Postagem em destaque

Crônica: Viagem que termina em pesadelo

    IA Fazia muitas promessas de que ficaria longe das drogas Astrogildo Magno Marlon era executivo competente. Conseguia fechar semp...

domingo, 27 de setembro de 2026

Crônica: O olhar seduz e engana a razão


 Levava a namorada aos shoppings e não economizava

Astrogildo Magno

Paolo se apaixonou pelo Brasil, logo quando chegou ao Rio de Janeiro para ser representante de uma multinacional italiana. Depois de 25 anos no país, resolveu fixar moradia em Cabo Frio. Aos 68 anos gostava de namorar jovens. Conheceu Débora, menina faceira, fogosa no auge dos seus 22 anos e bem sexy. Quando Paolo a viu, foi amor à primeira vista.

A mãe de Débora ao saber que o namorado da filha era executivo aposentado, com alto salário e residência em diversos lugares do mundo, começou a incentivá-la para engravidar. Após garantir a pensão do filho, terminava o relacionamento. Escolado pela vida, Paolo  só fazia sexo oral com Débora, jamais penetrava em seu corpo, muito lindo.

Perfumes

Levava a namorada aos shoppings e não economizava. Ela saia sempre com diversas sacolas, repletas de roupas, calçados, perfumes e produtos eletrônicos. Não olhava para o preço. O cartão de Paolo cobria os seus caprichos. Na mente de Débora, o ideal era garantir o futuro, regado de bastante luxo e dinheiro na conta. Inventava desculpa para o namorado fazer pix para resolver questões urgentes.

Logo percebeu que ficar grávida de Paolo não seria fácil. Quando exigia que ele estivesse dentro dela, o namorado recusava. Sentia prazer de colocar a sua língua na vagina da amada. Com o passar do tempo, após 4 anos de namoro, o projeto de ser mãe de um filho de Paolo tornava-se impossível. Paolo logo percebeu que o amor de Débora não era por ele, mas pelo luxo que ele proporcionava a ela.....

Astrogildo Magno é cronista

Geral: Falamos 30% menos. O que isso está fazendo com as lideranças?

   IA

Radiografia da Notícia

* Entre os jovens com menos de 25 anos, a queda foi 44% maior do que entre os adultos mais velhos

Redação/Hourpress

Estudo recente publicado na Perspectives on Psychological Science mostrou que uma pessoa comum fala hoje 12.792 palavras por dia. Em 2007 eram 15.959. Ou seja, pessoas falam hoje cerca de 30% menos do que falavam há duas décadas. A queda está associada à expansão da chamada economia da conveniência, que substituiu inúmeras interações presenciais por aplicativos, autoatendimento e comunicação digital.
 

A pesquisa, conduzida por Valeria Pfeifer, da Universidade do Missouri-Kansas City, e Matthias Mehl, da Universidade do Arizona, reuniu dados de 22 estudos entre 2005 e 2019, com quase 2.200 participantes. Entre os jovens com menos de 25 anos, a queda foi 44% maior do que entre os adultos mais velhos. Embora o dado pareça um fenômeno social amplo, seus impactos podem estar chegando de forma cada vez mais evidente ao ambiente corporativo. Para Juliana Algodoal, fonoaudióloga especialista em comunicação corporativa e linguagem no trabalho, o problema não está apenas na redução das palavras, mas na diminuição dos espaços de conversa que sustentam confiança, escuta, colaboração e pertencimento dentro das organizações.
 

"Estamos observando uma redução das relações de fala. Quando isso acontece, as conexões sofrem impacto. E uma liderança sem conexão perde capacidade de gerar empatia, alinhamento e coesão dentro das equipes", afirma Juliana. Ainda segundo a especialista, a queda das conversas dentro das empresas favorece o aumento das dificuldades de coesão dentro de uma equipe. “Some a leitura de sinais não verbais como hesitação, alegria ou desconforto durante o trabalho. Isso mexe direto na conexão do time e pode até afetar a saúde mental de quem para de ser ouvido”, destacou.


Líder
 

O tema ganha relevância em um momento em que muitas empresas discutem produtividade, trabalho híbrido, engajamento e saúde mental. Para Juliana, existe um risco ainda maior de as organizações confundirem informação com comunicação. “Um estudo do Instituto Reciclar apontou a comunicação como o maior problema dentro das empresas hoje, citado por 83% dos entrevistados. O papel da liderança nesse cenário é direto. O líder tem que ter escuta e fala eficiente para ser considerado um bom líder e sem interações entre o time isso fica ainda mais difícil”, disse.
 

Por isso, um ponto de atenção, de acordo com Juliana, é o desaparecimento das chamadas microconversas, aquelas trocas rápidas de corredor, café ou intervalo que historicamente ajudaram a construir vínculos de confiança entre colegas de trabalho e seus líderes. "Quando as pessoas deixam de viver essas pequenas interações, perdem repertório social, vocabulário e capacidade de lidar com diferentes perfis. O impacto aparece depois na colaboração, no pertencimento e na qualidade das relações de trabalho", disse. Nesse sentido, na avaliação da especialista, a próxima competência crítica das lideranças não será apenas comunicar melhor, mas recriar ambientes onde as conversas possam voltar a acontecer.
 

"A liderança precisa reservar espaço para a escuta, para as trocas espontâneas e para as conversas que não surgem apenas quando há uma demanda urgente. Comunicação não é apenas transmitir informação. É construir conexão", explicou Juliana.


