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Crônica: Quando o assédio vem de alguém conhecido

Elétrica e sensual, conseguia levar o amado às nuvens Astrogildo Magno Cecília era o tipo de executiva bem-resolvida, inclusive sentim...

sábado, 12 de setembro de 2026

Crônica: Quando o assédio vem de alguém conhecido

Elétrica e sensual, conseguia levar o amado às nuvens

Astrogildo Magno

Cecília era o tipo de executiva bem-resolvida, inclusive sentimentalmente. Diretora numa empresa multinacional, respondia pelo departamento de marketing. Estava acostumada a participar de reuniões e decidir assuntos sensíveis ao setor onde trabalhava. Ninguém conseguia lhe intimidar. Sabia como agir neste tipo de situação.

Casada há 25 anos, logo de manhã, antes de sair da cama, fazia amor com o marido. Jamais aceitava não como resposta. Elétrica e sensual, conseguia levar o amado às nuvens. Quando percebia que o esposo se encontrava indisposto, se contentava com sexo oral. Pronto, a bateria ficava carregada para mais um dia de trabalho.

Porém, num determinado dia, participou de reunião tensa, onde a falsidade e mentira marcaram presença na mesa. Pior: uma das pessoas tentou assediá-la sexualmente, ao tentar passar as mãos em suas pernas por baixo da mesa. Não perdeu a postura, conduziu o trabalho até o fim. De repente, olhou bem nos olhos do assediador e se assustou. Era um amigo da época de Ensino Fundamental....

Astrogildo Magno é cronista

Geral: Feminicídio: cresce procura de mulheres por aulas de defesa pessoal

IA


 Radiografia da Notícia

* Somente no último ano houve um crescimento de 23% no interesse de mulheres por esse tipo de modalidade

Redação/Hourpress

A escalada da violência contra as mulheres fez crescer no país a procura delas por aulas de defesa pessoal, como jiu-jítsu e krav magá, de acordo com levantamento realizado pela Maximum Boxing, empresa especializada em equipamentos esportivos. Segundo os dados do estudo recentemente divulgado, somente no último ano houve um crescimento de 23% no interesse de mulheres por esse tipo de modalidade.
 

“Infelizmente acompanhamos casos diários de violência contra as mulheres e os números só crescem. Em 2025, foram 1.568 vítimas de feminicídio, maior número da série histórica. A falta de capacidade do poder público em frear esse fenômeno justifica a procura e necessidade de mulheres em aprender a se defender por conta própria”, afirma Maira Bandeira, presidente do instituto que leva seu nome, e que oferece aulas de defesa pessoal para mulheres e crianças.


Dados da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo Instituto DataSenado e pelo Observatório da Mulher contra a Violência, apontam que uma em cada três brasileiras relatou ter vivido alguma situação de violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses. Outros 29% relataram situações concretas de agressão, mas não as identificaram como violência doméstica ou familiar.


Suporte


Maira conta que, além de aprender as técnicas de defesa pessoal, o instituto também oferece para as vítimas de violência física, psicológica ou sexual apoio de especialistas. “Temos uma rede de parceiros formada por advogados e psicólogos que garantem todo o suporte necessário para que as vítimas possam enfrentar e a lidar com essas situações”, explicou a presidente do instituto, que é faixa preta em Jiu-Jitsu.


O Instituto Maira Bandeira foi fundado em São Paulo em 2015 e realiza diversas ações voltadas à segurança feminina. Além das aulas de defesa pessoal e do apoio psicológico e jurídico, Maira também realiza workshops e palestras pelo país. “Nosso trabalho já impactou mais de 20 mil pessoas. É válido que as mulheres aprendam a se defender, mas nossa principal luta é que o uso desse conhecimento seja cada vez menos necessário”, concluiu a presidente do instituto.


São Paulo – O Estado concentra os números de casos de violência contra a mulher no país, principalmente no interior, segundo levantamento da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 97 feminicídios no interior, contra 24 na Capital. Já as tentativas de homicídio chegaram a 372 registros no interior, e 142 na capital. Por fim, casos de lesão corporal dolosa, cerca de 20 mil no interior e 9 mil na Capital.

Geral: Professores podem solicitar a Carteira Nacional Docente do Brasil

    MEC


Radiografia da Notícia

Documento reconhece a profissão e dá acesso a benefícios para professores no exercício da profissão em instituições de ensino públicas ou privadas de todo o País. CNDB tem validade de dez anos

Redação/Hourpress

A Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB) é um documento oficial do Ministério da Educação (MEC) que garante benefícios específicos do programa Mais Professores para o Brasil, como acesso a ferramentas de trabalho, cartões de crédito com condições específicas para os docentes, descontos em hotéis, além de lojas físicas e de e-commerce credenciadas. A iniciativa atende professores da educação básica e superior que estejam em exercício da atividade docente em instituições de ensino públicas ou privadas de todo o país.
 

A solicitação da CNDB é realizada exclusivamente por meio digital, no sistema oficial do Programa Mais Professores para o Brasil, por meio da Carteira Nacional Docente do Brasil. A CNDB é um documento oficial que conta com mecanismos de segurança e um QR Code personalizado para que estabelecimentos de todo o Brasil possam conferir a sua validade.
 

Para solicitar a CNDB, os professores precisam estar com o CPF regular junto à Receita Federal e possuir cadastro ativo no e-Social pelo empregador.
 

