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Crônica: a dor da separação

Os dois estavam no último ano de curso Astrogildo Magno Quando Flávio conheceu Marina foi explosão de amor à primeira vista. Ambos estud...

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Crônica: a dor da separação

Os dois estavam no último ano de curso

Astrogildo Magno

Quando Flávio conheceu Marina foi explosão de amor à primeira vista. Ambos estudavam engenharia na USP (Universidade de São Paulo). A troca de olhar no restaurante dos alunos teve intenso efeito amoroso. Os dois estavam no último ano de curso. Uniram a formatura com o casamento na fazenda do tio de um colega de turma na cidade paulista de Itapira.

Nos primeiros 15 anos tudo fluiu em mar de rosas. Porém, as inúmeras viagens de Flávio para acompanhar obras em diversas regiões do Brasil contribuíram para começar a se apagar a chama do amor que um dia os uniu. Lutaram, mas não conseguiram impedir a bomba atômica da separação. Fizeram inúmeros cursos de casais, assistiram palestras de especialistas em ressuscitar matrimônios. Tudo sem resultado.

Viagem

Num mês de abril de 2007, Flávio e Marina se encontraram diante da juíza que iria sacramentar o divórcio. Na cabeça de ambos, vieram as imagens da época em que eram felizes, quando prometeram ficar juntos até o dia da viagem final. Mas o destino não havia combinado nada com eles.

 Olhou pela última vez para o rosto da mulher que amou intensamente e tentou conter a  lágrima saltando dos olhos. Marina repetiu o mesmo jeito. Ali, diante da juíza, perceberam que chegava ao fim a parceria que um dia foi companheira inseparável deles. Lembraram do versículo bíblico de Provérbios 16/9: “o homem faz planos, mas quem dirige a sua vida é Deus”.....

Astrogildo Magno é cronista

Geral: Hambúrguer com colágeno supera aceitação sensorial

    Divulgação


Radiografia da Notícia

*Cerca de 93% dos participantes afirmaram que consumiriam um hambúrguer com colágeno

Redação/Hourpress

A aplicação de colágeno funcional em hambúrgueres agrega uma nova característica ao produto. É o que aponta uma análise realizada com 110 consumidores, na qual uma formulação com o ingrediente alcançou nota média de 7,73 em aceitação global, em uma escala de nove pontos. O hambúrguer tradicional obteve nota 7,50.
 

A avaliação foi conduzida por estudantes da disciplina de Análise Sensorial da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (FZEA-USP), com amostras fornecidas pela Novapron+, empresa de ingredientes funcionais da JBS.
 

Os participantes avaliaram aparência, aroma, sabor, textura, suculência e aceitação geral, o que demonstrou uma ótima aceitação na opção adicionada com colágeno. A textura foi o atributo que apresentou diferença significativa: 7,32, ante 6,94 no hambúrguer tradicional.


Tradicional
 

O hambúrguer com colágeno também apresentou resultado positivo na intenção declarada de compra. Entre os participantes, 81% afirmaram que certamente ou possivelmente comprariam o produto. Para a formulação tradicional, o índice foi de 63,6%, uma diferença descritiva de 17,4 pontos percentuais.
 

“Os resultados indicam o quanto o colágeno agrega valor às formulações, preservando atributos fundamentais e melhorando a experiência do consumidor, como sabor, textura, aroma e suculência. Isso abre possibilidades para o desenvolvimento de produtos que combinem desempenho tecnológico, aporte proteico e valor percebido”, afirma Walter Lene, diretor executivo da Novapron+.
 

A receptividade ao ingrediente também foi elevada. Ao serem perguntados diretamente sobre o produto, 93% dos participantes afirmaram que consumiriam um hambúrguer com colágeno. Para 74%, a inclusão do ingrediente despertou uma percepção positiva; 25% se disseram indiferentes e apenas 1% apresentou percepção negativa.
 

Metodologia

A análise sensorial reuniu 110 consumidores não treinados, majoritariamente entre 18 e 24 anos. As formulações foram servidas de forma codificada e avaliadas por meio de escala hedônica de nove pontos.

O estudo comparou um hambúrguer tradicional e outro elaborado com colágeno funcional fornecido pela Novapron+. Também foram aplicados testes de intenção de compra e de diferenciação sensorial. Os resultados refletem as condições e o perfil específico da amostra analisada e não constituem, isoladamente, projeção de comportamento para toda a população.

Geral: Saiba a importância da Discagem Direta à Distância (DDD)


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    IA

Radiografia da Notícia

*Oficialmente inaugurado em 1969, o sistema foi estruturado pelo Ministério das Comunicações em parceria com a iniciativa privada

Redação/Hourpress

Hoje, é comum ligar para um número e ter a chamada automaticamente efetuada do outro lado da linha, mas houve um tempo em que as ligações precisavam ser intermediadas por um telefonista. Em 1969, por iniciativa do Ministério das Comunicações, em parceria com a iniciativa privada, foi oficialmente estruturado e implantado no Brasil o sistema de Discagem Direta à Distância (DDD).
 

O código nacional foi criado com o objetivo de automatizar ligações interurbanas, ou seja, chamadas entre cidades diferentes. Antes do sistema, o usuário precisava da ajuda de um profissional de telecomunicações para efetuar a ligação. Com o DDD, esse processo se tornou mais rápido e seguro, sem a necessidade de um telefonista.
 

