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Crônica: O voo da felicidade

Na Europa passearam por diversos dias Astrogildo Magno Franz trabalhava há 20 anos na maior empresa de aviação da Alemanha. Começou em r...

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Crônica: O voo da felicidade

Na Europa passearam por diversos dias

Astrogildo Magno

Franz trabalhava há 20 anos na maior empresa de aviação da Alemanha. Começou em rotas domésticas e algum tempo depois entrou nas cobiçadas rotas internacionais. Conheceu diversos países de vários continentes. Com 40 anos ainda não havia conhecido o doce sabor do casamento. Às vezes flertava com as colegas de trabalho, lindas comissárias de bordo, a maioria loiras e de olhos azuis.

Em duas décadas de trabalho, já sabia o comportamento das mulheres dos inúmeros países em que os aviões 747 pousavam. A lista era imensa: Roma, Paris, Londres, Madrid, Zurique, Oslo, Istambul, Moscou, Tóquio, Pequim, Jerusalém, Cairo, Nova York, Los Angeles, México, Montreal e claro Rio de Janeiro e São Paulo. Geralmente, a tripulação se hospeda no local de aterrisagem do voo.

Negra

Final de 2018, fez a rota Frankfurt/Rio de Janeiro. Na folga resolveu passear numa praia deserta da cidade, a pedido do porteiro do hotel em que os seus colegas iriam descansar. De repente encontrou uma mulher alta, negra, de pele clara, cabelos encaracolados, pernas torneadas, seios fartos e exalando sensualidade. Ambos se olharam e a química entrou em ação.

A chamou para perto de si. Anotou o seu telefone e engatou um jantar naquela noite. Depois se amaram na suíte do hotel onde estava hospedado. Franz ligou para o seu chefe. Comprou passagem para Lídia. Na Europa passearam por diversos dias. Pediu licença no trabalho e retornou com ela ao Rio de Janeiro. Conheceu a sua família e percebeu que a mulher de sua vida estava diante dos seus olhos. Helmut deixou de voar em aviões para navegar para sempre nos braços de sua amada.....

Astrogildo Magno é cronista

 

 

 

 

Geral: De olho na geração 60+: estimulação cognitiva ganha espaço e movimenta novo mercado

 


Radiografia da Notícia

Estudo da USP comprova benefícios da prática e reforça a expansão de um mercado voltado à saúde cerebral

Redação/Hourpress

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O envelhecimento da população brasileira tem ampliado o interesse por iniciativas voltadas à saúde física e mental. Segundo dados do Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil possui mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, grupo que representa cerca de 15,6% dos habitantes. As projeções do instituto indicam que essa transformação continuará nas próximas décadas, já que até 2070, aproximadamente 37,8% dos brasileiros estarão nessa faixa etária.

 

Nesse cenário, cresce a busca por estratégias que contribuam para a manutenção da autonomia, da memória, da capacidade de raciocínio e da qualidade de vida. O movimento também tem impulsionado empresas especializadas no público 60+. Um dos exemplos é o Supera, rede de estimulação cognitiva com mais de 250 unidades no país e cerca de 280 mil alunos atendidos ao longo de duas décadas de história. Atualmente, os idosos representam aproximadamente 79,5% da base de matriculados da marca, refletindo a demanda crescente por atividades voltadas ao envelhecimento ativo.

 

Para Bárbara Perpétuo, vice-presidente do Supera, a mudança demográfica vem acompanhada de uma transformação na forma como as pessoas encaram os cuidados com o cérebro. "Assim como a atividade física e a alimentação equilibrada passaram a fazer parte da rotina de quem busca mais qualidade de vida, a saúde cerebral também ganhou protagonismo. Hoje existe uma compreensão cada vez maior de que o cérebro precisa ser estimulado continuamente. As pessoas querem viver mais, mas principalmente viver melhor, preservando a autonomia, a capacidade de aprendizagem e o bem-estar mental ao longo dos anos", afirmou.


