.

Como todo jornalista é curioso, fiz o teste. Pedi para a IA criar uma foto minha como piloto de caça da FAB (Força Aérea Brasileira). Surpreso, surgiu a foto com uniforme de piloto e capacete nas mãos, ao lado de um avião da FAB. Quem não me conhece pode imaginar que eu seja um tenente-coronel aviador. Esse era o meu sonho de adolescente, porém não consegui realizá-lo. Portanto, a foto que ilustra esse texto é criação da IA, é fictícia.

Políticos

Não contente, pedi para a IA produzir minha foto como jogador da seleção brasileira de futebol no gramado de um estádio. Novamente, o pedido acabou atendido. Eu sou cidadão do bem, jamais utilizarei essa ferramenta para o mal. Mas e as pessoas desonestas como reagem diante disso? Elas poderão pegar a foto de alguém e apresentá-la como garota de programa nas ruas à procura de clientes. Depois desse estrago nas redes sociais quem vai pagar pelo prejuízo?

Foto criada através de IA

Estamos próximos de eleições e alguns políticos não pensarão duas vezes antes de criar embaraço para o seu adversário ao fabricar fotografia dessa pessoa em situação indesejada. Principalmente neste clima de polarização em que o Brasil mergulhou nos últimos anos. Será que as autoridades terão cacife de punir milhões de desonestos que usarão a IA para causar dor de cabeça? Deixo essa pergunta no ar e quero ser respondido.

Luís Alberto Alves, jornalista, editor do blog Hourpress.

 

 

Túnel do Tempo: Inauguração da Disneylândia

 


Redação/Hourpress

Em 17 de julho de 1955 ocorre a inauguração da Disneylândia, em Anaheim, na Califórnia (EUA).

domingo, 12 de julho de 2026

Crônica: Reviver passado é algo bom?

 


 De tanto bater nessa tecla, viajou para Tutoia

Astrogildo Magno

Carlito era o típico saudosista. Esquecia do presente e voltava sempre ao passado. Repetia escalação de times que entraram para a galeria das equipes inesquecíveis. Criticava os atletas atuais. Para ele, todos eram mercenários. A preocupação deles consistia apenas em aparecer nas redes sociais, com fotos de selfie. O talento, na opinião de Carlitos, ficava em segundo plano.

Quando o assunto escorregava para música, ele criticava a nova safra de artistas, sem voz e gravando canções de letras horríveis. Para Carlitos, os sucessos atuais são fabricados nas redes sociais para servir de isca aos inocentes de plantão. Na sua avaliação, as cantoras de hoje utilizam o corpo para subir a escada do sucesso.

Nada do que acontece nos dias de hoje, alegra Carlitos. Igual âncora de navio, o passado é quem o mantém neste clima. Executivo do mercado de ações, sempre planejava retornar à cidade de Tutoia, no Maranhão, onde pretendia rever amigos e o seu grande amor de infância: Lúcia Lima. Loira de olhos azuis e corpo escultural. De tanto bater nessa tecla, viajou para Tutoia. Ali, descobriu que a maioria dos amigos de infância já tinham morrido, inclusive Lúcia, cuja lápide do túmulo dizia: “fui para o futuro, porque o passado ficou para trás...”

Astrogildo Magno é cronista

Geral: Composto inédito com prata, quimioterápico e carvona mira câncer de pele profundo

    Divulgação


Radiografia da Notícia

Nova formulação patenteada na Unicamp combina complexo de prata com medicamento oncológico e óleo essencial para atingir tumores em camadas mais profundas

Redação/Hourpress

Pesquisadores do Centro de Inovação Teranóstica em Câncer (CancerThera), sediado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), depositaram o pedido de uma nova patente que mostrou potencial aplicação no tratamento do câncer de pele, ainda em fase de pesquisa e desenvolvimento. A formulação associa um complexo de prata (Ag) ao quimioterápico 5-fluorouracil (5-FU) e à carvona, monoterpeno presente em óleos essenciais como hortelã e endro. Nos testes laboratoriais, a combinação com a carvona permitiu uma liberação duas vezes maior do princípio ativo, em relação ao composto sem o monoterpeno em um período de 48 horas, apontando para uma formulação capaz de atingir tumores em fases mais avançadas.