Ato
 

Para a especialista, o desafio é ainda mais relevante porque a redução das conversas não acontece apenas dentro das empresas. Ela reflete uma transformação mais ampla da sociedade, impulsionada pela tecnologia e pela busca constante por eficiência. "As relações de confiança acontecem no ato de falar e ouvir. Quando as oportunidades de conversa diminuem, também diminuem as oportunidades de entender o outro, criar vínculos e desenvolver empatia", afirmou.
 

Na prática, Juliana acredita que as organizações precisarão voltar a valorizar momentos de interação que durante anos foram vistos como improdutivos. Conversas informais, trocas de corredor, encontros presenciais e espaços de escuta podem se tornar ativos estratégicos para fortalecer cultura, engajamento e colaboração. "Estamos economizando minutos de conversa, mas podemos estar perdendo algo muito mais valioso, que é a capacidade de construir relações. Comunicação não é apenas uma ferramenta de gestão. É o que sustenta confiança, alinhamento e pertencimento dentro dos times", concluiu.

 

Geral: Einstein Prepara aposta em imersão prática para ajudar candidatos a superarem concorrência no Enare

    IA


Radiografia da Notícia

* As inscrições do curso preparatório para processos seletivos de Residência Médica têm início em outubro

Redação/Hourpress

Diante de um cenário de crescente concorrência por vagas de especialização médica no Brasil, o Exame Nacional de Residência (Enare) registrou 98 mil inscritos para pouco mais de 8 mil vagas. O gargalo reflete a assimetria na formação médica no país: entre 2018 e 2024, o número de estudantes de Medicina cresceu 71%, enquanto o total de residentes aumentou apenas 26%. 


Para responder às exigências desse mercado competitivo, o Ensino Einstein oferece o Einstein Prepara, curso voltado a estudantes de Medicina e médicos formados que buscam uma preparação estruturada para os processos seletivos de Residência Médica de Acesso Direto. Desenvolvido com a participação de médicos especialistas, o preparatório integra conteúdos acadêmicos, tecnologia e metodologia de ensino em uma jornada de aprendizagem personalizada.


A plataforma reúne mais de 10 mil questões comentadas, videoaulas, simulados, revisões programadas e ferramentas de análise de desempenho. Um dos diferenciais é o cronograma flexível, que permite organizar os estudos de acordo com as provas de interesse ou as especialidades vivenciadas durante o internato.


Para 2027, o Einstein Prepara apresenta quatro opções de curso, permitindo que o aluno escolha as experiências mais alinhadas a seus objetivos:

  • Extensivo R1 2027: ideal para quem busca uma preparação estruturada e estratégica para as provas de Residência Médica, com autonomia e direcionamento dos estudos de acordo com seus objetivos e sua evolução ao longo da jornada.
  • Extensivo R1 2027 com Mentoria: acrescenta à preparação um acompanhamento próximo, com orientações estratégicas, análise das bancas e um espaço para discutir escolhas, desafios e desenvolvimento profissional.
  • Extensivo R1 2027 com Prova Prática: complementa a preparação com uma experiência presencial no Centro de Simulação Realística Einstein, voltada ao desenvolvimento do raciocínio clínico, da tomada de decisão e de competências comportamentais em cenários clínicos simulados.
  • Extensivo R1 2027 Premium: Nesta modalidade, o aluno garante acesso ao conteúdo, às mentorias e ao treinamento prático.

A plataforma do Einstein Prepara ainda oferece simulados diagnósticos, revisões programadas, trilhas personalizadas de estudo e suporte contínuo, tanto via tutor virtual quanto por professores especialistas.

Durante a primeira semana de outubro serão abertas as inscrições para a nova turma do curso preparatório. Os interessados poderão se cadastrar na página.

Geral: Computação em nuvem: tecnologia permite armazenar dados e acessar serviços pela internet

    IA


Radiografia da Notícia

* Entenda a diferença entre guardar informações no próprio dispositivo e utilizar servidores remotos

 Redação/Hourpress

Arquivos, fotos, documentos, mensagens e outros conteúdos digitais podem ser armazenados diretamente em computadores e celulares ou em servidores acessados pela internet. Quando dados e recursos de processamento são disponibilizados remotamente, por meio da internet, estamos falando de computação em nuvem.
 

Mas, afinal, o que isso significa?
 

Nuvem é uma forma de se referir a uma infraestrutura de servidores conectados à internet, geralmente instalados em grandes centros de processamento de dados. Essa estrutura permite armazenar informações, processar dados e disponibilizar aplicações e serviços que podem ser acessados de diferentes dispositivos.
 

Em vez de depender exclusivamente da capacidade de armazenamento e processamento do próprio equipamento, o usuário pode utilizar recursos disponibilizados por servidores remotos.
 

Como funciona?
 

Na prática, quando um arquivo é enviado para a nuvem, os dados são transmitidos pela internet até os servidores responsáveis por armazená-los. Quando o conteúdo é solicitado novamente, os dados são enviados de volta ao dispositivo para que possam ser acessados pelo usuário.
 

A computação em nuvem vai além do armazenamento. Servidores remotos também podem executar aplicações, processar informações, manter bancos de dados e disponibilizar diferentes serviços pela internet.
 

Armazenamento local ou na nuvem?
 

No armazenamento local, o arquivo fica guardado no próprio dispositivo, como computador, celular, HD, SSD ou pendrive. Nesse caso, o acesso depende daquele equipamento ou de uma cópia física do conteúdo.
 

