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Crônica: Quando a folia detona o amor

Se manteve nesta rotina durante dez anos Astrogildo Magno Norminha era a jovem classificada como fogueteira. Casou-se com o caminhonei...

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Crônica: Quando a folia detona o amor

Se manteve nesta rotina durante dez anos

Astrogildo Magno

Norminha era a jovem classificada como fogueteira. Casou-se com o caminhoneiro Roberto aos 16 anos e nesses dez anos de matrimônio nunca deixou de se comportar como mulher solteira. Gostava demais de frequentar rodas de pagode. Para provocar a sensualidade dos homens, se maquiava bem e vestia minissaia bem provocante.

Do outro lado estava o esposo Roberto, que normalmente dirigia 18 ou até 20 horas para entregar cargas em diversas regiões do Brasil. Às vezes permanecia longe de casa duas ou até três semanas. O sacrifício era para manter todas as contas em dia, inclusive o luxo de Norminha, que após o casamento nunca mais trabalhou. Sua preocupação era frequentar shoppings e retornar com as mãos cheias de sacolas para o apartamento onde morava no bairro do Cambuci, Centro de SP.

Se manteve nesta rotina durante dez anos. Em sua mente imaginava que Roberto jamais iria encontrar mulher tão linda e sensual igual a ela. Abusava da sedução ao enviar vídeos para o esposo através do Whats app, ao vestir camisolas transparente, mordendo os lábios e sussurrando em busca de prazer. De repente, estranhou que o marido não estava mais online, nem respondia os seus recados. Roberto descobriu e se apaixonou por outra mulher e decidiu que não retornaria mais para São Paulo.....

Astrogildo Magno é cronista

Geral: Olhos no celular, atenção fora do caminho: distração aumenta risco de quedas nas estações

                               IA


Radiografia da Notícia

No primeiro semestre de 2026, as linhas 4-Amarela e 5-Lilás registraram 196 incidentes, como tropeções,

esbarrões e tombos, com clientes em estações; escadas fixas e rolantes concentraram 62% dos casos

Redação/Hourpress

A cena é cada vez mais comum: pessoas caminhando pelas estações, acessando escadas ou se aproximando das plataformas sem tirar os olhos do celular. Nos tempos atuais, atrair a atenção de alguém não tem sido mais tão difícil, mas o principal desafio é mantê-la. Há uma disputa feroz em praticamente todos os ambientes por alguns segundos de olhar. Em janeiro de 2023, a doutora em psicologia pela Universidade de Columbia, nos EUA, trouxe em seu livro “Attention Span: A Groundbreaking Way to Restore Balance, Happiness and Productivity” (em português - Período de Atenção: Uma maneira inovadora de restaurar o equilíbrio, a felicidade e a produtividade) um dado alarmante sobre atenção. O tempo em que ficamos focados em uma determinada ação, seja ela qual for, caiu de 2 minutos e meio, tempo registrado em 2004, para apenas 47 segundos nos dias atuais.

 

Em meio a um cenário em que o uso de telas acompanha praticamente todos os momentos da rotina e com um tempo de atenção cada vez menor, as linhas 4-Amarela e 5-Lilás, administradas pela Plataforma de Trilhos da Motiva, registraram 196 incidentes e acidentes com clientes só no primeiro semestre de 2026. São quedas acidentais e esbarrões que causam ferimentos tanto dentro dos trens quanto nas estações. Números que ajudam a reforçar um alerta sobre a importância da atenção durante os deslocamentos.

 

As maiores incidências estão nas escadas fixas e rolantes, que sozinhas, concentram 121 registros, o equivalente a 62% do total. Chama a atenção que os adultos em idade ativa concentram a maior parte dos registros. Dos 196 incidentes identificados no primeiro semestre, 104 envolveram clientes de 18 a 50 anos, ou 53% do total. Na Linha 4-Amarela, o recorte ainda é maior: das quedas acidentais em escadas fixas e rolantes envolvendo esse público, 31 ocorreram com clientes dessa faixa etária. Desse total, cerca de 71% envolveram pessoas entre 18 e 40 anos.