Confira o passo a passo para solicitar a CNDB:

  • Acesse o sistema oficial do MEC, em Link com sua conta Gov.br;
  • O sistema verificará automaticamente se o professor atende aos critérios de elegibilidade e exibirá seus dados pessoais e vínculo com a instituição de ensino;
  • Verifique e confirme seus dados;
  • Caso algum dado esteja incorreto, entre em contato com seu empregador antes de continuar;
  • Em seguida, complete o cadastro com as informações solicitadas e realize a captura de sua foto;
  • Na tela seguinte, será apresentada a prévia da CNDB;
  • Na sequência, confirme os dados para emissão e faça o download da versão digital do documento.

Benefícios – Entre os benefícios para os professores estão acesso a ferramentas de trabalho, cartões de crédito com condições específicas para os docentes, descontos em hotéis e facilitação do uso da meia-entrada em eventos culturais, como cinemas, teatros e shows. Também há descontos em lojas físicas e de e-commerce credenciadas, por meio da iniciativa #TôComProf, que já conta com mais de 40 empresas físicas e on-line, de bancos e farmácias a aplicativos de alimentação e cursos de pós-graduação.

Geral: O jeito de usar o celular pode afetar a saúde dos ombros

                            Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

Estudos apontam relação entre postura durante o uso do smartphone e sobrecarga nos ombros; Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo orienta sobre cuidados para evitar desconfortos 

Redação/Hourpress

Passar horas no celular já virou parte da rotina, seja para trabalhar, estudar, conversar ou simplesmente passar o tempo. Mas a postura adotada para olhar a tela pode pesar nos ombros, como apontam alguns estudos.

 

Uma pesquisa publicada este ano, intitulada “A relação entre má postura ao usar dispositivos eletrônicos e dor periescapular no ombro”, avaliou 379 pessoas com o objetivo de investigar a dor na região ao redor da escápula, relacionada à postura durante o uso de dispositivos eletrônicos. O resultado mostrou que 48,5% relataram dor periescapular atual e apontou, ainda, que os participantes que permaneciam em pé ou caminhando enquanto usavam dispositivos eletrônicos com o pescoço inclinado para a frente apresentaram associação significativa com o incômodo na região. Essa postura teve 2,15 vezes mais chance de estar associada à dor.

 

revisão sistemática publicada em 2026, que analisou 30 estudos com adultos, identificou que, em 24 dos trabalhos avaliados, pessoas com maior tempo de uso, maior atividade de digitação ou maior nível de dependência do aparelho apresentaram maior prevalência de dores musculoesqueléticas, incluindo na região dos ombros. A revisão destaca, ainda, que 67% dos artigos analisados identificaram a duração do uso (de 3 a 9 horas diariamente) e a postura corporal durante o uso como os principais fatores de risco estudados.


Ombro

 

Entre os adolescentes, que também estão cada vez mais expostos ao uso prolongado de celulares, a relação aparece em outro estudo recente, o qual analisou 622 participantes, com idade mediana de 14 anos e apontou que 21,5% apresentavam dor no ombro.

 

“Quando passamos muito tempo olhando para o celular, principalmente com a cabeça inclinada para frente e os braços sem apoio, mantemos músculos e articulações em uma posição estática por muito tempo. Nos ombros, a sobrecarga pode se manifestar inicialmente como tensão, fadiga e dor na região próxima à escápula. Com a repetição desse padrão, a musculatura responsável pela estabilização e pelo movimento da escápula pode passar a trabalhar de maneira menos coordenada, interferindo na mecânica do ombro”, explicou o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC), Dr. Eduardo Malavolta.

 

O ortopedista lembra que o incômodo também merece atenção quando deixa de ser pontual. “Dor que persiste mesmo após interromper a atividade, piora progressivamente ou começa a limitar tarefas simples, como levantar o braço, alcançar objetos ou se vestir, pode indicar que o problema não está apenas relacionado à tensão momentânea. Nesses casos, a avaliação de um especialista é importante para identificar a origem da dor e evitar que ela se prolongue”, salientou.

 

Dicas

 

Pequenas mudanças na rotina podem ajudar a reduzir a sobrecarga sobre a região. Evitar permanecer longos períodos na mesma posição, fazer pausas ao longo do dia e buscar manter o celular em uma altura que não exija uma inclinação constante da cabeça são algumas medidas simples. “Intercalar períodos de uso com pausas e movimentação é importante para evitar que a musculatura permaneça sob tensão durante horas”, disse.

“O celular faz parte da nossa rotina e não é preciso deixar de usá-lo. A questão está em incorporar alguns cuidados ao hábito, para que a tecnologia facilite o dia a dia sem cobrar um preço do corpo”, concluiu.

Geral: Quadrilhas encontram novas formas de driblar a segurança em condomínios

 IA


Radiografia da Notícia

Em todos os casos, a portaria era eletrônica

Redação/Hourpress

Casos envolvendo invasões a condomínios para furtos têm trazido um alerta para a necessidade de reforço na segurança desses espaços, especialmente diante de estratégias cada vez mais sofisticadas utilizadas pelos criminosos. Brechas em processos, procedimentos e, principalmente, o fator humano, geram vulnerabilidade e abrem caminho para a ação de criminosos.