Base

 

A executiva destaca que esse interesse crescente também tem contribuído para a expansão do setor. Para os próximos anos, o Supera projeta ampliar sua presença nacional, com a abertura de ao menos, mais 150 novas unidades até 2028, com foco na consolidação em capitais e cidades de médio porte. Para este ano, a projeção é de 35% de crescimento ante os R$ 187 milhões de faturamento que a marca alcançou em 2025. A rede aposta na combinação entre base científica, padronização pedagógica e modelo de franquias estruturado para sustentar o crescimento. Em um país que envelhece rapidamente e amplia o debate sobre saúde cerebral e desenvolvimento humano, a franquia busca ocupar espaço no franchising educacional com uma proposta alinhada à prevenção e à aprendizagem ao longo da vida.

 

"Nossa estratégia passa tanto pela expansão da rede quanto pelo fortalecimento da nossa autoridade científica. Queremos ampliar a presença do Supera em diferentes regiões do país, consolidar novas parcerias de pesquisa e, futuramente, avançar também para mercados internacionais. Acreditamos que a estimulação cognitiva será cada vez mais relevante em uma sociedade que envelhece e busca qualidade de vida em todas as fases da vida", acrescenta Bárbara Perpétuo.

 

Pesquisa da USP comprova benefícios

 

A crescente atenção dedicada à saúde cerebral também encontra respaldo na ciência. Uma das evidências mais recentes sobre os benefícios dessa prática veio de um estudo conduzido por pesquisadores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em parceria com outras áreas da USP e com o Supera. O ensaio clínico randomizado e controlado acompanhou 207 idosos saudáveis durante 18 meses e avaliou os efeitos da metodologia aplicada pela rede que está presente em todo o país.

 

Os resultados apontaram ganho de 45% na memória após 12 meses, melhora de 11% nas funções executivas e avanço de aproximadamente 10% na cognição geral ao final do período. A pesquisa também identificou redução de 29% nos sintomas depressivos e aumento de 7% na qualidade de vida. A metodologia reúne atividades como exercícios cognitivos, jogos, dinâmicas em grupo, neuróbicas, uso do ábaco e recursos digitais, com base em conceitos amplamente estudados pela neurociência, como neuroplasticidade e reserva cognitiva. A proposta é estimular diferentes áreas do cérebro por meio de desafios constantes e experiências de aprendizagem. Publicada na revista científica internacional International Psychogeriatrics, a pesquisa reforça o potencial da estimulação cognitiva como estratégia não farmacológica para promover a manutenção das capacidades mentais ao longo do envelhecimento.

 

O que é o Supera?

O Supera é uma empresa educacional de estimulação cognitiva brasileira, sediada em São José dos Campos e com mais de 250 unidades em todo território nacional. Fundada há 20 anos, possui metodologia pioneira, validada por estudo científico conduzido por pesquisadores da USP, responsável por desenvolver habilidades cognitivas e socioemocionais fundamentais para a vida diária de crianças, adolescentes, adultos e idosos. O método oferece atividades variadas, que envolvem novidades e desafios, adequadas às diferentes faixas etárias.

Geral: São Paulo e Santa Catarina sofrem 52% do impacto do tarifaço dos EUA

    Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

Empresas sediadas nestes estados são as mais afetadas, diz ApexBrasil

Agência Brasil

Os estados de São Paulo e Santa Catarina concentram 52% do impacto do mais recente tarifaço anunciado pelos Estados Unidos (EUA) contra o Brasil. Dos US$ 7,4 bilhões em vendas afetadas pelas tarifas de 25%, US$ 3 bilhões têm origem em São Paulo.

O estado economicamente mais forte do país concentra, sozinho, 41,6% do total do valor das exportações afetadas. Isso representa 20% de exportações paulistas aos EUA. Considerando o total das exportações afetadas, Santa Catarina tem uma situação mais crítica, com 68% das exportações aos EUA afetadas.

Os dados são da ApexBrasil, a Agência Brasileira para Promoção de Exportações e Investimentos, ligada ao Ministério de Desenvolvimento, Comércio e Indústria (MDCI). A agência anunciou um plano de R$ 130 milhões para auxiliar essas empresas a diversificarem seus mercados.

Ruim

O setor madeireiro do Paraná também deve ser muito afetado. Isso porque 30% das importações de madeira dos EUA vem do Brasil. Desse total, 66,7% tem origem no Paraná.