A sistematização das chamadas aconteceu para suprir o crescimento populacional do país, acelerado durante a década de 1970, e organizar geograficamente as redes telefônicas por regiões e áreas específicas, de forma a atender à demanda decorrente da expansão das telecomunicações e do aumento do número de telefones.
 

Em todo o Brasil, existem 67 códigos DDD em uso, divididos entre todos os estados e o Distrito Federal e regulamentados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O sistema não se limita aos estados, mas também contempla diferentes regiões de cada unidade da Federação. São Paulo, por exemplo, possui nove códigos diferentes, distribuídos entre suas regiões e cidades.
 

Evolução histórica 
 

O primeiro teste do DDD ocorreu entre São Paulo e Santos, em 1958. A Companhia Telefônica Brasileira (CTB) inaugurou a tecnologia de forma pioneira para ligações automáticas.
 

Durante a década de 1970, após a inauguração do sistema, o DDD começou a ser expandido comercialmente para as principais capitais e regiões metropolitanas do Brasil, com as operadoras de telefonia cada vez mais aderindo à novidade.
 

Nos anos 1980, os códigos avançaram gradualmente para as cidades do interior dos estados, passando por desafios relacionados à infraestrutura e à integração entre concessionárias estaduais. A conclusão da cobertura nacional, atingindo a universalização do sistema em todo o país, ocorreu na década seguinte, eliminando a necessidade de intermediar ligações por meio de telefonistas.
 

Confira todos os DDDs divididos por região em cada estado

 

Região Sudeste
 

São Paulo (SP): 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19

Rio de Janeiro (RJ): 21, 22, 24

Espírito Santo (ES): 27, 28

Minas Gerais (MG): 31, 32, 33, 34, 35, 37, 38
 

Região Sul
 

Paraná (PR): 41, 42, 43, 44, 45, 46

Santa Catarina (SC): 47, 48, 49

Rio Grande do Sul (RS): 51, 53, 54, 55
 

Região Centro-Oeste 
 

Distrito Federal (DF) e Goiás (GO): 61 (também atende parte de GO)

Goiás (GO): 62, 64

Mato Grosso (MT): 65, 66

Mato Grosso do Sul (MS): 67
 

Região Norte 
 

Acre (AC): 68

Rondônia (RO): 69

Tocantins (TO): 63

Pará (PA): 91, 93, 94

Amazonas (AM): 92, 97

Roraima (RR): 95

Amapá (AP): 96
 

Região Nordeste 
 

Bahia (BA): 71, 73, 74, 75, 77

Sergipe (SE): 79

Pernambuco (PE): 81, 87

Alagoas (AL): 82

Paraíba (PB): 83

Rio Grande do Norte (RN): 84

Ceará (CE): 85, 88

Piauí (PI): 86, 89

Maranhão (MA): 98, 99

Geral: Pesquisa aponta que 87% das brasileiras reconhecem risco de o câncer de mama voltar,

             Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

*Levantamento mostra lacuna de informação sobre a jornada do câncer de mama e reforça a importância de ampliar o cuidado contínuo após a cirurgia


Redação/Hourpress

 

O câncer de mama faz parte do repertório das brasileiras, mas isso não significa que todas as etapas da jornada de cuidado sejam igualmente compreendidas. Um levantamento realizado pela Ipsos a pedido da Novartis Brasil mostra que 87% das mulheres acreditam que existe a possibilidade de o câncer de mama voltar após o tratamento, enquanto apenas 39% afirmam já ter ouvido falar em “recidiva”, termo utilizado para descrever a volta da doença.

 

O levantamento também revela que o termo recidiva é menos conhecido do que outras expressões associadas ao câncer de mama, já que 87% das entrevistadas já ouviram falar em quimioterapia, 84% em biópsia, 77% em tumor maligno e 73% em metástase. O contraste sugere que, embora a população reconheça o risco de a doença voltar, ainda há espaço para ampliar a compreensão sobre o que acontece depois do tratamento inicial e por que o acompanhamento ao longo do tempo é parte importante da jornada de cuidado.

 

Diante deste cenário, ampliar o acesso a informações claras, responsáveis e baseadas em evidências pode contribuir para que pacientes, familiares e sociedade compreendam melhor a importância do acompanhamento contínuo, das conversas com a equipe médica e do cuidado individualizado ao longo do tempo.


Casos

 

Mesmo diante dessa lacuna, quando o tema é explicado, há forte reconhecimento da importância do cuidado após as etapas iniciais do tratamento. Segundo o levantamento, 90% das entrevistadas concordam que, mesmo após a retirada do tumor em estágio inicial, pode ser recomendado tratamento adicional para ajudar a prevenir que a doença volte. Além disso, 64% concordam que, em alguns casos, o tratamento complementar após a cirurgia pode continuar por até 10 anos.

 

“A pesquisa mostra que a população reconhece que existe o risco de a doença voltar, mas nem sempre tem acesso a informações simples e claras sobre o que é recidiva e por que o acompanhamento ao longo do tempo pode ser necessário — assim como sobre a importância da adesão ao tratamento adjuvante, quando indicado, como estratégia para reduzir o risco de recidiva. Evidências mostram que, na prática clínica, apenas cerca de 50% das mulheres conseguem completar os cinco anos recomendados de terapia endócrina adjuvante1, o que evidencia uma lacuna importante no cuidado.” afirma Dra. Maira Caleffi, chefe do serviço de mastologia do Hospital Moinhos de Vento e fundadora da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA).