A tecnologia consiste em um sistema de liberação com potencial aplicação direta sobre lesões tumorais. Os ativos poderão ser incorporados em um gel, creme ou adesivo transdérmico, conforme a abordagem definida pela empresa interessada em levar a tecnologia ao mercado. A tecnologia está em fase pré-clínica. Testes em animais são o próximo passo antes de qualquer aplicação em seres humanos. O pedido de patente foi depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) com estratégia da Agência de Inovação Inova Unicamp para proteção da propriedade intelectual. A equipe busca parceiros industriais para avançar nas etapas seguintes de pesquisa e viabilizar o uso comercial da tecnologia.


O problema que motivou a pesquisa


A inquietação que deu origem à pesquisa veio das bancas de defesa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unicamp. A professora Carmen Silvia Passos Lima, oncologista do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp e coordenadora do Laboratório de Genética do Câncer (Lageca) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), era presença frequente nas bancas e via compostos promissores para o tratamento do câncer que não avançavam para o desenvolvimento comercial. "Eu não entendia por que isso não chegava ao mercado e aos pacientes. Foi quando decidimos integrar diferentes áreas", conta.


O câncer de pele basocelular e espinocelular é o tipo mais incidente no Brasil. Apesar do baixo potencial de metástase, acomete áreas expostas ao sol, como rosto, nariz, orelhas e lábios. Um dos tratamentos disponíveis utiliza o 5-fluorouracil puro, mas ele tem limitações. "Esse medicamento exige que o paciente evite o sol e, por penetrar pouco na pele, é indicado apenas para tumores superficiais, o que é um problema no SUS, onde os casos frequentemente chegam em estágio avançado. Uma outra alternativa é o medicamento à base de cemiplimabe, mas esse imunobiológico tem alto custo, cerca de 50 mil reais por mês, e não é coberto pelo sistema público de saúde", afirmou a oncologista.


Os tumores avançados exigem ressecção cirúrgica, extração parcial ou completa do tecido atingido, que pode resultar em deformidades permanentes. "Muitas vezes, o paciente perde partes do nariz, das orelhas, ou fica com cicatrizes profundas na boca ou em outras partes do corpo, o que provoca uma pressão social muito grande", destaca o professor Pedro Paulo Corbi, coordenador do Laboratório de Pesquisas em Química Bioinorgânica e Medicinal (LQBM) da Unicamp, vinculado ao Instituto de Química (IQ). Ao penetrar camadas mais profundas da pele do que o 5-fluorouracil convencional, o novo composto abre a possibilidade de tratar tumores avançados e reduzir a necessidade de cirurgias.


O papel do monoterpeno e os resultados preliminares


A carvona é a peça que diferencia essa formulação das alternativas existentes. A escolha veio do conhecimento acumulado no Laboratório de Fitoquímica, Farmacologia e Toxicologia Experimental (LaFTEx) da Faculdade de Ciências Farmacêuticas. "A ideia surgiu da nossa expertise em produtos naturais e farmacologia e toxicologia experimental. Os monoterpenos têm uma característica especial: além das propriedades farmacológicas, vários deles são facilitadores de permeação, não se ligam quimicamente ao complexo, mas facilitam a entrada dele dentro da célula", explicou a professora Ana Lucia Tasca Góis Ruiz, pesquisadora do LaFTEx.


Foi durante o mestrado de Daniele Daiane Affonso, no mesmo laboratório, que a carvona foi identificada como candidata promissora, após a estudante observar que a substância inibe a migração de queratinócitos, processo biológico relevante no desenvolvimento do câncer. "Quando juntei os dois compostos, vi que o Ag5FU com a carvona gerou um efeito sinérgico. A carvona potencializou a ação antitumoral do complexo metálico", relata Affonso. A diferença ficou evidente nos testes de liberação em membrana sintética: com o Ag5FU isolado, foram liberados 164 microgramas de prata por litro de solução; com a adição da carvona, esse valor subiu para 359 microgramas. "A combinação não só não interferiu no efeito antiproliferativo, como aumentou o efeito do complexo", reforçou Góis Ruiz.