“Isso é ruim para as empresas do Paraná que trabalham com esse setor. Isso é ruim para quem importa madeira nos (EUA). Isso é ruim para a construção civil de lá, para quem vai comprar casa. Ou seja, isso tem impacto na inflação americana”, comentou o presidente o presidente da ApexBrasil Laudemir Müller.

Ontem, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou uma tarifa adicional de 25% em parte dos produtos brasileiros alegando supostas práticas "desleais" no comércio por parte do Brasil.

O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação. As novas tarifas passam a valer a partir do dia 22 de julho e deve afetar 19,2% do total exportado ao país norte-americano.  

Granito

Além da madeira, os EUA também é um grande importador de granito do Brasil, produto que entrou no tarifaço. Dados da ApexBrasil apontam que 36% do granito importado pelos EUA veem do Brasil. O material é usado na construção civil.

“Não há como, de uma hora para outra, o americano, que tem 30% do seu suprimento de madeira do Brasil para construção, buscar em outro local. Não tem como buscar granito em outro local com essa dependência de 36%”, comentou o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.

Geral: Acidentes de motocicleta causam cerca de 70% das lesões traumáticas

    FreePik


Radiografia da Notícia

Problema causa perda de movimentos e de sensibilidade do membro superior, com risco de sequelas definitivas; no mês em que se celebra o Dia do Motociclista, Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão explica questão e reforça prevenção

Redação/Hourpress

 

O número expressivo de acidentes de motocicleta no país continua preocupando autoridades e especialistas. Em 2025, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 72.529 sinistros de trânsito nas rodovias federais brasileiras, que resultaram em 6.043 mortes e 83.550 feridos. Embora tenha havido uma leve redução no total de acidentes e óbitos em relação ao ano anterior, os motociclistas seguem entre as principais vítimas do trânsito. Dados da PRF mostram que, entre 2023 e 2024, as mortes de ocupantes de motocicletas cresceram 14,2%, e, apenas no primeiro semestre de 2025, esse indicador voltou a apresentar aumento, ainda que discreto, reforçando a necessidade de ações permanentes de prevenção e conscientização.

 

Neste mês, a data de 27 de julho celebra o Dia Nacional dos Motociclistas, conforme a Lei 15.006/2024. A ocasião tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os riscos enfrentados por motociclistas e reduzir o número de acidentes no trânsito. Uma das lesões mais complexas e considerada pouco conhecida pelo público em geral é a do plexo braquial, com cerca de 70% dos casos estão relacionados a esse tipo de ocorrência. A estrutura nervosa é localizada na região cervical e torácica, responsável pela movimentação e sensibilidade dos braços e mãos. Esse tipo de trauma ocorre, na maioria das vezes, em colisões de alta energia e pode gerar sequelas graves e permanentes, comprometendo diretamente a qualidade de vida e a capacidade laboral das vítimas.

 

“As lesões do plexo braquial são de alta complexidade e exigem centros especializados para garantir o melhor resultado possível aos pacientes”, explicou o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Luiz Sobania.


Paciente

 

O tratamento, na maioria das vezes, inclui cirurgias reconstrutivas com enxertos ou transferências nervosas, além de fisioterapia intensiva e acompanhamento multidisciplinar. A reabilitação pode levar meses ou até anos, exigindo grande dedicação do paciente. O tempo de resposta também é decisivo. “Quando diagnosticada e tratada de forma precoce, a lesão do plexo braquial apresenta melhores chances de recuperação, o que impacta diretamente na qualidade de vida do paciente”, salientou.

 

Além do impacto clínico, há forte repercussão social e econômica. A maioria das vítimas são adultos jovens, em idade produtiva, que após o trauma ficam afastados do trabalho, enfrentam limitações permanentes e demandam suporte prolongado da saúde pública e da previdência social.

 

“O tratamento da lesão do plexo braquial é uma jornada que exige tempo, persistência e uma equipe preparada para acompanhar cada fase da recuperação. O objetivo final vai além do movimento: é ajudar o paciente a recuperar independência e qualidade de vida. Mas a prevenção continua sendo o caminho mais importante, especialmente com a adoção de medidas de segurança no trânsito que podem evitar traumas graves e suas consequências”, concluiu.