Acessos

 

Situações desse tipo causam sustos e podem resultar em ferimentos, exigir o atendimento das equipes nas estações e gerar risco para outros clientes que circulam pelo mesmo espaço. Em ambientes de grande movimentação, uma distração individual pode ser suficiente para provocar quedas, esbarrões ou comportamentos inseguros em áreas como escadas, plataformas, mezaninos e acessos.

 

“Queremos lembrar que a distração ou a pressa podem colocar em risco a segurança do próprio cliente e das demais pessoas que circulam pelas estações. Quando reforçamos a importância de tirar os olhos do celular ao caminhar, respeitar o fluxo nas plataformas ou esperar o desembarque antes de entrar no trem, não queremos ditar regras de comportamento. Nossa preocupação é, em primeiro lugar, com a segurança dos clientes e com uma operação cada vez mais segura e organizada”, comentou Antonio Marcio Barros Silva, diretor de operações das linhas 4-Amarela e 5-Lilás, da Motiva.


Hábitos em prol da segurança

Mudar esse cenário exige encarar hábitos que já se tornaram automáticos na rotina de quem tem pressa. Correr para pegar o trem, não aguardar os demais clientes desembarcarem antes de acessar o vagão ou ultrapassar a faixa de segurança nas plataformas são comportamentos que parecem comuns para muita gente, mas que podem colocar clientes em risco. Pequenas atitudes no espaço compartilhado fazem toda a diferença para evitar acidentes:

  • Atenção total ao andar: Tire os olhos do celular ao caminhar por plataformas, acessos e passarelas.
  • Respeito à faixa amarela: Mantenha-se sempre atrás da linha de segurança enquanto aguarda a chegada do trem.
  • Fluxo livre no desembarque: Aguarde os passageiros saírem completamente antes de iniciar o embarque. O tempo de abertura e fechamento de portas é suficiente para esse movimento, mesmo em horários de maior fluxo.
  • Cuidado redobrado nas escadas: Segure nos corrimãos e evite pressa ou brincadeiras nas escadas fixas e rolantes.
  • Embarque consciente: Nunca corra na plataforma para tentar pegar o trem e jamais segure as portas quando o sinal de fechamento for emitido.
  • Foco nos alertas: Fique atento à sinalização visual e aos avisos sonoros das estações e dos trens

Geral: Relatório aponta oito obstáculos para empresas escalarem projetos de IA



Radiografia da Noticia

 

* Estudo da Ecosistemas Global apresenta índice sobre a maturidade das empresas na adoção e gestão da tecnologia e recomenda ações para os próximos 90 dias

Análise inclui panorama regulatório de seis mercados, com prioridades específicas para o Brasil

 

Redação/Hourpress


Projetos sem responsável de negócio, dados fragmentados e processos mal desenhados estão entre os oito obstáculos que dificultam a transição da inteligência artificial (IA) dos projetos-piloto para operações em escala. O diagnóstico inclui ainda falta de integração, ausência de testes específicos, custos não acompanhados, questões regulatórias e contratuais tratadas tardiamente e desafios de capacitação e adoção interna, como baixo uso das soluções ou dependência de poucos especialistas. Os pontos fazem parte do novo relatório “IA bajo control: Tendencias en IA Generativa, Automatización Inteligente y Gobernanza 2026”, elaborado pela Ecosistemas Global.
 

O estudo mostra que, muitas vezes, as dificuldades para ampliar o uso da tecnologia não estão no próprio modelo de IA, mas nos processos, nos dados, na arquitetura, na definição de responsáveis ou na ausência de métricas. Dados pouco confiáveis, por exemplo, podem gerar respostas inconsistentes, enquanto a falta de integração faz com que a solução forneça informações, mas não consiga concluir uma tarefa.
 