No armazenamento em nuvem, os dados são mantidos em servidores remotos e podem ser acessados pela internet, conforme as condições e permissões do serviço. É o que ocorre, por exemplo, quando uma pessoa salva uma foto em um serviço de armazenamento em nuvem e depois consegue acessá-la em outro celular ou computador.
 

Infraestrutura para a nuvem
 

Apesar do nome, a nuvem não é um espaço virtual sem infraestrutura física. Por trás desses serviços estão os data centers, que reúnem servidores, equipamentos de armazenamento e redes de comunicação, além de sistemas de energia, refrigeração e segurança.
 

Essa infraestrutura permite armazenar grandes volumes de dados e disponibilizar capacidade de processamento de acordo com a demanda dos serviços.
 

Nuvem na prática
 

A computação em nuvem está presente em diversas atividades cotidianas, como o armazenamento e a sincronização de fotos e documentos, serviços de e-mail, reprodução de músicas e vídeos pela internet, aplicativos de mapas e diferentes sistemas e aplicações digitais.
 

A tecnologia também pode ser utilizada para cópias de segurança de fotos, contatos e documentos. Em caso de perda, dano ou furto de um celular, por exemplo, os arquivos que foram sincronizados com um serviço de nuvem podem continuar disponíveis para recuperação em outro dispositivo, conforme as condições de acesso do serviço.
 

Entenda as diferenças
 

Armazenamento local: o arquivo fica guardado em um computador, celular, HD, SSD ou outro dispositivo físico.
 

Armazenamento em nuvem: o arquivo é mantido em servidores remotos e pode ser acessado pela internet, conforme as condições e permissões do serviço.
 

Computação em nuvem: conceito mais amplo, que inclui armazenamento, processamento de dados, execução de aplicações, bancos de dados e outros recursos disponibilizados remotamente.

Geral: Sincofarma/SP promove palestra gratuita sobre logística reversa de medicamentos

    IA


Radiografia da Notícia

* Evento online também orientará farmácias sobre responsabilidades, riscos e boas práticas; crescimento do uso de canetas injetáveis de GLP-1 amplia a atenção sobre o tema

Redação/Hourpress

O Sindicato de Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sincofarma/SP) alerta para um problema que cresce junto com a popularização das canetas emagrecedoras: o descarte incorreto desses dispositivos. Agulhas e outros materiais perfurocortantes utilizados nas canetas injetáveis de GLP-1 — medicamentos amplamente utilizados no tratamento da obesidade e do diabetes — não devem ser jogados no lixo comum nem depositados nos coletores convencionais de medicamentos das farmácias, mas ainda é isso que boa parte dos consumidores faz.

 

Para orientar o setor sobre o tema, a entidade realiza, no dia 29 de setembro, a partir das 14h, via Zoom, a palestra online e gratuita Logística Reversa de Medicamentos e suas Embalagens: o que Toda Farmácia Precisa Saber. O encontro é destinado a proprietários, gestores, farmacêuticos, responsáveis técnicos e demais profissionais do varejo farmacêutico.

 

O aumento no uso de medicamentos administrados por meio de canetas injetáveis tem ampliado os desafios relacionados à orientação dos consumidores e à destinação adequada dos resíduos. Diferentemente de comprimidos, xaropes e cartelas de remédio, agulhas e demais perfurocortantes exigem procedimentos específicos de descarte. O desconhecimento sobre esse processo pode representar riscos a quem lida com a coleta do lixo, além de impacto ambiental.


Riscos

 

A palestra vai abordar o panorama atual da logística reversa de medicamentos no Brasil, além do papel das farmácias no descarte correto, das responsabilidades dos estabelecimentos, dos cuidados no recebimento e armazenamento dos resíduos, da organização dos pontos de coleta e da destinação de medicamentos vencidos ou em desuso. Também serão tratados os documentos, registros e controles necessários, os riscos e penalidades relacionados ao descumprimento das normas e as boas práticas para orientar clientes e colaboradores.

 

A logística reversa estabelece responsabilidades compartilhadas entre consumidores, farmácias e drogarias, distribuidores, fabricantes e importadores. Quando atuam como pontos de recebimento, as farmácias integram uma cadeia destinada a garantir que medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso e suas embalagens tenham destinação ambientalmente adequada.

 

Especialistas na palestra


A palestra será conduzida por João Carlos Redondo, profissional com 39 anos de experiência nos setores industrial, de serviços e varejo farmacêutico, com atuação em sustentabilidade, governança corporativa, ESG e compliance. Sócio-diretor da MR Consultoria, é instrutor credenciado do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e professor na Escola de Negócios ISAE/FGV-PR e na FGV Management.

 

Também participa Diego Xavier Paludetti, mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador de Qualidade e Meio Ambiente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma). Desde 2020, Paludetti coordena o Comitê Técnico Operacional responsável pela implementação da Logística Reversa de Medicamentos e de suas embalagens, conforme o Decreto Federal 10.388.

 

Serviço

Palestra: Logística Reversa de Medicamentos e suas Embalagens: o que Toda Farmácia Precisa Saber

Data: 29 de setembro de 2026 (terça-feira)

Horário: abertura da sala às 13h30 | palestra das 14h às 16h

Formato: online, ao vivo pelo Zoom

Inscrição: gratuita

Inscrições: sincofarmasp.com.br

Geral: Até onde vai a responsabilidade dos pais diante da obesidade dos filhos?