 

A percepção sobre o cuidado após a cirurgia também é expressiva: 63% das entrevistadas apontam que o acompanhamento e o tratamento ao longo do tempo são importantes para reduzir o risco de retorno da doença. O resultado mostra que, mesmo sem familiaridade com termos técnicos, muitas mulheres reconhecem a importância de estratégias voltadas à redução desse risco.

 

“Esse cenário reforça a importância de ampliar estratégias como a navegação de pacientes, oferecendo o suporte necessário para que as mulheres sejam bem orientadas e tenham condições, inclusive emocionais, de completar sua jornada de tratamento. Ao mesmo tempo, ampliar o acesso às opções terapêuticas disponíveis no SUS é essencial para permitir a personalização do cuidado, considerando a diversidade de perfis e rotinas das mulheres com câncer de mama, que são cada vez mais jovens” completou Dra. Maira Caleffi.,

Geral: Café ganha novo significado para Millennials e Geração Z

    Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

*Estudos apontam que a bebida deixou de ser apenas fonte de energia e passou a marcar momentos de foco, pausa e conexão em uma rotina cada vez mais fragmentada

 

Redação/Hourpress


O café ganhou um novo significado para Millennials e Geração Z. Em meio ao trabalho híbrido, aos estudos, ao uso intenso de tecnologia e à multiplicidade de tarefas, a bebida passou a funcionar como um ritual capaz de organizar a rotina e criar momentos de foco, pausa e socialização. A mudança acompanha tendências de comportamento do consumidor identificadas por pesquisas internacionais e já é percebida pelo mercado de cafeterias.

 

De acordo com a pesquisa Gen Z & Millennial Survey 2026, da Deloitte, 74% dos profissionais da Geração Z e o mesmo percentual entre os Millennials já utilizam inteligência artificial em suas atividades de trabalho. Ao mesmo tempo, essas gerações apontam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, o bem-estar e a produtividade sustentável como prioridades diante de uma rotina marcada pela sobrecarga e pela necessidade constante de adaptação.

 

Nesse contexto, o café deixou de representar apenas uma fonte de cafeína para assumir um papel simbólico na organização do dia. Expressões como "vou tomar um café antes de começar", "pausa para o café" e "vamos conversar tomando um café" refletem pequenos rituais que ajudam a delimitar mentalmente diferentes momentos da rotina, oferecendo uma sensação de estabilidade em um cotidiano cada vez mais acelerado.


Faixa

 

As mudanças também são percebidas nas cafeterias. Dados da Mintel mostram que 70% dos brasileiros que consomem café fora de casa consideram esses estabelecimentos bons locais para trabalhar ou estudar. Entre consumidores de 16 a 24 anos, esse percentual sobe para 74%. Além disso, 25% dos jovens dessa faixa etária frequentam cafeterias regularmente para consumir café, enquanto quase 60% consideram o acesso ao Wi-Fi um fator essencial na escolha do local.

 

Para André Henning, cofundador da Go Coffee, esse comportamento demonstra que o café passou a desempenhar um papel muito mais amplo na rotina das novas gerações.

"Hoje, percebemos que o café representa muito mais do que energia. Para Millennials e Geração Z, ele se tornou um momento de transição entre tarefas, uma pausa consciente e também uma oportunidade de conexão. As cafeterias acompanham essa transformação ao oferecer ambientes que fazem parte da rotina das pessoas, seja para trabalhar, estudar ou encontrar amigos."

 

Os números reforçam a transformação das cafeterias em um "terceiro espaço", conceito utilizado para definir ambientes que vão além da casa e do escritório. Com infraestrutura adequada para trabalho remoto, estudos, reuniões e encontros informais, esses estabelecimentos acompanham a crescente flexibilidade das jornadas profissionais e acadêmicas.


Dia 


"O consumidor de hoje procura praticidade, mas também ambientes onde consiga manter a produtividade e, ao mesmo tempo, fazer pequenas pausas durante o dia. A cafeteria passou a atender a essa necessidade ao reunir conveniência, conforto e uma experiência que acompanha a dinâmica da rotina moderna. Mais do que vender café, percebemos que fazemos parte desses momentos que ajudam as pessoas a organizar o dia”, avaliou o empresário.

 

O comportamento acompanha uma tendência identificada em um estudo internacional da Deloitte com sete mil consumidores de café em 13 países, incluindo o Brasil. A pesquisa conclui que fatores como mudanças no estilo de vida, busca por conveniência, novos hábitos de consumo e interesse por experiências estão remodelando o mercado global de café, impulsionando novos formatos de consumo e a evolução das cafeterias como espaços multifuncionais.

 

Túnel do Tempo: África do Sul banida de Jogos Olímpicos

 

Redação/Hourpress

Em 12 de agosto de1964, a África do Sul é banida dos Jogos Olímpicos por causa de suas  às políticas racistas do país.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Crônica: Tenista do coração


 Só vivia se lamentando

Astrogildo Magno

Margote era executivo bem-sucedido. Ganhava excelente salário, morava num bairro de elite, na Zona Sul de São Paulo, tinha coleção de carros importados e ganhava excelente salário. O emprego o perseguia quando resolvia ficar distante do mercado durante algum tempo.