 

Recentemente, ganhou repercussão na mídia a atuação de uma quadrilha que identificou falhas na segurança e furtou apartamentos de luxo em oito estados. Em todos os casos, a portaria era eletrônica.

 

Diante da situação, a pergunta que fica é: a tecnologia falhou? “Na maioria dos casos, não. O que falha é a ausência de uma estrutura completa que una pessoas, processos e tecnologia em uma única engrenagem. Quando um desses pilares enfraquece, a segurança inteira fica comprometida”, ressaltou o diretor da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), Bernardo Abdalla Criscuolo.


Camada

 

Para condomínios que sofrem com o alto custo da portaria presencial, a portaria virtual surge como uma alternativa eficiente. Ela oferece atendimento contínuo, controle de acesso rigoroso, cadastros seguros de moradores, visitantes e prestadores, além do registro de todas as demandas, desde entregas até deliveries, em um sistema único e auditável. Quando bem implementada, é uma evolução que supera em muito o modelo tradicional, tanto na operação quanto no resultado financeiro do condomínio.

 

“A camada tecnológica de uma portaria virtual precisa ser pensada como um sistema de defesa em anel, analisado do perímetro até as unidades. A segurança não pode ter vulnerabilidades, e cada ponto precisa estar coberto”, afirmou.

 

Bernardo explica que, no perímetro externo, câmeras com Inteligência Artificial são capazes de identificar veículos não cadastrados, pessoas perambulando pelo entorno ou permanecendo em áreas restritas por tempo prolongado, comportamento clássico de quem está estudando a rotina antes de agir.


Facial

 

Nas clausuras e acessos, entram sensores de presença, leitores de placas, controle de portas com travamento automático e reconhecimento facial. Na circulação interna, câmeras inteligentes se mantêm interligadas em tempo real à central de atendimento. E nas unidades, o morador conta com interfones digitais, QR Code para delivery e convite facial para visitantes previamente autorizados.

 

O diretor da AABIC completa que recursos como integração com Apple CarPlay, Android Auto e aplicativos cada vez mais intuitivos elevam a experiência do morador e facilitam o dia a dia. No entanto, ele pontua: a tecnologia é meio, nunca fim. “Ela entrega dados, registra eventos e ajuda a antecipar anomalias, mas quem decide e age são pessoas preparadas. Nenhuma tecnologia substitui uma equipe bem treinada. Uma central de portaria virtual exige liderança presente 24 horas, com capacidade de decisão rápida diante de eventos críticos. O atendimento precisa estar dentro do SLA (Service Level Agreement, ou Acordo de Nível de Serviço) contratado, e o mercado entende como aceitável responder o morador em até três toques do interfone. Ultrapassar esse limite já é um sinal de alerta”, destacou.

 

O investimento em treinamento constante também é fundamental. “Ter uma equipe de qualidade responsável por capacitar, reciclar e trazer temas relevantes que impactam o setor condominial, principalmente os assuntos ligados à segurança, é o que separa uma operação amadora de uma operação profissional. O departamento de qualidade é o responsável por nivelar o time operacional para que todos falem a mesma língua e tenham a mesma visão de segurança. Quando o padrão é único, o risco de falha por improviso cai drasticamente”, finalizou.

Geral: Quais sinais de alerta para o Alzheimer?

 IA

Radiografia da Noticia

Nem toda alteração cognitiva, porém, está relacionada ao Alzheimer

Redação/Hourpress

Esquecer algo de vez em quando ou precisar de um pouco mais de tempo para se lembrar de uma informação pode fazer parte do envelhecimento. O sinal de alerta surge quando essas mudanças se tornam frequentes ou intensas e começam a interferir na rotina e na autonomia. Durante o Setembro Lilás, mês de conscientização sobre a doença de Alzheimer e outras demências, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) reforça a importância de investigar alterações cognitivas persistentes.
 

“A maioria das funções cognitivas decai com a idade. No entanto, apesar disso, é possível manter a autonomia e a independência. É importante investigar quando a piora cognitiva é exuberante, exagerada ou quando essa perda cursa com dependência para realizar atividades às quais a pessoa estava acostumada”, explica Ivan Aprahamian, geriatra e psiquiatra, professor livre-docente e diretor científico da SBGG.
 

Nem toda alteração cognitiva, porém, está relacionada ao Alzheimer. Depressão, transtornos do sono, descompensação de doenças, efeitos de medicamentos, deficiências vitamínicas e até o uso abusivo de álcool podem afetar a cognição. Por isso, identificar o que mudou e investigar a causa é fundamental.


Vida
 

Na apresentação mais comum do Alzheimer, os primeiros sinais costumam estar relacionados à memória recente. “Frente a uma apresentação típica da doença, que perfaz 90% dos casos, vemos perda de memória verbal recente, ou seja, esquecimento de fatos ou eventos atuais. Em fases iniciais observamos confusões mentais com eventos, ocorrências recentes na vida daquela pessoa e desorientações espaciais e temporais”, esclareceu Ivan.
 

Com a evolução da doença, outras funções cognitivas também podem ser afetadas, incluindo linguagem, orientação, comportamento, planejamento e capacidade de tomar decisões. “Quando os esquecimentos se tornam mais frequentes e intensos em um intervalo curto de tempo, é importante olhar com cautela para a possibilidade de uma alteração patológica”, afirma Laiss Bertola, psicóloga, neuropsicóloga e 2ª vice-presidente de Gerontologia da SBGG-MG.
 