“A IA gera valor quando deixa de ser um teste isolado e se transforma em uma capacidade operacional. Para chegar a esse ponto, não basta escolher um modelo: é preciso integrar dados e aplicações, testar comportamentos, definir responsáveis e medir resultados”, afirmou Rodrigo Cabot, Gerente de Desenvolvimento de Negócios, Alianças e Estratégia Tecnológica da Ecosistemas Global.


Nível
 

Para ajudar as organizações a identificar seu nível de maturidade na adoção e gestão da IA, o documento propõe um índice dividido em cinco níveis: exploração, experimentação controlada, integração, governança e escala mensurável. No primeiro estágio, predominam ferramentas isoladas, sem inventário ou políticas definidas. No nível mais avançado, a IA já está incorporada à operação contínua, acompanhada por métricas econômicas e processos sistemáticos de melhoria.
 

O relatório também recomenda cinco decisões para os próximos 90 dias. Entre elas estão mapear ferramentas, modelos, agentes e casos de uso; classificar as aplicações conforme impacto, autonomia, dados e risco; atribuir responsabilidades nas áreas de negócio, tecnologia, dados, segurança e conformidade; definir metas e critérios de escalamento antes da implementação; e estabelecer testes e monitoramento durante todo o ciclo de vida. Segundo a análise, essas medidas não dependem da conclusão de todos os marcos regulatórios e podem reduzir retrabalho e facilitar a adaptação a novas exigências.

 

Prioridades para o Brasil


No campo regulatório, o estudo apresenta um panorama de Brasil, Argentina, Chile, Espanha, Estados Unidos e México. Apesar das diferenças entre os mercados, identifica princípios comuns, como responsabilidade, transparência, proteção de dados, segurança, rastreabilidade e supervisão humana. Para organizações com atuação internacional, a recomendação é estabelecer uma base comum de governança e acrescentar controles específicos de acordo com cada jurisdição, setor e nível de risco.
 

No Brasil, o relatório aponta a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), a atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o debate legislativo em andamento como referências para a governança da IA. O documento destaca o desenvolvimento de orientações e ações de fiscalização, além de análises relacionadas à IA generativa, ao uso de dados pessoais e às decisões automatizadas. Entre as prioridades empresariais apontadas estão a definição da base legal, os dados utilizados no treinamento dos sistemas, mecanismos de revisão, rastreabilidade e gestão de terceiros.

Geral: Alimentação e aprendizagem: o que vai ao prato pode impactar a rotina escolar?



 Radiografia da Notícia

No Dia do Nutricionista, especialista explica a importância da relação com os alimentos para crianças e adolescentes

Redação/Hourpress

A alimentação de crianças e adolescentes costuma ser associada principalmente ao crescimento e à saúde, mas seus efeitos também chegam à rotina escolar. A qualidade e a regularidade das refeições podem influenciar a disposição e a capacidade de manter a atenção ao longo de um dia de aulas. No Dia do Nutricionista, celebrado em 31 de agosto, o tema chama atenção para uma questão que vai além do cardápio: a construção de uma relação mais consciente com os alimentos desde a infância.
 

Em fases marcadas por intensas transformações físicas e cognitivas, estabelecer uma relação equilibrada com a comida ganha ainda mais importância, inclusive para que os estudantes desenvolvam autonomia em suas escolhas.
 

“Esse cuidado também pode se refletir no desempenho acadêmico. Passar longos períodos sem se alimentar ou manter uma rotina pouco equilibrada pode afetar a forma como o estudante acompanha as atividades ao longo do dia”, explica Renata Mendes, nutricionista do Colégio Poliedro.
 

A composição das refeições também faz diferença. “Alimentos ricos em vitaminas, minerais, proteínas e carboidratos de boa qualidade contribuem para o desenvolvimento cognitivo e para a manutenção da atenção durante as aulas. Por outro lado, o excesso de ultraprocessados e o baixo consumo de frutas, verduras e legumes podem provocar cansaço, dificultar a concentração e prejudicar o aprendizado”, comenta a especialista.
 