Porém, a solidão o perseguia. Não tinha sorte no amo. Em 40 anos de vida, já havia amargado quatro divórcio, todos eles por infidelidade sexual. Acabava traído por suas mulheres. Dizia aos amigos que tinha o dedo podre para a arte de amar. Só vivia se lamentando.

Numa tarde de sábado resolveu assistir partida de tênis entre duas mulheres. Pretendia refrescar a mente. Ao chegar às arquibancadas, e viu Caty com a raquete nas mãos ficou alucinado. No final da partida a procurou e conseguiu leva-la para jantar. Paixão fulminante. Após alguns meses, Caty adora jogar partidas de tênis do amor com Margote em sua mansão em Aruba....

Astrogildo Magno é cronista

Geral: Mulheres sob proteção receberão aviso quando agressor se aproximar

    Paulo Pinto/EBC


Radiografia da Notícia

Programa Alerta Mulher Segura quer aumentar rede de defesa

Agência Brasil

O Programa Alerta Mulher Segura vai monitorar eletronicamente agressores como medida protetiva de urgência em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. A iniciativa regulamenta dispositivo da Lei Maria da Penha que autoriza o monitoramento eletrônico de autores de violência.

O programa, publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (30), prevê duas frentes principais de proteção: o monitoramento eletrônico do agressor e a disponibilização de unidade portátil de rastreamento para a vítima. 

O equipamento permitirá que a mulher receba alertas automáticos quando houver descumprimento da distância mínima determinada pela Justiça e possibilitará o acionamento imediato das forças de segurança em situações de risco.

De acordo com o decreto, a implementação ocorrerá de forma articulada entre os órgãos responsáveis pela monitoração eletrônica, as forças de segurança pública, o sistema de justiça e as redes de enfrentamento à violência contra a mulher. A execução caberá aos estados e ao Distrito Federal.

Estrutura de monitoramento

O modelo de referência do programa será composto por Centrais de Monitoração Eletrônica, Núcleos Regionais de Monitoração Eletrônica e Polos de Monitoração Eletrônica.

As centrais ficarão responsáveis pela coordenação técnica, acompanhamento das pessoas monitoradas e monitoramento geoespacial das medidas protetivas. Os núcleos regionais atuarão de forma descentralizada nas microrregiões, enquanto os polos serão destinados à instalação, manutenção e retirada dos equipamentos, podendo funcionar em delegacias ou em outras unidades definidas pelos governos estaduais.

Embora estabeleça parâmetros nacionais, o decreto permite que estados e o Distrito Federal adotem modelos próprios de organização, desde que garantam a proteção das vítimas e o acompanhamento adequado dos agressores monitorados.

A adesão ao dispositivo de rastreamento pela vítima será voluntária e dependerá de consentimento expresso e informado. O equipamento deverá ser entregue de forma imediata, sempre que possível, já no primeiro contato com a autoridade responsável pelo atendimento.

Integração de dados 

O monitoramento ocorrerá por programa informatizado capaz de registrar, processar e consolidar informações sobre as medidas protetivas. 

O sistema também deverá permitir a produção de estatísticas desagregadas por raça, etnia, deficiência e outras situações de vulnerabilidade, com o objetivo de subsidiar o aperfeiçoamento das políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica.

O decreto estabelece ainda que eventuais alertas emitidos pelo sistema não serão considerados automaticamente como descumprimento da medida protetiva. Cada ocorrência deverá passar por análise técnica e contextualizada pelas equipes responsáveis.

Financiamento

As ações serão financiadas com recursos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, incluindo verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional, além de recursos próprios dos estados e do Distrito Federal.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública poderá editar normas complementares para a execução da iniciativa.


Geral: Como a nota do Enamed será usada na contratação de médicos por hospitais?

    Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

* resultado do Enamed não deve ser considerado de forma isolada

Redação/Hourpress

Os hospitais já estão considerando o desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) na hora de contratar e credenciar novos médicos. A preocupação é especialmente maior em relação aos profissionais que não atingem o nível de proficiência, diante das responsabilidades de compliance e da atuação dos diretores técnicos, que podem ser responsabilizados pela qualidade e segurança do atendimento prestado pelo corpo clínico.

 

Embora o diploma e o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) continuem sendo os requisitos legais para o exercício da profissão, a classificação de proficiência no Enamed tende a ganhar cada vez mais espaço como um dos critérios analisados pelos hospitais antes da contratação ou do credenciamento de profissionais. A cautela está relacionada não apenas à qualidade da formação dos recém-formados, mas também à responsabilidade dos hospitais na composição de seus corpos clínicos. Em um cenário no qual diretores técnicos e instituições precisam demonstrar que adotam critérios adequados para garantir a segurança dos pacientes, a contratação de médicos que não apresentem proficiência em uma avaliação nacional pode trazer questionamentos e aumentar a preocupação com riscos assistenciais e de compliance.

 

Para a Associação de Hospitais do Estado de São Paulo (AHOSP), o resultado do Enamed não deve ser considerado de forma isolada, já que uma única avaliação não é capaz de medir toda a capacidade de um médico. No entanto, a proficiência no exame pode se tornar um indicador relevante para apoiar decisões de contratação e credenciamento, contribuindo para processos mais estruturados de avaliação dos profissionais e para o debate sobre a qualidade da formação médica e a segurança do paciente.

