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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Crônica: a dor da separação

Os dois estavam no último ano de curso

Astrogildo Magno

Quando Flávio conheceu Marina foi explosão de amor à primeira vista. Ambos estudavam engenharia na USP (Universidade de São Paulo). A troca de olhar no restaurante dos alunos teve intenso efeito amoroso. Os dois estavam no último ano de curso. Uniram a formatura com o casamento na fazenda do tio de um colega de turma na cidade paulista de Itapira.

Nos primeiros 15 anos tudo fluiu em mar de rosas. Porém, as inúmeras viagens de Flávio para acompanhar obras em diversas regiões do Brasil contribuíram para começar a se apagar a chama do amor que um dia os uniu. Lutaram, mas não conseguiram impedir a bomba atômica da separação. Fizeram inúmeros cursos de casais, assistiram palestras de especialistas em ressuscitar matrimônios. Tudo sem resultado.

Viagem

Num mês de abril de 2007, Flávio e Marina se encontraram diante da juíza que iria sacramentar o divórcio. Na cabeça de ambos, vieram as imagens da época em que eram felizes, quando prometeram ficar juntos até o dia da viagem final. Mas o destino não havia combinado nada com eles.

 Olhou pela última vez para o rosto da mulher que amou intensamente e tentou conter a  lágrima saltando dos olhos. Marina repetiu o mesmo jeito. Ali, diante da juíza, perceberam que chegava ao fim a parceria que um dia foi companheira inseparável deles. Lembraram do versículo bíblico de Provérbios 16/9: “o homem faz planos, mas quem dirige a sua vida é Deus”.....

Astrogildo Magno é cronista

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