Diagnóstico precoce ajuda a planejar o cuidado
 

Identificar o Alzheimer nas fases iniciais permite organizar o cuidado e envolver a família nas decisões. “O diagnóstico precoce ainda é importante. Não pelo fato de termos alguns tratamentos sofisticados, caros e de longo prazo, mas por podermos nos planejar como família. A doença tem um impacto brutal em nossas vidas e exige muita resiliência de todos os envolvidos”, contextualiza Ivan.
 

O diagnóstico, porém, não significa interromper as atividades que fazem parte da vida da pessoa. Dentro das possibilidades de cada indivíduo, manter uma rotina ativa, com estímulos cognitivos e vínculos sociais, pode favorecer o bem-estar e a participação no cotidiano. “Já temos muitas evidências de que as intervenções não farmacológicas são importantes para manutenção de qualidade de vida, de autonomia e independência, sempre pelo maior tempo possível dentro da capacidade daquela pessoa”, destacou Laiss.
 

Cuidado vai além do diagnóstico
 

O acompanhamento da pessoa com Alzheimer deve considerar não apenas os aspectos clínicos da doença, mas também sua funcionalidade, rotina, relações e ambiente. A atuação conjunta de diferentes profissionais contribui para um cuidado mais amplo e individualizado. O geriatra atua no manejo amplo do quadro clínico e das condições de saúde, enquanto profissionais da Gerontologia contribuem para aspectos relacionados à funcionalidade, rotina, adaptação e qualidade de vida.
 

“O cuidado da pessoa com demência é multifatorial, exige múltiplos profissionais de diferentes áreas. Devemos ter um olhar que seja realmente mais biopsicossocial da pessoa com demência, no seu ambiente, no seu ecossistema e no seu sistema familiar”, pontuou Laiss.
 

Além do acompanhamento adequado, o controle de fatores de risco ao longo da vida também é importante para a saúde cerebral. Hipertensão, diabetes, obesidade, depressão, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, perda auditiva e baixa atividade intelectual e social estão entre os fatores que merecem atenção. “Tratar esses fatores é fundamental. Sempre colocarmos nosso cérebro para trabalhar, ser desafiado com nossos aprendizados é um bom remédio”, reforçou Ivan.
 

Túnel do Tempo: Estreia de "O mágico de OZ"

 


Redação/Hourpress

Em 12 de setembro de 1939  estreia “O Mágico de Oz”, de Victor Fleming, um dos primeiros filmes a cores da história do cinema.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Crônica: Quando a folia detona o amor

Se manteve nesta rotina durante dez anos

Astrogildo Magno

Norminha era a jovem classificada como fogueteira. Casou-se com o caminhoneiro Roberto aos 16 anos e nesses dez anos de matrimônio nunca deixou de se comportar como mulher solteira. Gostava demais de frequentar rodas de pagode. Para provocar a sensualidade dos homens, se maquiava bem e vestia minissaia bem provocante.

Do outro lado estava o esposo Roberto, que normalmente dirigia 18 ou até 20 horas para entregar cargas em diversas regiões do Brasil. Às vezes permanecia longe de casa duas ou até três semanas. O sacrifício era para manter todas as contas em dia, inclusive o luxo de Norminha, que após o casamento nunca mais trabalhou. Sua preocupação era frequentar shoppings e retornar com as mãos cheias de sacolas para o apartamento onde morava no bairro do Cambuci, Centro de SP.

Se manteve nesta rotina durante dez anos. Em sua mente imaginava que Roberto jamais iria encontrar mulher tão linda e sensual igual a ela. Abusava da sedução ao enviar vídeos para o esposo através do Whats app, ao vestir camisolas transparente, mordendo os lábios e sussurrando em busca de prazer. De repente, estranhou que o marido não estava mais online, nem respondia os seus recados. Roberto descobriu e se apaixonou por outra mulher e decidiu que não retornaria mais para São Paulo.....

Astrogildo Magno é cronista

Geral: Olhos no celular, atenção fora do caminho: distração aumenta risco de quedas nas estações

                               IA


Radiografia da Notícia

No primeiro semestre de 2026, as linhas 4-Amarela e 5-Lilás registraram 196 incidentes, como tropeções,

esbarrões e tombos, com clientes em estações; escadas fixas e rolantes concentraram 62% dos casos

Redação/Hourpress

A cena é cada vez mais comum: pessoas caminhando pelas estações, acessando escadas ou se aproximando das plataformas sem tirar os olhos do celular. Nos tempos atuais, atrair a atenção de alguém não tem sido mais tão difícil, mas o principal desafio é mantê-la. Há uma disputa feroz em praticamente todos os ambientes por alguns segundos de olhar. Em janeiro de 2023, a doutora em psicologia pela Universidade de Columbia, nos EUA, trouxe em seu livro “Attention Span: A Groundbreaking Way to Restore Balance, Happiness and Productivity” (em português - Período de Atenção: Uma maneira inovadora de restaurar o equilíbrio, a felicidade e a produtividade) um dado alarmante sobre atenção. O tempo em que ficamos focados em uma determinada ação, seja ela qual for, caiu de 2 minutos e meio, tempo registrado em 2004, para apenas 47 segundos nos dias atuais.

