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Crônica: Quando a folia detona o amor

Se manteve nesta rotina durante dez anos Astrogildo Magno Norminha era a jovem classificada como fogueteira. Casou-se com o caminhonei...

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Crônica: Quando a folia detona o amor

Se manteve nesta rotina durante dez anos

Astrogildo Magno

Norminha era a jovem classificada como fogueteira. Casou-se com o caminhoneiro Roberto aos 16 anos e nesses dez anos de matrimônio nunca deixou de se comportar como mulher solteira. Gostava demais de frequentar rodas de pagode. Para provocar a sensualidade dos homens, se maquiava bem e vestia minissaia bem provocante.

Do outro lado estava o esposo Roberto, que normalmente dirigia 18 ou até 20 horas para entregar cargas em diversas regiões do Brasil. Às vezes permanecia longe de casa duas ou até três semanas. O sacrifício era para manter todas as contas em dia, inclusive o luxo de Norminha, que após o casamento nunca mais trabalhou. Sua preocupação era frequentar shoppings e retornar com as mãos cheias de sacolas para o apartamento onde morava no bairro do Cambuci, Centro de SP.

Se manteve nesta rotina durante dez anos. Em sua mente imaginava que Roberto jamais iria encontrar mulher tão linda e sensual igual a ela. Abusava da sedução ao enviar vídeos para o esposo através do Whats app, ao vestir camisolas transparente, mordendo os lábios e sussurrando em busca de prazer. De repente, estranhou que o marido não estava mais online, nem respondia os seus recados. Roberto descobriu e se apaixonou por outra mulher e decidiu que não retornaria mais para São Paulo.....

Astrogildo Magno é cronista

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