 

O Dr. Anis Mitri, presidente da AHOSP, está disponível para comentar como os hospitais já estão incorporando ou podem incorporar o resultado do Enamed aos processos de contratação e credenciamento, quais cuidados devem ser adotados na avaliação de médicos recém-formados e como as preocupações relacionadas a compliance e segurança do paciente podem influenciar essas decisões.

Veículos: Fiat 147, 50 anos do modelo que transformou a indústria automotiva brasileira

 


Radiografia da Notícia

*Primeiro automóvel produzido pela Fiat no Brasil completa cinco décadas de história, inovação e pioneirismo que moldaram a mobilidade nacional 

Luís Alberto Alves/Hourpress

Há 50 anos, a Fiat chegava ao Brasil apresentando um automóvel que transformaria para sempre a indústria nacional. Primeiro veículo produzido pela marca no país, o Fiat 147 inaugurou uma nova geração de carros compactos ao reunir soluções inéditas de engenharia, eficiência e tecnologia, conquistando seu espaço no mercado e no coração dos brasileiros. Cinco décadas depois, o modelo permanece como um dos maiores símbolos de inovação da história automotiva brasileira e um dos pilares da trajetória da Fiat no país. 

Lançado em 1976 em um evento memorável em Ouro Preto (MG), o Fiat 147 trouxe ao mercado brasileiro soluções inéditas para a época. Entre seus diferenciais estavam o motor instalado em posição transversal, solução que otimizava o espaço interno e a eficiência mecânica, os pneus radiais e o para-brisa de vidro laminado, características que ajudaram a estabelecer novos padrões de segurança, conforto e eficiência entre os veículos compactos. No mesmo ano, durante sua estreia no Salão do Automóvel de São Paulo, a marca apresentou ao público um protótipo do 147 movido a etanol, que já acumulava muitos quilômetros rodados em testes. 

Mais do que um automóvel, o Fiat 147 representou o espírito inovador da marca. Seu pioneirismo ficou ainda mais evidente três anos depois, em 1979, quando se tornou o primeiro carro movido a etanol produzido em série no mundo, o maior feito do modelo. O modelo, carinhosamente apelidado de “Cachacinha”, abriu caminho para uma trajetória de evolução tecnológica que resultou, décadas depois, na consolidação dos motores flex, hoje predominantes na frota brasileira de veículos leves.  

Ao longo de sua trajetória, o Fiat 147 conquistou diferentes gerações de brasileiros e deu origem a uma família completa de versões e derivados, consolidando-se como um dos maiores ícones da história da Fiat. Cinquenta anos após seu lançamento, o modelo permanece vivo na memória dos consumidores e continua inspirando a marca em seus pilares de inovação, eficiência, acessibilidade e paixão por transformar a mobilidade. 

Ao celebrar os 50 anos do Fiat 147, a marca também celebra cinco décadas de uma história construída ao lado dos brasileiros. Uma trajetória marcada por inovação, proximidade com o consumidor e pela capacidade de desenvolver tecnologias que transformaram a mobilidade nacional, valores que continuam guiando a Fiat em seus próximos capítulos. 

Túnel do Tempo: Fidel Castro deixa o poder

 


Luís Alberto Alves/Hourpress

Em 31 de julho de 2006, após 46 anos no poder, Fidel Castro deixa o cargo de presidente de Cuba, passando-o para seu irmão, Raúl Castro.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Crônica: O voo da felicidade

Na Europa passearam por diversos dias

Astrogildo Magno

Franz trabalhava há 20 anos na maior empresa de aviação da Alemanha. Começou em rotas domésticas e algum tempo depois entrou nas cobiçadas rotas internacionais. Conheceu diversos países de vários continentes. Com 40 anos ainda não havia conhecido o doce sabor do casamento. Às vezes flertava com as colegas de trabalho, lindas comissárias de bordo, a maioria loiras e de olhos azuis.

Em duas décadas de trabalho, já sabia o comportamento das mulheres dos inúmeros países em que os aviões 747 pousavam. A lista era imensa: Roma, Paris, Londres, Madrid, Zurique, Oslo, Istambul, Moscou, Tóquio, Pequim, Jerusalém, Cairo, Nova York, Los Angeles, México, Montreal e claro Rio de Janeiro e São Paulo. Geralmente, a tripulação se hospeda no local de aterrisagem do voo.

Negra

Final de 2018, fez a rota Frankfurt/Rio de Janeiro. Na folga resolveu passear numa praia deserta da cidade, a pedido do porteiro do hotel em que os seus colegas iriam descansar. De repente encontrou uma mulher alta, negra, de pele clara, cabelos encaracolados, pernas torneadas, seios fartos e exalando sensualidade. Ambos se olharam e a química entrou em ação.

A chamou para perto de si. Anotou o seu telefone e engatou um jantar naquela noite. Depois se amaram na suíte do hotel onde estava hospedado. Franz ligou para o seu chefe. Comprou passagem para Lídia. Na Europa passearam por diversos dias. Pediu licença no trabalho e retornou com ela ao Rio de Janeiro. Conheceu a sua família e percebeu que a mulher de sua vida estava diante dos seus olhos. Helmut deixou de voar em aviões para navegar para sempre nos braços de sua amada.....