 

Em meio a um cenário em que o uso de telas acompanha praticamente todos os momentos da rotina e com um tempo de atenção cada vez menor, as linhas 4-Amarela e 5-Lilás, administradas pela Plataforma de Trilhos da Motiva, registraram 196 incidentes e acidentes com clientes só no primeiro semestre de 2026. São quedas acidentais e esbarrões que causam ferimentos tanto dentro dos trens quanto nas estações. Números que ajudam a reforçar um alerta sobre a importância da atenção durante os deslocamentos.

 

As maiores incidências estão nas escadas fixas e rolantes, que sozinhas, concentram 121 registros, o equivalente a 62% do total. Chama a atenção que os adultos em idade ativa concentram a maior parte dos registros. Dos 196 incidentes identificados no primeiro semestre, 104 envolveram clientes de 18 a 50 anos, ou 53% do total. Na Linha 4-Amarela, o recorte ainda é maior: das quedas acidentais em escadas fixas e rolantes envolvendo esse público, 31 ocorreram com clientes dessa faixa etária. Desse total, cerca de 71% envolveram pessoas entre 18 e 40 anos.


Acessos

 

Situações desse tipo causam sustos e podem resultar em ferimentos, exigir o atendimento das equipes nas estações e gerar risco para outros clientes que circulam pelo mesmo espaço. Em ambientes de grande movimentação, uma distração individual pode ser suficiente para provocar quedas, esbarrões ou comportamentos inseguros em áreas como escadas, plataformas, mezaninos e acessos.

 

“Queremos lembrar que a distração ou a pressa podem colocar em risco a segurança do próprio cliente e das demais pessoas que circulam pelas estações. Quando reforçamos a importância de tirar os olhos do celular ao caminhar, respeitar o fluxo nas plataformas ou esperar o desembarque antes de entrar no trem, não queremos ditar regras de comportamento. Nossa preocupação é, em primeiro lugar, com a segurança dos clientes e com uma operação cada vez mais segura e organizada”, comentou Antonio Marcio Barros Silva, diretor de operações das linhas 4-Amarela e 5-Lilás, da Motiva.


Hábitos em prol da segurança

Mudar esse cenário exige encarar hábitos que já se tornaram automáticos na rotina de quem tem pressa. Correr para pegar o trem, não aguardar os demais clientes desembarcarem antes de acessar o vagão ou ultrapassar a faixa de segurança nas plataformas são comportamentos que parecem comuns para muita gente, mas que podem colocar clientes em risco. Pequenas atitudes no espaço compartilhado fazem toda a diferença para evitar acidentes:

  • Atenção total ao andar: Tire os olhos do celular ao caminhar por plataformas, acessos e passarelas.
  • Respeito à faixa amarela: Mantenha-se sempre atrás da linha de segurança enquanto aguarda a chegada do trem.
  • Fluxo livre no desembarque: Aguarde os passageiros saírem completamente antes de iniciar o embarque. O tempo de abertura e fechamento de portas é suficiente para esse movimento, mesmo em horários de maior fluxo.
  • Cuidado redobrado nas escadas: Segure nos corrimãos e evite pressa ou brincadeiras nas escadas fixas e rolantes.
  • Embarque consciente: Nunca corra na plataforma para tentar pegar o trem e jamais segure as portas quando o sinal de fechamento for emitido.
  • Foco nos alertas: Fique atento à sinalização visual e aos avisos sonoros das estações e dos trens

Geral: Relatório aponta oito obstáculos para empresas escalarem projetos de IA



Radiografia da Noticia

 

* Estudo da Ecosistemas Global apresenta índice sobre a maturidade das empresas na adoção e gestão da tecnologia e recomenda ações para os próximos 90 dias

Análise inclui panorama regulatório de seis mercados, com prioridades específicas para o Brasil

 

Redação/Hourpress


Projetos sem responsável de negócio, dados fragmentados e processos mal desenhados estão entre os oito obstáculos que dificultam a transição da inteligência artificial (IA) dos projetos-piloto para operações em escala. O diagnóstico inclui ainda falta de integração, ausência de testes específicos, custos não acompanhados, questões regulatórias e contratuais tratadas tardiamente e desafios de capacitação e adoção interna, como baixo uso das soluções ou dependência de poucos especialistas. Os pontos fazem parte do novo relatório “IA bajo control: Tendencias en IA Generativa, Automatización Inteligente y Gobernanza 2026”, elaborado pela Ecosistemas Global.
 

O estudo mostra que, muitas vezes, as dificuldades para ampliar o uso da tecnologia não estão no próprio modelo de IA, mas nos processos, nos dados, na arquitetura, na definição de responsáveis ou na ausência de métricas. Dados pouco confiáveis, por exemplo, podem gerar respostas inconsistentes, enquanto a falta de integração faz com que a solução forneça informações, mas não consiga concluir uma tarefa.
 

“A IA gera valor quando deixa de ser um teste isolado e se transforma em uma capacidade operacional. Para chegar a esse ponto, não basta escolher um modelo: é preciso integrar dados e aplicações, testar comportamentos, definir responsáveis e medir resultados”, afirmou Rodrigo Cabot, Gerente de Desenvolvimento de Negócios, Alianças e Estratégia Tecnológica da Ecosistemas Global.