Além disso, o cuidado começa já na primeira refeição do dia. “O café da manhã ajuda a fornecer energia após o período de jejum e favorece o raciocínio e a disposição para as tarefas. O ideal é que reúna carboidratos, proteínas, fibras, vitaminas e minerais, encontrados em opções como leite, iogurte, queijo, ovos, pães e frutas”, orienta Mendes. Além disso, a nutricionista também destaca a importância da hidratação para o funcionamento adequado do organismo.
 

Alimentação também se aprende
 

O aprendizado pode acontecer na prática. Conhecer ingredientes, participar do preparo e experimentar novos sabores são formas de ampliar o repertório e tornar os estudantes mais conscientes sobre aquilo que consomem. No Colégio Poliedro, uma das iniciativas desenvolvidas para fomentar isso é a Cozinha Experimental, que envolve os alunos na preparação de receitas. Nesse sentido, a experiência busca despertar a curiosidade e incentivar uma relação mais próxima com o que chega ao prato.
 

“Criar essa proximidade desde a infância é importante para que as escolhas deixem de acontecer apenas pela preferência. Aos poucos, a criança passa a entender melhor o que faz parte das refeições e ganha mais autonomia para tomar decisões no dia a dia”, afirma Mendes.
 

Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, os lanches oferecidos pelo Colégio Poliedro incluem frutas e uma fonte de proteína. Uma vez por mês, as crianças também participam da degustação de novas preparações, com receitas como brownie de feijão, bolo de espinafre e sucos de abóbora com maçã e de beterraba com cenoura.
 

A atuação do nutricionista no ambiente escolar também vai além da elaboração de cardápios, podendo incluir ações educativas e orientações à comunidade escolar.

Geral: Como o racismo científico e a medicina moldaram o conceito de "homem ideal" na Bahia pós-abolição

     Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

Tese analisa como o discurso médico entre 1880 e 1930 ajudou a definir modelos de homem, saúde, comportamento e raça na Bahia

 Redação/Hourpress

Daniel de Castro Barral apresentou na última terça-feira (25/08) no auditório da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) sua tese de doutorado em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Intitulada “Sob o olhar de Asclépio: discurso médico e masculinidades em Salvador da Bahia (1880–1930)”, a pesquisa investiga como a medicina participou da construção de determinadas ideias sobre homens e masculinidades na Salvador da passagem do século XIX para o século XX.

 

A partir da análise de teses de doutoramento médico produzidas no período e de artigos publicados na Gazeta Médica da Bahia, Daniel investiga como o discurso médico classificava corpos, comportamentos e modos de vida, estabelecendo parâmetros para aquilo que poderia ser considerado um homem saudável, moralizado e socialmente adequado.

 

A pesquisa parte de uma questão central: como a medicina contribuiu para produzir e legitimar determinados modelos de masculinidade?

 

O estudo demonstra que a medicina daquele período não se limitava ao tratamento de doenças. Ela também se apresentava como um campo capaz de estabelecer normas sobre os corpos e os comportamentos, participando da construção de um ideal de homem associado à juventude, saúde, racionalidade, autocontrole, produtividade e capacidade de contribuir para o projeto de formação da nação.


Nesse contexto, o controle de si aparece como um dos principais parâmetros de legitimidade da chamada masculinidade civilizada. O homem ideal deveria ser capaz de controlar seus desejos, seu corpo e seus comportamentos, tornando-se previsível, disciplinado, racional e produtivo.

Ao mesmo tempo, aqueles que não correspondiam a esses padrões poderiam ser classificados como desviantes ou degenerados.

 

Masculinidade, raça e o projeto de nação

 

Um dos aspectos de maior relevância da pesquisa é a relação entre masculinidade e raça.

A partir da chamada lógica da degeneração, o discurso médico analisado por Daniel produzia hierarquias entre corpos e comportamentos. Características associadas ao feminino ou à população negra poderiam ser interpretadas como sinais de degeneração, infantilidade, atavismo ou inferioridade.

A escolha de Salvador da Bahia como campo histórico da pesquisa confere particular relevância ao estudo. Em uma cidade marcada pela presença majoritária da população negra e por uma importante tradição médico científica, os debates sobre raça assumiram papel significativo nos projetos de construção da sociedade brasileira.