Astrogildo Magno é cronista

 

 

 

 

Geral: De olho na geração 60+: estimulação cognitiva ganha espaço e movimenta novo mercado

 


Radiografia da Notícia

Estudo da USP comprova benefícios da prática e reforça a expansão de um mercado voltado à saúde cerebral

Redação/Hourpress

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O envelhecimento da população brasileira tem ampliado o interesse por iniciativas voltadas à saúde física e mental. Segundo dados do Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil possui mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, grupo que representa cerca de 15,6% dos habitantes. As projeções do instituto indicam que essa transformação continuará nas próximas décadas, já que até 2070, aproximadamente 37,8% dos brasileiros estarão nessa faixa etária.

 

Nesse cenário, cresce a busca por estratégias que contribuam para a manutenção da autonomia, da memória, da capacidade de raciocínio e da qualidade de vida. O movimento também tem impulsionado empresas especializadas no público 60+. Um dos exemplos é o Supera, rede de estimulação cognitiva com mais de 250 unidades no país e cerca de 280 mil alunos atendidos ao longo de duas décadas de história. Atualmente, os idosos representam aproximadamente 79,5% da base de matriculados da marca, refletindo a demanda crescente por atividades voltadas ao envelhecimento ativo.

 

Para Bárbara Perpétuo, vice-presidente do Supera, a mudança demográfica vem acompanhada de uma transformação na forma como as pessoas encaram os cuidados com o cérebro. "Assim como a atividade física e a alimentação equilibrada passaram a fazer parte da rotina de quem busca mais qualidade de vida, a saúde cerebral também ganhou protagonismo. Hoje existe uma compreensão cada vez maior de que o cérebro precisa ser estimulado continuamente. As pessoas querem viver mais, mas principalmente viver melhor, preservando a autonomia, a capacidade de aprendizagem e o bem-estar mental ao longo dos anos", afirmou.


Base

 

A executiva destaca que esse interesse crescente também tem contribuído para a expansão do setor. Para os próximos anos, o Supera projeta ampliar sua presença nacional, com a abertura de ao menos, mais 150 novas unidades até 2028, com foco na consolidação em capitais e cidades de médio porte. Para este ano, a projeção é de 35% de crescimento ante os R$ 187 milhões de faturamento que a marca alcançou em 2025. A rede aposta na combinação entre base científica, padronização pedagógica e modelo de franquias estruturado para sustentar o crescimento. Em um país que envelhece rapidamente e amplia o debate sobre saúde cerebral e desenvolvimento humano, a franquia busca ocupar espaço no franchising educacional com uma proposta alinhada à prevenção e à aprendizagem ao longo da vida.

 

"Nossa estratégia passa tanto pela expansão da rede quanto pelo fortalecimento da nossa autoridade científica. Queremos ampliar a presença do Supera em diferentes regiões do país, consolidar novas parcerias de pesquisa e, futuramente, avançar também para mercados internacionais. Acreditamos que a estimulação cognitiva será cada vez mais relevante em uma sociedade que envelhece e busca qualidade de vida em todas as fases da vida", acrescenta Bárbara Perpétuo.

 

Pesquisa da USP comprova benefícios

 

A crescente atenção dedicada à saúde cerebral também encontra respaldo na ciência. Uma das evidências mais recentes sobre os benefícios dessa prática veio de um estudo conduzido por pesquisadores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em parceria com outras áreas da USP e com o Supera. O ensaio clínico randomizado e controlado acompanhou 207 idosos saudáveis durante 18 meses e avaliou os efeitos da metodologia aplicada pela rede que está presente em todo o país.

 

Os resultados apontaram ganho de 45% na memória após 12 meses, melhora de 11% nas funções executivas e avanço de aproximadamente 10% na cognição geral ao final do período. A pesquisa também identificou redução de 29% nos sintomas depressivos e aumento de 7% na qualidade de vida. A metodologia reúne atividades como exercícios cognitivos, jogos, dinâmicas em grupo, neuróbicas, uso do ábaco e recursos digitais, com base em conceitos amplamente estudados pela neurociência, como neuroplasticidade e reserva cognitiva. A proposta é estimular diferentes áreas do cérebro por meio de desafios constantes e experiências de aprendizagem. Publicada na revista científica internacional International Psychogeriatrics, a pesquisa reforça o potencial da estimulação cognitiva como estratégia não farmacológica para promover a manutenção das capacidades mentais ao longo do envelhecimento.

 

O que é o Supera?

O Supera é uma empresa educacional de estimulação cognitiva brasileira, sediada em São José dos Campos e com mais de 250 unidades em todo território nacional. Fundada há 20 anos, possui metodologia pioneira, validada por estudo científico conduzido por pesquisadores da USP, responsável por desenvolver habilidades cognitivas e socioemocionais fundamentais para a vida diária de crianças, adolescentes, adultos e idosos. O método oferece atividades variadas, que envolvem novidades e desafios, adequadas às diferentes faixas etárias.

Geral: São Paulo e Santa Catarina sofrem 52% do impacto do tarifaço dos EUA

    Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

Empresas sediadas nestes estados são as mais afetadas, diz ApexBrasil

Agência Brasil

Os estados de São Paulo e Santa Catarina concentram 52% do impacto do mais recente tarifaço anunciado pelos Estados Unidos (EUA) contra o Brasil. Dos US$ 7,4 bilhões em vendas afetadas pelas tarifas de 25%, US$ 3 bilhões têm origem em São Paulo.