    IA


Radiografia da Notícia

* Com avanço do excesso de peso entre crianças e adolescentes, discussão sobre o papel da família ganha força e chega ao debate político

Redação/Hourpress

 

Cerca de 16,6 milhões de crianças e adolescentes brasileiros entre 5 e 19 anos viviam com sobrepeso ou obesidade em 2025, segundo estimativas do Atlas Mundial da Obesidade 2026. São 6,6 milhões entre 5 e 9 anos e outros 9,9 milhões entre 10 e 19. O levantamento estima ainda 1,4 milhão de casos de hipertensão e 4 milhões de doença hepática metabólica associada ao IMC elevado nessa população. Os números colocam em evidência um problema que começa cedo e levantam uma questão delicada: quando a saúde de uma criança já está em risco, até onde vai a responsabilidade de quem cuida dela?


A resposta não passa simplesmente por culpar os pais. A obesidade é uma condição multifatorial, influenciada por fatores biológicos, sociais, ambientais e comportamentais, e o Ministério da Saúde orienta que o cuidado de crianças e adolescentes considere essas diferentes causas sem culpabilização ou estigmatização da pessoa ou da família. Ao mesmo tempo, boa parte da rotina de uma criança ainda depende dos adultos, desde os alimentos disponíveis em casa até a procura e continuidade do acompanhamento de saúde quando ele se torna necessário.


Eleito
 

Nos casos em que o quadro já apresenta risco à saúde, o bicampeão do Mister Universo Sérgio Fialho, de 40 anos, candidato a deputado federal pelo Paraná, quer levar essa discussão para o Congresso. Ele defende que pais ou responsáveis possam ser responsabilizados quando, mesmo diante de risco comprovado, orientação profissional e acesso ao tratamento, ignorarem repetidamente as recomendações médicas. A dez dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, essa é uma das propostas que Fialho diz querer apresentar caso seja eleito.

 

Para Fialho, a responsabilização só poderia ser discutida depois que o próprio poder público garantisse acesso ao cuidado. “Criança não escolhe sozinha o que compra, o que come nem o estilo de vida que tem dentro de casa. Antes de falar em responsabilização, o Estado precisa oferecer acompanhamento médico, nutricional e psicológico. Mas, se existe risco comprovado, o tratamento está disponível e os responsáveis escolhem ignorar repetidamente as orientações, acredito que o Estado precisa intervir”, afirmou.


Ponto 


A proposta, segundo Fialho, não seria direcionada a famílias simplesmente porque uma criança vive com obesidade, mas a situações graves em que exista acompanhamento profissional e omissão recorrente dos responsáveis diante do risco à saúde. “Obesidade infantil não pode virar motivo para apontar o dedo para uma família. O que eu quero discutir é outra situação: quando uma criança precisa de cuidado, existe orientação e quem responde por ela escolhe não agir. É nesse ponto que precisamos discutir até onde vai a responsabilidade dos pais”, concluiu.


Geral: Hard skills digitais; sete competências que serão indispensáveis até 2030

    IA


Radiografia da Notícia

* Inteligência Artificial, big data, cibersegurança e letramento tecnológico estão entre as habilidades que mais devem crescer em importância no mercado de trabalho nos próximos anos

Redação/Hourpress

A transformação do mercado de trabalho até 2030 deve colocar as competências tecnológicas no centro das estratégias de contratação e qualificação profissional. Segundo o Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, habilidades relacionadas à Inteligência Artificial e big data lideram a lista das competências com crescimento mais acelerado em importância, seguidas por redes e cibersegurança e letramento tecnológico. O levantamento também estima que 39% das habilidades atualmente utilizadas pelos trabalhadores deverão ser transformadas ou se tornar obsoletas até o final da década. Este cenário reforça uma mudança que já pode ser percebida nas empresas, já que conhecimentos digitais deixam de estar concentrados nos departamentos de tecnologia e passam a fazer parte das exigências para profissionais de diferentes áreas.

 

Para Leonardo Andreoli, diretor nacional da Prepara IA, rede de ensino profissionalizante do Grupo MoveEdu que conta com metodologia voltada à Inteligência Artificial e ao desenvolvimento de hard skills, o profissional do futuro não será necessariamente aquele que domina todas as tecnologias, mas quem consegue incorporá-las à sua atividade. “Não significa que todo profissional precisará se tornar programador. A grande mudança está em saber utilizar a tecnologia para executar melhor o próprio trabalho. Hoje, a Inteligência Artificial já pode apoiar profissionais de vendas, administração, finanças, marketing, atendimento e inúmeras outras áreas. Quanto mais essas soluções avançarem, maior será a necessidade de desenvolver conhecimentos técnicos para utilizá-las de maneira eficiente”, explicou Andreoli.

 

Diante desse cenário, o especialista aponta sete hard skills digitais que tendem a ganhar relevância até 2030.

 

1. Inteligência Artificial e IA generativa

Saber utilizar ferramentas de Inteligência Artificial deve se tornar uma habilidade transversal. Além de conhecer as plataformas, será necessário aprender a elaborar comandos, contextualizar solicitações, analisar resultados e identificar possíveis erros ou limitações. “A IA pode acelerar muitas atividades, mas existe uma diferença grande entre simplesmente acessar uma ferramenta e saber utilizá-la profissionalmente. Quanto maior o conhecimento do usuário, melhores tendem a ser as aplicações da tecnologia no cotidiano”, destacou o diretor nacional da Prepara IA.