 

A tese demonstra como autores médicos baianos participaram dessas discussões e como o pensamento médico se articulou a projetos mais amplos de eugenização, civilização e formação da nação brasileira.

Mais do que reconstruir o que os médicos diziam sobre os homens, Daniel procura compreender como esses discursos ajudaram a produzir determinadas formas de masculinidade, definindo fronteiras entre comportamentos considerados legítimos e aqueles classificados como anormais.

 

Uma trajetória dedicada aos estudos das masculinidades

 

O doutorado representa a continuidade de uma trajetória acadêmica dedicada ao estudo das masculinidades.


Daniel é graduado em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), possui mestrado pela Universidade de Brasília (UnB), com pesquisa dedicada às masculinidades, e conclui agora o doutorado em Saúde Coletiva pela UERJ.


Em sua dissertação de mestrado, Daniel investigou a presença e também a invisibilidade dos estudos sobre masculinidades na produção da Psicologia brasileira. O trabalho ampliou sua trajetória de pesquisa sobre gênero e abriu caminho para uma investigação histórica sobre a construção social dos modelos masculinos.


Sua pesquisa de doutorado amplia essa perspectiva ao deslocar o olhar para o final do século XIX e início do século XX, utilizando documentos médicos históricos para investigar a formação de padrões de masculinidade em Salvador.

 

Da Psicologia ao sistema de ressocialização

 

Além da trajetória acadêmica, Daniel possui experiência profissional na Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (SEAP), onde atuou na área de Psicologia e participou de iniciativas relacionadas à modernização do atendimento psicossocial.


A experiência no sistema de justiça e ressocialização acrescentou à sua formação uma dimensão prática relacionada às questões de comportamento, subjetividade, violência, relações sociais e políticas públicas.


Essa trajetória contribuiu para aproximar diferentes campos de investigação, entre eles Psicologia, Psicanálise, saúde coletiva, gênero, masculinidades, raça e políticas de ressocialização.


A atualidade de uma pesquisa histórica

 

Embora tenha como objeto documentos produzidos há mais de um século, a pesquisa de Daniel dialoga diretamente com debates contemporâneos sobre masculinidades.

Ao investigar como determinados comportamentos foram historicamente transformados em referências de normalidade masculina, a tese permite compreender que aquilo que muitas vezes parece ser uma característica natural do que significa “ser homem” também é resultado de processos históricos, sociais e culturais.


A pesquisa questiona, portanto, quem define o que é um homem saudável, normal, civilizado ou adequado, e quais são as consequências para aqueles que não correspondem a esses modelos.


O trabalho também contribui para deslocar o debate sobre masculinidades para além das discussões contemporâneas, demonstrando que a produção de modelos masculinos esteve historicamente relacionada a instituições como a medicina e a projetos políticos de sociedade.

 

Produção científica

 

A pesquisa desenvolvida por Daniel já vem resultando em produção acadêmica. Em 2025, publicou na revista Physis: Revista de Saúde Coletiva o artigo “O sexo e a cor do cuidado: uma análise a contrapelo da caça aos charlatões em Salvador (1880–1920)”, aprofundando questões relacionadas ao pensamento médico, raça, sexo e práticas de cuidado na Bahia.

 

Com a defesa de “Sob o olhar de Asclépio: discurso médico e masculinidades em Salvador da Bahia (1880–1930)”, Daniel de Castro Barral consolida uma trajetória que começou na Psicologia e se expandiu para a saúde coletiva e para as ciências sociais, tendo como eixo a investigação das formas pelas quais sociedades produzem, regulam e transformam as masculinidades.

 

A defesa da tese acontece em 25 de agosto de 2026, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

 

Túnel do Tempo: Saúde tira Costa e Silva do Regime Militar

 

Redação/Hourpress

Em 31 de agosto de 1969 ocorria o afastamento do presidente Costa e Silva da presidência do Brasil por motivo de doença.