O estado economicamente mais forte do país concentra, sozinho, 41,6% do total do valor das exportações afetadas. Isso representa 20% de exportações paulistas aos EUA. Considerando o total das exportações afetadas, Santa Catarina tem uma situação mais crítica, com 68% das exportações aos EUA afetadas.

Os dados são da ApexBrasil, a Agência Brasileira para Promoção de Exportações e Investimentos, ligada ao Ministério de Desenvolvimento, Comércio e Indústria (MDCI). A agência anunciou um plano de R$ 130 milhões para auxiliar essas empresas a diversificarem seus mercados.

Ruim

O setor madeireiro do Paraná também deve ser muito afetado. Isso porque 30% das importações de madeira dos EUA vem do Brasil. Desse total, 66,7% tem origem no Paraná.

“Isso é ruim para as empresas do Paraná que trabalham com esse setor. Isso é ruim para quem importa madeira nos (EUA). Isso é ruim para a construção civil de lá, para quem vai comprar casa. Ou seja, isso tem impacto na inflação americana”, comentou o presidente o presidente da ApexBrasil Laudemir Müller.

Ontem, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou uma tarifa adicional de 25% em parte dos produtos brasileiros alegando supostas práticas "desleais" no comércio por parte do Brasil.

O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação. As novas tarifas passam a valer a partir do dia 22 de julho e deve afetar 19,2% do total exportado ao país norte-americano.  

Granito

Além da madeira, os EUA também é um grande importador de granito do Brasil, produto que entrou no tarifaço. Dados da ApexBrasil apontam que 36% do granito importado pelos EUA veem do Brasil. O material é usado na construção civil.

“Não há como, de uma hora para outra, o americano, que tem 30% do seu suprimento de madeira do Brasil para construção, buscar em outro local. Não tem como buscar granito em outro local com essa dependência de 36%”, comentou o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.

Geral: Acidentes de motocicleta causam cerca de 70% das lesões traumáticas

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Radiografia da Notícia

Problema causa perda de movimentos e de sensibilidade do membro superior, com risco de sequelas definitivas; no mês em que se celebra o Dia do Motociclista, Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão explica questão e reforça prevenção

Redação/Hourpress

 

O número expressivo de acidentes de motocicleta no país continua preocupando autoridades e especialistas. Em 2025, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 72.529 sinistros de trânsito nas rodovias federais brasileiras, que resultaram em 6.043 mortes e 83.550 feridos. Embora tenha havido uma leve redução no total de acidentes e óbitos em relação ao ano anterior, os motociclistas seguem entre as principais vítimas do trânsito. Dados da PRF mostram que, entre 2023 e 2024, as mortes de ocupantes de motocicletas cresceram 14,2%, e, apenas no primeiro semestre de 2025, esse indicador voltou a apresentar aumento, ainda que discreto, reforçando a necessidade de ações permanentes de prevenção e conscientização.

 

Neste mês, a data de 27 de julho celebra o Dia Nacional dos Motociclistas, conforme a Lei 15.006/2024. A ocasião tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os riscos enfrentados por motociclistas e reduzir o número de acidentes no trânsito. Uma das lesões mais complexas e considerada pouco conhecida pelo público em geral é a do plexo braquial, com cerca de 70% dos casos estão relacionados a esse tipo de ocorrência. A estrutura nervosa é localizada na região cervical e torácica, responsável pela movimentação e sensibilidade dos braços e mãos. Esse tipo de trauma ocorre, na maioria das vezes, em colisões de alta energia e pode gerar sequelas graves e permanentes, comprometendo diretamente a qualidade de vida e a capacidade laboral das vítimas.

 

“As lesões do plexo braquial são de alta complexidade e exigem centros especializados para garantir o melhor resultado possível aos pacientes”, explicou o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Luiz Sobania.


Paciente

 

O tratamento, na maioria das vezes, inclui cirurgias reconstrutivas com enxertos ou transferências nervosas, além de fisioterapia intensiva e acompanhamento multidisciplinar. A reabilitação pode levar meses ou até anos, exigindo grande dedicação do paciente. O tempo de resposta também é decisivo. “Quando diagnosticada e tratada de forma precoce, a lesão do plexo braquial apresenta melhores chances de recuperação, o que impacta diretamente na qualidade de vida do paciente”, salientou.

 

Além do impacto clínico, há forte repercussão social e econômica. A maioria das vítimas são adultos jovens, em idade produtiva, que após o trauma ficam afastados do trabalho, enfrentam limitações permanentes e demandam suporte prolongado da saúde pública e da previdência social.

 

“O tratamento da lesão do plexo braquial é uma jornada que exige tempo, persistência e uma equipe preparada para acompanhar cada fase da recuperação. O objetivo final vai além do movimento: é ajudar o paciente a recuperar independência e qualidade de vida. Mas a prevenção continua sendo o caminho mais importante, especialmente com a adoção de medidas de segurança no trânsito que podem evitar traumas graves e suas consequências”, concluiu.

Geral: Do suave ao superpicante: conheça nove tipos de pimenta e saiba como utilizá-las na cozinha

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Radiografia da Notícia

Nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, compartilha dicas para acertar na escolha do ingrediente e transformar qualquer prato

Redação/Hourpress

 

Das mais suaves às mais intensas, as pimentas são ingredientes versáteis que adicionam cor, sabor marcante e personalidade aos mais diversos pratos. Para quem cozinha, aproveitar o potencial desse tempero é essencial. A escolha da pimenta e adaptação a cada receita pode realçar ou comprometer o resultado. Pensando nisso, Cláudia Mulero, nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, explica as principais diferenças entre os tipos de pimenta e como incorporá-las em diferentes preparações.
 