 

2. Análise e interpretação de dados

Em um ambiente empresarial cada vez mais orientado por informações, profissionais capazes de organizar, interpretar e visualizar dados terão espaço em diferentes áreas. Conhecimentos de planilhas avançadas, dashboards, bancos de dados e ferramentas de BI (Business Intelligence), por exemplo, podem apoiar decisões comerciais, financeiras e operacionais. Segundo Andreoli, o ponto central será transformar números em conhecimento. “As empresas possuem uma quantidade enorme de dados. O diferencial está em conseguir interpretar essas informações e utilizá-las para identificar problemas, oportunidades e caminhos para o negócio”, ressalta.

 

3. Automação de processos

Automatizar tarefas repetitivas também tende a fazer parte das rotinas profissionais. Plataformas no-code e low-code, integrações entre sistemas e ferramentas baseadas em IA já permitem criar fluxos automatizados mesmo sem conhecimentos avançados de programação.

Nesse cenário, identificar processos que podem ser automatizados será tão relevante quanto dominar as próprias ferramentas.

 

4. Cibersegurança

Com mais dados armazenados digitalmente e sistemas conectados, aumenta também a preocupação das empresas com ataques, vazamentos e fraudes. Por isso, conhecimentos básicos sobre segurança digital devem ultrapassar as equipes de TI. “A cibersegurança também depende do comportamento das pessoas. Saber identificar uma tentativa de fraude, utilizar corretamente os acessos corporativos e compreender cuidados básicos com dados são conhecimentos que passam a fazer parte da formação profissional”, afirma o executivo.

 

5. Computação em nuvem e ferramentas colaborativas

A utilização de sistemas e arquivos armazenados em nuvem já faz parte do cotidiano de inúmeras empresas e deve avançar nos próximos anos. Saber trabalhar com documentos compartilhados, plataformas corporativas, armazenamento remoto e ambientes colaborativos será uma habilidade básica para diferentes ocupações. Mais importante do que conhecer uma plataforma específica será ter facilidade para compreender novos ambientes digitais e adaptar-se às ferramentas adotadas pelas organizações.

 

6. Programação e lógica computacional

Mesmo com o crescimento das ferramentas de IA capazes de gerar códigos, conhecimentos em programação continuam relevantes para determinadas profissões. A lógica computacional também pode beneficiar profissionais que não trabalham diretamente com desenvolvimento, ajudando na estruturação de problemas e na compreensão do funcionamento das tecnologias.

“A Inteligência Artificial consegue gerar códigos, mas ainda é necessário saber avaliar o que foi produzido, testar, corrigir e entender se aquela solução realmente atende ao problema. A tecnologia muda a maneira de programar, mas não elimina a necessidade de conhecimento”, descreveu o diretor da Prepara IA.

 

7. Integração de ferramentas digitais

Até 2030, saber utilizar uma ferramenta isoladamente pode não ser suficiente. A tendência é que profissionais precisem conectar diferentes recursos, como IA, planilhas, CRM, plataformas de gestão, ferramentas de comunicação e sistemas de automação. Para Andreoli, esse movimento muda inclusive o significado de “dominar tecnologia” no ambiente profissional. “Indo além de decorar funcionalidades, será importante entender o problema e saber quais recursos podem ser combinados para resolvê-lo. Essa capacidade de aplicação prática é o que transforma uma hard skill em resultado para o profissional e para a empresa”, pontua.

 

As próprias transformações previstas pelo Fórum Econômico Mundial mostram que preparar-se para 2030 não significa apenas adquirir uma lista de conhecimentos técnicos. Com tecnologias evoluindo rapidamente, uma habilidade aprendida hoje poderá ser atualizada diversas vezes ao longo da trajetória profissional. Nesse contexto, formações profissionalizantes e cursos de curta duração ganham relevância por permitirem que jovens em início de carreira e profissionais já inseridos no mercado acompanhem novas demandas de maneira mais ágil.

 

“O ano de 2030 pode parecer distante, mas as competências apontadas para o futuro já estão sendo exigidas hoje. O desafio é não esperar uma tecnologia se tornar obrigatória para começar a aprendê-la. Criar uma rotina de atualização e desenvolver familiaridade com novas ferramentas será fundamental para quem quiser continuar competitivo no mercado de trabalho”, finalizou Leonardo Andreoli.

Geral: Decisões sobre deepfakes na Justiça Eleitoral crescem 356% em 2026, antes mesmo do início da campanha

     IA


Radiografia da Notícia

* Levantamento do Observatório de Eleições e Tecnologia do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, em parceria com o Jusbrasil, identifica 403 decisões relacionadas ao tema desde 2020

Redação/Hourpress

A inteligência artificial chegou aos tribunais eleitorais e ganhou força em 2026, ampliando o debate sobre uso de conteúdos sintéticos nas eleições. Um levantamento preliminar realizado pelo Observatório de Eleições e Tecnologia do Centro de Direito, Internet e Sociedade (CEDIS-IDP), em parceria com o Jusbrasil, identificou 403 decisões nos tribunais eleitorais relacionadas a deepfakes entre 1º de janeiro de 2020 e 17 de julho de 2026.

 

Desse universo, 234 decisões foram classificadas como de alta relevância, por apresentarem o debate sobre deepfakes como elemento central da decisão. O dado que mais chama atenção está na evolução recente: foram 36 decisões de alta relevância em 2024 e 164 em 2026. O salto representa um crescimento de aproximadamente 356% e foi registrado antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto.