Nível
 

Para ajudar as organizações a identificar seu nível de maturidade na adoção e gestão da IA, o documento propõe um índice dividido em cinco níveis: exploração, experimentação controlada, integração, governança e escala mensurável. No primeiro estágio, predominam ferramentas isoladas, sem inventário ou políticas definidas. No nível mais avançado, a IA já está incorporada à operação contínua, acompanhada por métricas econômicas e processos sistemáticos de melhoria.
 

O relatório também recomenda cinco decisões para os próximos 90 dias. Entre elas estão mapear ferramentas, modelos, agentes e casos de uso; classificar as aplicações conforme impacto, autonomia, dados e risco; atribuir responsabilidades nas áreas de negócio, tecnologia, dados, segurança e conformidade; definir metas e critérios de escalamento antes da implementação; e estabelecer testes e monitoramento durante todo o ciclo de vida. Segundo a análise, essas medidas não dependem da conclusão de todos os marcos regulatórios e podem reduzir retrabalho e facilitar a adaptação a novas exigências.

 

Prioridades para o Brasil


No campo regulatório, o estudo apresenta um panorama de Brasil, Argentina, Chile, Espanha, Estados Unidos e México. Apesar das diferenças entre os mercados, identifica princípios comuns, como responsabilidade, transparência, proteção de dados, segurança, rastreabilidade e supervisão humana. Para organizações com atuação internacional, a recomendação é estabelecer uma base comum de governança e acrescentar controles específicos de acordo com cada jurisdição, setor e nível de risco.
 

No Brasil, o relatório aponta a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), a atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o debate legislativo em andamento como referências para a governança da IA. O documento destaca o desenvolvimento de orientações e ações de fiscalização, além de análises relacionadas à IA generativa, ao uso de dados pessoais e às decisões automatizadas. Entre as prioridades empresariais apontadas estão a definição da base legal, os dados utilizados no treinamento dos sistemas, mecanismos de revisão, rastreabilidade e gestão de terceiros.

Geral: Alimentação e aprendizagem: o que vai ao prato pode impactar a rotina escolar?



 Radiografia da Notícia

No Dia do Nutricionista, especialista explica a importância da relação com os alimentos para crianças e adolescentes

Redação/Hourpress

A alimentação de crianças e adolescentes costuma ser associada principalmente ao crescimento e à saúde, mas seus efeitos também chegam à rotina escolar. A qualidade e a regularidade das refeições podem influenciar a disposição e a capacidade de manter a atenção ao longo de um dia de aulas. No Dia do Nutricionista, celebrado em 31 de agosto, o tema chama atenção para uma questão que vai além do cardápio: a construção de uma relação mais consciente com os alimentos desde a infância.
 

Em fases marcadas por intensas transformações físicas e cognitivas, estabelecer uma relação equilibrada com a comida ganha ainda mais importância, inclusive para que os estudantes desenvolvam autonomia em suas escolhas.
 

“Esse cuidado também pode se refletir no desempenho acadêmico. Passar longos períodos sem se alimentar ou manter uma rotina pouco equilibrada pode afetar a forma como o estudante acompanha as atividades ao longo do dia”, explica Renata Mendes, nutricionista do Colégio Poliedro.
 

A composição das refeições também faz diferença. “Alimentos ricos em vitaminas, minerais, proteínas e carboidratos de boa qualidade contribuem para o desenvolvimento cognitivo e para a manutenção da atenção durante as aulas. Por outro lado, o excesso de ultraprocessados e o baixo consumo de frutas, verduras e legumes podem provocar cansaço, dificultar a concentração e prejudicar o aprendizado”, comenta a especialista.
 

Além disso, o cuidado começa já na primeira refeição do dia. “O café da manhã ajuda a fornecer energia após o período de jejum e favorece o raciocínio e a disposição para as tarefas. O ideal é que reúna carboidratos, proteínas, fibras, vitaminas e minerais, encontrados em opções como leite, iogurte, queijo, ovos, pães e frutas”, orienta Mendes. Além disso, a nutricionista também destaca a importância da hidratação para o funcionamento adequado do organismo.
 

Alimentação também se aprende
 

O aprendizado pode acontecer na prática. Conhecer ingredientes, participar do preparo e experimentar novos sabores são formas de ampliar o repertório e tornar os estudantes mais conscientes sobre aquilo que consomem. No Colégio Poliedro, uma das iniciativas desenvolvidas para fomentar isso é a Cozinha Experimental, que envolve os alunos na preparação de receitas. Nesse sentido, a experiência busca despertar a curiosidade e incentivar uma relação mais próxima com o que chega ao prato.
 

“Criar essa proximidade desde a infância é importante para que as escolhas deixem de acontecer apenas pela preferência. Aos poucos, a criança passa a entender melhor o que faz parte das refeições e ganha mais autonomia para tomar decisões no dia a dia”, afirma Mendes.
 

Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, os lanches oferecidos pelo Colégio Poliedro incluem frutas e uma fonte de proteína. Uma vez por mês, as crianças também participam da degustação de novas preparações, com receitas como brownie de feijão, bolo de espinafre e sucos de abóbora com maçã e de beterraba com cenoura.
 

A atuação do nutricionista no ambiente escolar também vai além da elaboração de cardápios, podendo incluir ações educativas e orientações à comunidade escolar.

