Os dois estavam no último ano de curso
Astrogildo Magno
Quando Flávio conheceu Marina foi
explosão de amor à primeira vista. Ambos estudavam engenharia na USP
(Universidade de São Paulo). A troca de olhar no restaurante dos alunos teve intenso
efeito amoroso. Os dois estavam no último ano de curso. Uniram a formatura com
o casamento na fazenda do tio de um colega de turma na cidade paulista de
Itapira.
Nos primeiros 15 anos tudo fluiu
em mar de rosas. Porém, as inúmeras viagens de Flávio para acompanhar obras em
diversas regiões do Brasil contribuíram para começar a se apagar a chama do
amor que um dia os uniu. Lutaram, mas não conseguiram impedir a bomba atômica
da separação. Fizeram inúmeros cursos de casais, assistiram palestras de
especialistas em ressuscitar matrimônios. Tudo sem resultado.
Viagem
Num mês de abril de 2007, Flávio
e Marina se encontraram diante da juíza que iria sacramentar o divórcio. Na
cabeça de ambos, vieram as imagens da época em que eram felizes, quando
prometeram ficar juntos até o dia da viagem final. Mas o destino não havia
combinado nada com eles.
Olhou pela última vez para o rosto da mulher
que amou intensamente e tentou conter a
lágrima saltando dos olhos. Marina repetiu o mesmo jeito. Ali, diante da
juíza, perceberam que chegava ao fim a parceria que um dia foi companheira
inseparável deles. Lembraram do versículo bíblico de Provérbios 16/9: “o homem
faz planos, mas quem dirige a sua vida é Deus”.....
Astrogildo Magno é cronista

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