 

A nova pesquisa do Observatório de Eleições e Tecnologia do CEDIS-IDP, em continuidade ao levantamento realizado em 2024, acompanhará como esses entendimentos evoluem ao longo do processo eleitoral de 2026. “O desafio das eleições de 2026 não é criar novas regras, mas garantir que as regras existentes funcionem na velocidade das redes. 


Deepfakes e outros conteúdos sintéticos circulam em escala e velocidade incompatíveis com uma fiscalização puramente reativa. Por isso, a proteção da integridade eleitoral exige coordenação entre Justiça Eleitoral, ANPD, Ministério Público, plataformas e sociedade civil. Sem capacidade de identificar rapidamente abusos e tornar essas práticas visíveis, mesmo um marco regulatório sofisticado corre o risco de chegar tarde demais”, explica a advogada e especialista em Direito Digital, Laura Schertel Mendes, que é Diretora do Centro de Direito, Internet e sociedade (CEDIS/IDP).
 

“O crescimento das decisões mostra que deepfake deixou de ser uma discussão hipotética ou exclusivamente tecnológica. O desafio agora é transformar decisões pontuais em critérios minimamente previsíveis para candidatos, partidos, plataformas e, principalmente, para os eleitores”, afirma Mônica Fujimoto, advogada, professora do mestrado profissional do IDP e pesquisadora do Observatório Eleitoral do IDP.

 

O problema não é apenas identificar a IA, é definir quando ela ultrapassa o limite

A Resolução TSE nº 23.610/2019, atualizada para as eleições de 2026, determina que conteúdos sintéticos utilizados na propaganda eleitoral sejam identificados de forma explícita e estabelece restrições específicas para deepfakes. A norma também prevê a proibição de conteúdo fabricado ou manipulado para difundir fatos notoriamente inverídicos ou descontextualizados com potencial de afetar o equilíbrio do pleito.
 

O debate jurídico envolve, por exemplo, se a simples indicação de que determinado conteúdo foi produzido com inteligência artificial é suficiente para torná-lo lícito ou se, uma vez caracterizada uma deepfake, a rotulagem deixa de ser capaz de afastar a proibição.

 

“Nem todo conteúdo produzido por inteligência artificial representa o mesmo risco para o processo eleitoral. A questão jurídica é identificar quando uma manipulação cria uma falsa percepção de autenticidade e ultrapassa os limites admitidos pela legislação. Definir esse limite será fundamental diante da tendência de crescimento dos conteúdos sintéticos nas eleições de 2026”, explica Tainá Junquilho, advogada, professora do mestrado profissional do IDP e pesquisadora do Observatório Eleitoral do IDP.

 

O levantamento realizado nas eleições de 2024 já havia identificado a ausência de uniformidade entre os tribunais. Naquele estudo, foram encontrados 57 julgados dos Tribunais Regionais Eleitorais, dos quais 56 puderam ser efetivamente analisados. As decisões apontavam para diferentes interpretações sobre os elementos necessários para caracterizar uma deepfake, incluindo a importância do realismo, da capacidade de induzir o eleitor em erro e da própria rotulagem do conteúdo.
 

O que a pesquisa acompanhará


A pesquisa analisará como os tribunais definem deepfake, distinguem esse fenômeno de outros conteúdos sintéticos e avaliam aspectos como rotulagem, realismo, licitude e medidas aplicadas a conteúdos considerados irregulares.
 

Para Luiz Paulo Pinho, cofundador do Jusbrasil, a relevância do levantamento está justamente na possibilidade de transformar um conjunto disperso de decisões judiciais em uma fotografia da evolução do entendimento dos tribunais.

 

“Com nossa tecnologia, conseguimos organizar centenas de decisões judiciais relevantes e viabilizar a análise profunda dos pesquisadores, com intuito de apoiar a identificação de critérios relevantes que ajudem na evolução da compreensão - e no debate público - sobre esse tema”, afirma Pinho.


O levantamento integra uma pesquisa em andamento e poderá ser atualizado à medida que novas decisões forem proferidas. Ao longo da campanha, o Observatório de Eleições do IDP apresentará semanalmente as principais decisões do TSE relacionadas à inteligência artificial, deepfakes, conteúdos sintéticos e desinformação.

Geral: Como funciona uma emissora de rádio? Entenda o caminho do conteúdo até chegar ao ouvinte

    IA




Radiografia da Notícia

* Da produção no estúdio à transmissão pelas antenas, diferentes equipamentos e tecnologias trabalham juntos para levar a programação ao público

Redação/Hourpress

Quando você liga o rádio para ouvir uma notícia, uma música ou uma entrevista, já parou para pensar qual caminho aquela informação percorre até chegar ao seu aparelho? Embora pareça acontecer de forma instantânea, a transmissão envolve diversos equipamentos, profissionais e tecnologias que atuam em diferentes etapas.
 

Microfones, mesas de áudio e computadores são usados para captar e organizar vozes, músicas, entrevistas e outros conteúdos. Antes de ser transmitido, o áudio passa por equipamentos que ajustam o sinal e o preparam para chegar ao público com qualidade.
 

Tudo começa no estúdio das emissoras. É ali que locutores, radialistas, jornalistas, operadores de som e outros profissionais produzem e colocam no ar a programação. O ambiente conta com isolamento acústico, que reduz os ruídos externos, e tratamento acústico, que evita que o som fique ecoando dentro da sala e prejudique a qualidade da gravação.