“As mais consumidas pelos brasileiros, são a dedo-de-moça, biquinho, malagueta, caiena e a pimenta-do-reino, presentes na culinária típica de diferentes regiões. Embora associada apenas ao sabor picante, a pimenta é um poderoso antioxidante e quando utilizada na medida certa, pode transformar qualquer prato, realçando seus sabores e aromas. Uma boa dica para acertar na escolha, é consultar antes o nível de ardência na escala Scoville, já que ela indica a concentração de capsaicina, o composto químico responsável pela sensação de queimação e utiliza como unidade de medida o SHU (Scoville Heat Units). Quanto maior o número de SHU, mais picante é a pimenta”, explica Cláudia.
 

Pimenta Dedo-de-Moça
 

Uma das variedades mais populares na culinária brasileira, a pimenta dedo-de-moça tem um formato alongado, coloração vermelha, quando madura, ardência moderada e sabor levemente frutado. É perfeita para quem prefere um sabor picante, mas sem exageros. O ingrediente se adapta bem em molhos e geleias de pimenta, carnes, aves e peixes, caldos e ensopados, vinagrete e farofa.
 

Pimenta biquinho

Conhecida pelo sabor suave e levemente adocicado, a pimenta biquinho tem baixíssima ardência, sendo ideal para quem busca apreciar o aroma e o sabor do fruto, sem o toque intenso de picância. Pode ser usada em entradas e acompanhamentos, como conservas, saladas, petiscos e tábuas de frios, molhos suaves e decoração de pratos.
 

Jalapeño

Muito tradicional na culinária mexicana, a pimenta Jalapeño possui ardência média e sabor marcante. Quando colhida ainda verde, apresenta notas mais frescas e herbáceas, já madura, adquire a coloração vermelha e um sabor mais adocicado. É ideal para molhos mexicanos, nachos, tacos, burritos, conservas, hambúrgueres, recheada com queijo ou carne, e quando defumada e seca, dá origem ao famoso chipotle, proporcionando um sabor amadeirado, levemente adocicado e calor moderado.
 

Habanero

Reconhecida pelo cheiro intenso e alta ardência, a pimenta Habanero adiciona profundidade às receitas quando usadas com moderação. Com um formato pequeno e arredondado, pode ser encontrada nas cores vermelha, laranja, amarela e chocolate. Se adapta bem em molhos, marinadas para carne e frutos do mar, conservas, pratos da culinária mexicana e caribenha, além de preparações agridoces.
 

Malagueta

Bastante picante, a pimenta malagueta é uma das mais tradicionais da culinária brasileira. É uma excelente opção para o preparo de moquecas e pratos à base de peixe, conservas, molhos, carnes e petiscos e a tradicional feijoada. A pimenta apresenta sabor intenso, sem perder as características aromáticas e pode ser verde quando ainda está imatura e vermelha após o amadurecimento.
 

Pimenta-de- cheiro

Muito presente na gastronomia do Norte e Nordeste do Brasil, a pimenta-de-cheiro é conhecida pelo aroma marcante, conferindo perfume ao prato, sem necessariamente acrescentar muita picância. Reconhecidas por serem pequenas e arredondadas, essas pimentas se adaptam bem a caldos e ensopados, peixes e frutos do mar, pratos regionais amazônicos, como o tacacá, molhos e conservas, refogados e preparações com legumes.
 

Pimenta Caiena

Conhecida pela ardência acentuada, a pimenta Caiena possui um sabor intenso e levemente terroso. Embora também exista na versão in natura, geralmente é encontrada em pó, sendo amplamente utilizada em diferentes culinárias do mundo. O ingrediente pode ser usado em marinadas para carnes, aves e peixes, sopas e caldos, mistura de especiarias e legumes assados e refogados. O ideal é sempre utilizá-la em pequenas quantidades para equilibrar a picância com o sabor dos pratos.
 

Ghost Pepper

Também conhecida como Bhut Jolokia, a Ghost Pepper é uma das pimentas mais picantes do mundo. Originária da Índia, apresenta frutos alongados, casca enrugada e coloração vermelha, embora também pode ser encontrada nas variedades laranja e chocolate. O fruto combina notas frutadas e um leve toque defumado, acompanhados de uma picância intensa, sendo perfeita para molhos de pimenta de alta intensidade, conservas artesanais, marinadas para carne e produção de temperos em pó. O recomendado é sempre utilizar com moderação, devido ao elevado grau de ardência.
 

Carolina Reaper

Extremamente picante, a pimenta Carolina Reaper foi desenvolvida nos Estados Unidos e se destaca pela ardência extrema. Com um sabor frutado no início, antes da intensa sensação de picância, a pimenta se adapta bem a molhos, temperos artesanais e produtos voltados para apreciadores de pimentas superpicantes. Devido ao alto teor de capsaicina, deve ser utilizada em quantidades mínimas e manuseada com cuidado, preferencialmente com luvas, evitando o contato com os olhos, a pele sensível e as mucosas, pois pode causar irritação intensa.