Geral: Como o racismo científico e a medicina moldaram o conceito de "homem ideal" na Bahia pós-abolição

     Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

Tese analisa como o discurso médico entre 1880 e 1930 ajudou a definir modelos de homem, saúde, comportamento e raça na Bahia

 Redação/Hourpress

Daniel de Castro Barral apresentou na última terça-feira (25/08) no auditório da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) sua tese de doutorado em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Intitulada “Sob o olhar de Asclépio: discurso médico e masculinidades em Salvador da Bahia (1880–1930)”, a pesquisa investiga como a medicina participou da construção de determinadas ideias sobre homens e masculinidades na Salvador da passagem do século XIX para o século XX.

 

A partir da análise de teses de doutoramento médico produzidas no período e de artigos publicados na Gazeta Médica da Bahia, Daniel investiga como o discurso médico classificava corpos, comportamentos e modos de vida, estabelecendo parâmetros para aquilo que poderia ser considerado um homem saudável, moralizado e socialmente adequado.

 

A pesquisa parte de uma questão central: como a medicina contribuiu para produzir e legitimar determinados modelos de masculinidade?

 

O estudo demonstra que a medicina daquele período não se limitava ao tratamento de doenças. Ela também se apresentava como um campo capaz de estabelecer normas sobre os corpos e os comportamentos, participando da construção de um ideal de homem associado à juventude, saúde, racionalidade, autocontrole, produtividade e capacidade de contribuir para o projeto de formação da nação.


Nesse contexto, o controle de si aparece como um dos principais parâmetros de legitimidade da chamada masculinidade civilizada. O homem ideal deveria ser capaz de controlar seus desejos, seu corpo e seus comportamentos, tornando-se previsível, disciplinado, racional e produtivo.

Ao mesmo tempo, aqueles que não correspondiam a esses padrões poderiam ser classificados como desviantes ou degenerados.

 

Masculinidade, raça e o projeto de nação

 

Um dos aspectos de maior relevância da pesquisa é a relação entre masculinidade e raça.

A partir da chamada lógica da degeneração, o discurso médico analisado por Daniel produzia hierarquias entre corpos e comportamentos. Características associadas ao feminino ou à população negra poderiam ser interpretadas como sinais de degeneração, infantilidade, atavismo ou inferioridade.

A escolha de Salvador da Bahia como campo histórico da pesquisa confere particular relevância ao estudo. Em uma cidade marcada pela presença majoritária da população negra e por uma importante tradição médico científica, os debates sobre raça assumiram papel significativo nos projetos de construção da sociedade brasileira.

 

A tese demonstra como autores médicos baianos participaram dessas discussões e como o pensamento médico se articulou a projetos mais amplos de eugenização, civilização e formação da nação brasileira.

Mais do que reconstruir o que os médicos diziam sobre os homens, Daniel procura compreender como esses discursos ajudaram a produzir determinadas formas de masculinidade, definindo fronteiras entre comportamentos considerados legítimos e aqueles classificados como anormais.

 

Uma trajetória dedicada aos estudos das masculinidades

 

O doutorado representa a continuidade de uma trajetória acadêmica dedicada ao estudo das masculinidades.


Daniel é graduado em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), possui mestrado pela Universidade de Brasília (UnB), com pesquisa dedicada às masculinidades, e conclui agora o doutorado em Saúde Coletiva pela UERJ.


Em sua dissertação de mestrado, Daniel investigou a presença e também a invisibilidade dos estudos sobre masculinidades na produção da Psicologia brasileira. O trabalho ampliou sua trajetória de pesquisa sobre gênero e abriu caminho para uma investigação histórica sobre a construção social dos modelos masculinos.


Sua pesquisa de doutorado amplia essa perspectiva ao deslocar o olhar para o final do século XIX e início do século XX, utilizando documentos médicos históricos para investigar a formação de padrões de masculinidade em Salvador.

 

Da Psicologia ao sistema de ressocialização

 

Além da trajetória acadêmica, Daniel possui experiência profissional na Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (SEAP), onde atuou na área de Psicologia e participou de iniciativas relacionadas à modernização do atendimento psicossocial.


A experiência no sistema de justiça e ressocialização acrescentou à sua formação uma dimensão prática relacionada às questões de comportamento, subjetividade, violência, relações sociais e políticas públicas.


Essa trajetória contribuiu para aproximar diferentes campos de investigação, entre eles Psicologia, Psicanálise, saúde coletiva, gênero, masculinidades, raça e políticas de ressocialização.


A atualidade de uma pesquisa histórica

 

Embora tenha como objeto documentos produzidos há mais de um século, a pesquisa de Daniel dialoga diretamente com debates contemporâneos sobre masculinidades.

Ao investigar como determinados comportamentos foram historicamente transformados em referências de normalidade masculina, a tese permite compreender que aquilo que muitas vezes parece ser uma característica natural do que significa “ser homem” também é resultado de processos históricos, sociais e culturais.


A pesquisa questiona, portanto, quem define o que é um homem saudável, normal, civilizado ou adequado, e quais são as consequências para aqueles que não correspondem a esses modelos.


O trabalho também contribui para deslocar o debate sobre masculinidades para além das discussões contemporâneas, demonstrando que a produção de modelos masculinos esteve historicamente relacionada a instituições como a medicina e a projetos políticos de sociedade.