Ouvinte 

Quando o radialista fala ao microfone, as vibrações produzidas pela voz são transformadas em um sinal elétrico. Como esse sinal ainda é muito fraco, ele passa por um pré-amplificador, equipamento que aumenta sua intensidade. Em seguida, chega à mesa de som, onde o operador controla os volumes e combina a voz com músicas, vinhetas, comerciais, reportagens gravadas e participações ao vivo.
 

Dentro ou fora dos estúdios, existe uma central técnica, onde este áudio é controlado e preparado para seguir até o transmissor e chegar ao ouvinte.
 

“Antes da transmissão, o processador de áudio uniformiza o volume e limita os picos dentro do limite técnico, além de incluir a sonoridade característica da emissora. Nessa etapa também são gerados o sinal estéreo e o RDS, que mostra no visor do rádio o nome da emissora e da música”, explicou o radialista Caio Loures.

Sinal
 

Em seguida, o conteúdo é enviado até a estação transmissora. Esse percurso pode ser feito por estruturas de telecomunicações, como fibra óptica, micro-ondas (UFH) e outras conexões. O transmissor recebe o sinal e o transforma em uma onda de radiofrequência. É nesse momento que ocorre a modulação para FM ou AM.
 

“Na FM, o áudio faz a frequência da onda oscilar levemente. Na AM, faz variar a intensidade. Essas ondas viajam praticamente à velocidade da luz e o receptor capta o sinal, separa o som da onda portadora, e o alto-falante transforma essa energia em som até chegar aos ouvintes”, detalha Caio.
 

Geralmente, as antenas ficam instaladas em torres de transmissão, muitas vezes em locais mais altos, porque a altura reduz interferências de obstáculos como prédios, árvores e morros, e contribui para ampliar a área de cobertura. Uma mesma torre também pode abrigar antenas de diferentes emissoras, desde que sejam respeitadas as condições técnicas para o funcionamento dos sistemas.
 

A última etapa acontece na casa, no carro ou onde estiver o ouvinte. A antena do aparelho de rádio capta o sinal transmitido pelo ar. O receptor identifica a frequência selecionada, recupera o conteúdo de áudio e o envia aos alto-falantes.
 

E o rádio pela internet?
 

A mesma programação que vai para o transmissor também pode ser enviada para a internet. Nesse caso, o áudio passa por um codificador de streaming e é distribuído por sites e aplicativos.
 

“Por esse caminho ele chega com atraso de até dezenas de segundos. Por isso, no futebol, quem ouve pelo aplicativo escuta o gol depois de quem ouve no aparelho de rádio”, exemplifica Caio Loures.
 

Seja pelo ar ou pela internet, o conteúdo que chega ao ouvinte, que parece acontecer de forma instantânea, é resultado de uma sequência de etapas e equipamentos que trabalham em conjunto: produção no estúdio, processamento do áudio, transporte do sinal, transmissão pela antena e recepção pelo aparelho.

Geral: Transporte sobre trilhos evita mais de 200 milhões de viagens de carro em São Paulo no primeiro semestre

 


Radiografia da Notícia

* Com mais de 10 milhões de veículos registrados e congestionamentos que chegam a superar mil quilômetros; episódios de chuva intensa pressionam a circulação pelas ruas. Ao mesmo tempo, a demanda pelo transporte sobre trilhos também recua nesses períodos

Redação/Hourpress

Se todos os clientes transportados pelas linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda, operadas pela Plataforma de Trilhos da Motiva, precisassem fazer seus deslocamentos de carro, São Paulo teria que acomodar mais de 200 milhões de viagens adicionais nas ruas. O cálculo considera os 307,6 milhões de clientes transportados pelas quatro linhas no primeiro semestre de 2026 e uma média de 1,5 passageiro por automóvel.

 

Na prática, isso significa uma média de aproximadamente 1,59 milhão de viagens de carro por dia útil que seriam necessárias para transportar o mesmo volume de clientes. O número ajuda a dimensionar o papel do transporte sobre trilhos em uma cidade que já conta com uma frota superior a 10 milhões de veículos e enfrenta, diariamente, o desafio de distribuir milhões de deslocamentos por uma malha viária sobrecarregada.

 

A relação fica ainda mais clara em dias de chuva intensa. Nessas situações, a combinação entre maior volume de veículos, redução de velocidade e pontos de alagamento pode ampliar rapidamente os congestionamentos. Em diferentes episódios registrados em 2026, a cidade chegou a superar a marca de mil quilômetros de lentidão.

 

Em 23 de junho, por exemplo, foram registrados 1.254 quilômetros de congestionamento às 18h, durante um período de chuva intensa. Em 12 de março, a lentidão chegou a 1.059 quilômetros por volta das 8h. Já em setembro, foram registrados 802 quilômetros na manhã do dia 9 e 531 quilômetros por volta das 11h30 do dia 10, também em dias marcados por chuva e atenção para alagamentos.

 

Migração em dias de chuva pode estar ligada ao congestionamento


Dados levantados pelas linhas 4-Amarela e 5-Lilás mostram uma mudança de comportamento nos clientes que pode estar intimamente ligado ao aumento nos congestionamentos na cidade quando a chuva aparece. Foram comparadas datas em que a Capital sofreu com tempestades e o mesmo dia da semana em que o tempo ficou estável.

 

Na Linha 5-Lilás, por exemplo, em 12 de março, uma quinta-feira, foram registrados 616 mil embarques, cerca de 18 mil a menos que a média das demais do mês. Em outro episódio, em 23 de junho, o ramal transportou 592,3 mil clientes, cerca de 17 mil abaixo da referência das outras terças-feiras do período.