A prata foi selecionada por sua atividade antitumoral descrita na literatura. O 5-fluorouracil é um quimioterápico análogo a uma das bases do DNA, ou seja, se encaixa na cadeia genética da célula tumoral no lugar da base original. Quando isso acontece, altera a estrutura do DNA e desencadeia a morte celular, mecanismo que o consagrou como tratamento clínico para diferentes tipos de câncer.


A precisão na escolha dos componentes é fundamental, como explica Corbi. "Na química, nós temos substâncias que se combinam e outras que não se combinam. Esse conhecimento nos faz escolher a molécula certa para o metal certo, para que eles tenham afinidade entre eles. Compostos de prata tendem a se decompor rapidamente quando a combinação é inadequada: o metal se reduz, o produto escurece e se torna inutilizável".


A síntese foi realizada por Gabriele de Menezes Pereira, doutora pelo LQBM. "Partimos de um fármaco comercial que já tem potencial antiproliferativo. O que fizemos foi potencializá-lo com a complexação com um centro metálico", explicou.


Da pesquisa básica à clínica


O grupo do CancerThera já percorreu esse caminho com outro composto patenteado, um metalofármaco com potencial terapêutico para o carcinoma de células escamosas cutâneo. O AgNMS, combinação de prata com o anti-inflamatório nimesulida, percorreu todas as etapas que o Ag5FU+carvona começa a trilhar.


O composto foi testado em linhagens de células cancerígenas e de pele saudável, com comprovação de seletividade, e depois em camundongos acoplado a um dispositivo de membrana de celulose bacteriana com adesivo, desenvolvido em parceria com pesquisadores da Universidade de Araraquara (Uniara).


Os resultados com esse primeiro composto mostraram redução ou desaparecimento dos tumores sem toxicidade para os animais, rendendo duas patentes, uma nacional e uma internacional. Em 2026, o AgNMS entrou na fase clínica 1 no HC da Unicamp com os primeiros pacientes com carcinoma de células escamosas, em cooperação com o Serviço de Dermatologia do HC, e segue agora para a fase clínica 2.


Próximos passos: da bancada ao paciente


A nova patente parte da mesma plataforma (complexos de prata), mas com componentes e mecanismos distintos. O próximo passo para o Ag5FU+carvona é repetir os testes in vitro, agora em pele de porco, o que permitirá medir a permeação das substâncias em condições mais próximas do corpo humano, e em seguida avançar para os testes em animais. A síntese do complexo é feita em etapa única, com alto rendimento e boa pureza, o que facilita a reprodução em escala, disse Pereira.


Para os pesquisadores que conduziram os experimentos, a possibilidade de ver o trabalho chegar à sociedade é o principal motor da pesquisa. "Quantas pessoas próximas já tiveram câncer de pele, fizeram uma ressecção cirúrgica, ficaram com uma cicatriz no rosto. É gratificante saber que a gente pode formular um fármaco que diminua o tamanho desse tumor e possa até evitar cirurgias", comentou Affonso.


A proteção intelectual foi realizada antes do término dos estudos, por orientação da Inova Unicamp, que esclareceu os pesquisadores sobre a possibilidade de depositar o pedido de patente com os dados disponíveis, preservando a novidade da invenção. Para chegar ao mercado, a tecnologia precisará de parceiros industriais para escalonamento da produção, registros sanitários junto à Anvisa, desenvolvimento de um produto e sua comercialização.


"O desenvolvimento aconteceu no laboratório e tem que ir para o estudo clínico. Primeiro em células, depois em animais e depois em humanos, nas fases 1 e 2. Se realmente for eficaz, aí a gente vai ter que entrar com as agências regulatórias e precisamos de parceiros industriais para que isso possa ser disponibilizado no mercado no futuro”, finalizou Passos Lima.