 

Produção científica

 

A pesquisa desenvolvida por Daniel já vem resultando em produção acadêmica. Em 2025, publicou na revista Physis: Revista de Saúde Coletiva o artigo “O sexo e a cor do cuidado: uma análise a contrapelo da caça aos charlatões em Salvador (1880–1920)”, aprofundando questões relacionadas ao pensamento médico, raça, sexo e práticas de cuidado na Bahia.

 

Com a defesa de “Sob o olhar de Asclépio: discurso médico e masculinidades em Salvador da Bahia (1880–1930)”, Daniel de Castro Barral consolida uma trajetória que começou na Psicologia e se expandiu para a saúde coletiva e para as ciências sociais, tendo como eixo a investigação das formas pelas quais sociedades produzem, regulam e transformam as masculinidades.

 

A defesa da tese acontece em 25 de agosto de 2026, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

 

Túnel do Tempo: Saúde tira Costa e Silva do Regime Militar

 

Redação/Hourpress

Em 31 de agosto de 1969 ocorria o afastamento do presidente Costa e Silva da presidência do Brasil por motivo de doença.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Crônica: a dor da separação

Os dois estavam no último ano de curso

Astrogildo Magno

Quando Flávio conheceu Marina foi explosão de amor à primeira vista. Ambos estudavam engenharia na USP (Universidade de São Paulo). A troca de olhar no restaurante dos alunos teve intenso efeito amoroso. Os dois estavam no último ano de curso. Uniram a formatura com o casamento na fazenda do tio de um colega de turma na cidade paulista de Itapira.

Nos primeiros 15 anos tudo fluiu em mar de rosas. Porém, as inúmeras viagens de Flávio para acompanhar obras em diversas regiões do Brasil contribuíram para começar a se apagar a chama do amor que um dia os uniu. Lutaram, mas não conseguiram impedir a bomba atômica da separação. Fizeram inúmeros cursos de casais, assistiram palestras de especialistas em ressuscitar matrimônios. Tudo sem resultado.

Viagem

Num mês de abril de 2007, Flávio e Marina se encontraram diante da juíza que iria sacramentar o divórcio. Na cabeça de ambos, vieram as imagens da época em que eram felizes, quando prometeram ficar juntos até o dia da viagem final. Mas o destino não havia combinado nada com eles.

 Olhou pela última vez para o rosto da mulher que amou intensamente e tentou conter a  lágrima saltando dos olhos. Marina repetiu o mesmo jeito. Ali, diante da juíza, perceberam que chegava ao fim a parceria que um dia foi companheira inseparável deles. Lembraram do versículo bíblico de Provérbios 16/9: “o homem faz planos, mas quem dirige a sua vida é Deus”.....

Astrogildo Magno é cronista

Geral: Hambúrguer com colágeno supera aceitação sensorial

    Divulgação


Radiografia da Notícia

*Cerca de 93% dos participantes afirmaram que consumiriam um hambúrguer com colágeno

Redação/Hourpress

A aplicação de colágeno funcional em hambúrgueres agrega uma nova característica ao produto. É o que aponta uma análise realizada com 110 consumidores, na qual uma formulação com o ingrediente alcançou nota média de 7,73 em aceitação global, em uma escala de nove pontos. O hambúrguer tradicional obteve nota 7,50.
 

A avaliação foi conduzida por estudantes da disciplina de Análise Sensorial da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (FZEA-USP), com amostras fornecidas pela Novapron+, empresa de ingredientes funcionais da JBS.
 

Os participantes avaliaram aparência, aroma, sabor, textura, suculência e aceitação geral, o que demonstrou uma ótima aceitação na opção adicionada com colágeno. A textura foi o atributo que apresentou diferença significativa: 7,32, ante 6,94 no hambúrguer tradicional.


Tradicional
 

O hambúrguer com colágeno também apresentou resultado positivo na intenção declarada de compra. Entre os participantes, 81% afirmaram que certamente ou possivelmente comprariam o produto. Para a formulação tradicional, o índice foi de 63,6%, uma diferença descritiva de 17,4 pontos percentuais.
 

“Os resultados indicam o quanto o colágeno agrega valor às formulações, preservando atributos fundamentais e melhorando a experiência do consumidor, como sabor, textura, aroma e suculência. Isso abre possibilidades para o desenvolvimento de produtos que combinem desempenho tecnológico, aporte proteico e valor percebido”, afirma Walter Lene, diretor executivo da Novapron+.
 

A receptividade ao ingrediente também foi elevada. Ao serem perguntados diretamente sobre o produto, 93% dos participantes afirmaram que consumiriam um hambúrguer com colágeno. Para 74%, a inclusão do ingrediente despertou uma percepção positiva; 25% se disseram indiferentes e apenas 1% apresentou percepção negativa.
 

Metodologia

A análise sensorial reuniu 110 consumidores não treinados, majoritariamente entre 18 e 24 anos. As formulações foram servidas de forma codificada e avaliadas por meio de escala hedônica de nove pontos.

O estudo comparou um hambúrguer tradicional e outro elaborado com colágeno funcional fornecido pela Novapron+. Também foram aplicados testes de intenção de compra e de diferenciação sensorial. Os resultados refletem as condições e o perfil específico da amostra analisada e não constituem, isoladamente, projeção de comportamento para toda a população.