 

Já na Linha 4-Amarela, também em 12 de março, 729,9 mil embarques, aproximadamente 17 mil abaixo da média das demais quintas-feiras. No episódio de 23 de junho, mais uma redução: 697 mil clientes transportados, 6 mil a menos do que nas outras terças-feiras.

Mas as chuvas deste mês foram as que mais fizeram os clientes migrar do transporte sobre trilhos para outra modalidade. Os dias 9 e 10 de setembro foram marcados como chuvosos durante todo o dia.


Embarques

 

Em 9 de setembro, a Linha 5-Lilás registrou 605,2 mil embarques, cerca de 21 mil a menos que os 626,6 mil registrados na quarta-feira anterior. Na Linha 4-Amarela, foram 709 mil embarques, aproximadamente 59 mil abaixo dos 768 mil registrados na semana anterior.

 

No dia seguinte, 10 de setembro, a Linha 5-Lilás teve 596,4 mil embarques, cerca de 36 mil a menos que os 632,7 mil registrados em 3 de setembro. Na Linha 4-Amarela, foram 695,4 mil embarques, ante 754 mil na quinta-feira anterior, uma diferença de aproximadamente 59 mil embarques.

 

“Em uma cidade como São Paulo, a escolha pelo transporte sobre trilhos ganha ainda mais importância nos dias de chuva. Além de ser uma alternativa que pode representar uma economia em relação ao deslocamento de carro, o sistema oferece maior resistência aos impactos que os temporais provocam nas ruas. Enquanto um carro pode ficar preso em congestionamentos ou ser afetado por alagamentos, trens e metrôs circulam por uma infraestrutura segregada, permitindo que grandes volumes de clientes continuem se deslocando”, comentou Fabio Silva, gerente-executivo de atendimento e operações das linhas 4-Amarela e 5-Lilás.

Geral: Psiquiatra diz que proibição das bets é marco para a saúde pública

    Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

* Ele afirma que medida chega tardiamente, após rápida expansão das apostas on-line, e defende que país mantenha políticas de prevenção e assistência aos milhões de brasileiros já afetados pelo jogo problemático

Redação/Hourpress

O médico psiquiatra Ronaldo Laranjeira, PhD em Psiquiatria pela Universidade de Londres e presidente da SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), avaliou a proibição das bets no Brasil como uma decisão de grande relevância para a saúde pública. Para o especialista, a medida ocorre depois de um período de forte expansão das apostas on-line e de crescente evidência sobre seus impactos na saúde mental, na vida financeira e nas relações familiares.


“A dimensão do problema já havia sido demonstrada pelo III LENAD (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas), estudo desenvolvido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O levantamento apontou que cerca de 10,9 milhões de brasileiros apresentavam algum padrão de jogo de risco e aproximadamente 1,4 milhão já havia desenvolvido transtorno do jogo. Adolescentes e pessoas de menor renda estavam entre os grupos mais vulneráveis.


As apostas on-line reuniram condições particularmente preocupantes: acesso permanente pelo celular, velocidade entre o impulso e a aposta, publicidade intensa e forte presença no esporte e nas redes sociais. Esse ambiente contribuiu para reduzir a percepção de risco de uma atividade capaz de produzir dependência. Os efeitos já vinham sendo observados nos serviços de saúde, com casos de endividamento, ansiedade, depressão, conflitos familiares e perda de controle sobre o jogo.

SUS

A proibição, no entanto, não elimina as consequências acumuladas nos últimos anos. Há uma população que já desenvolveu padrões problemáticos de jogo e continuará necessitando de diagnóstico, tratamento e acompanhamento. O SUS precisa estar preparado para essa demanda, com serviços especializados, profissionais capacitados e protocolos adequados para o transtorno do jogo e suas frequentes repercussões psiquiátricas e sociais.

Do ponto de vista da saúde pública, a mudança representa uma oportunidade para reduzir a exposição da população a um fator de risco que se disseminou rapidamente no país. O passo seguinte deve ser fortalecer políticas permanentes de prevenção, educação, pesquisa e assistência. A experiência das bets mostrou que atividades com potencial de dependência não podem ser analisadas apenas por sua dimensão econômica: seus custos humanos, familiares e sanitários também precisam fazer parte da equação”.


Geral: Apostadores serão avisados sobre prazo para devolução de saldos de bets

    IA

Radiografia da Notícia

* Notificação será enviada pela caixa postal do gov.br e por WhatsApp para orientar sobre procedimentos e prazos

Redação/Hourpress

O Governo Federal notificará, pela caixa postal do gov.br e por WhatsApp, cidadãos com CPF registrado em casas de apostas sobre os prazos e procedimentos para a devolução de valores depositados nas plataformas.

A medida busca garantir que os usuários tenham acesso direto às informações necessárias para solicitar e acompanhar a restituição dos recursos.

A iniciativa faz parte das providências previstas na Medida Provisória editada nesta sexta-feira (25/9), que determina o encerramento da exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país.

DEVOLUÇÃO - Pela MP, os saldos deverão ser devolvidos em dinheiro aos apostadores, diretamente pelas casas de apostas até 5 de outubro ou, nos casos previstos, por intermédio das instituições financeiras até 14 de outubro.

As mensagens serão encaminhadas aos usuários identificados nas bases das operadoras, respeitadas as hipóteses de bloqueio por autoexclusão ou outras restrições regulatórias.