Geral: Do suave ao superpicante: conheça nove tipos de pimenta e saiba como utilizá-las na cozinha

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Nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, compartilha dicas para acertar na escolha do ingrediente e transformar qualquer prato

Redação/Hourpress

 

Das mais suaves às mais intensas, as pimentas são ingredientes versáteis que adicionam cor, sabor marcante e personalidade aos mais diversos pratos. Para quem cozinha, aproveitar o potencial desse tempero é essencial. A escolha da pimenta e adaptação a cada receita pode realçar ou comprometer o resultado. Pensando nisso, Cláudia Mulero, nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, explica as principais diferenças entre os tipos de pimenta e como incorporá-las em diferentes preparações.
 

“As mais consumidas pelos brasileiros, são a dedo-de-moça, biquinho, malagueta, caiena e a pimenta-do-reino, presentes na culinária típica de diferentes regiões. Embora associada apenas ao sabor picante, a pimenta é um poderoso antioxidante e quando utilizada na medida certa, pode transformar qualquer prato, realçando seus sabores e aromas. Uma boa dica para acertar na escolha, é consultar antes o nível de ardência na escala Scoville, já que ela indica a concentração de capsaicina, o composto químico responsável pela sensação de queimação e utiliza como unidade de medida o SHU (Scoville Heat Units). Quanto maior o número de SHU, mais picante é a pimenta”, explica Cláudia.
 

Pimenta Dedo-de-Moça
 

Uma das variedades mais populares na culinária brasileira, a pimenta dedo-de-moça tem um formato alongado, coloração vermelha, quando madura, ardência moderada e sabor levemente frutado. É perfeita para quem prefere um sabor picante, mas sem exageros. O ingrediente se adapta bem em molhos e geleias de pimenta, carnes, aves e peixes, caldos e ensopados, vinagrete e farofa.
 

Pimenta biquinho

Conhecida pelo sabor suave e levemente adocicado, a pimenta biquinho tem baixíssima ardência, sendo ideal para quem busca apreciar o aroma e o sabor do fruto, sem o toque intenso de picância. Pode ser usada em entradas e acompanhamentos, como conservas, saladas, petiscos e tábuas de frios, molhos suaves e decoração de pratos.
 

Jalapeño

Muito tradicional na culinária mexicana, a pimenta Jalapeño possui ardência média e sabor marcante. Quando colhida ainda verde, apresenta notas mais frescas e herbáceas, já madura, adquire a coloração vermelha e um sabor mais adocicado. É ideal para molhos mexicanos, nachos, tacos, burritos, conservas, hambúrgueres, recheada com queijo ou carne, e quando defumada e seca, dá origem ao famoso chipotle, proporcionando um sabor amadeirado, levemente adocicado e calor moderado.
 

Habanero

Reconhecida pelo cheiro intenso e alta ardência, a pimenta Habanero adiciona profundidade às receitas quando usadas com moderação. Com um formato pequeno e arredondado, pode ser encontrada nas cores vermelha, laranja, amarela e chocolate. Se adapta bem em molhos, marinadas para carne e frutos do mar, conservas, pratos da culinária mexicana e caribenha, além de preparações agridoces.
 

Malagueta

Bastante picante, a pimenta malagueta é uma das mais tradicionais da culinária brasileira. É uma excelente opção para o preparo de moquecas e pratos à base de peixe, conservas, molhos, carnes e petiscos e a tradicional feijoada. A pimenta apresenta sabor intenso, sem perder as características aromáticas e pode ser verde quando ainda está imatura e vermelha após o amadurecimento.
 

Pimenta-de- cheiro

Muito presente na gastronomia do Norte e Nordeste do Brasil, a pimenta-de-cheiro é conhecida pelo aroma marcante, conferindo perfume ao prato, sem necessariamente acrescentar muita picância. Reconhecidas por serem pequenas e arredondadas, essas pimentas se adaptam bem a caldos e ensopados, peixes e frutos do mar, pratos regionais amazônicos, como o tacacá, molhos e conservas, refogados e preparações com legumes.
 

Pimenta Caiena

Conhecida pela ardência acentuada, a pimenta Caiena possui um sabor intenso e levemente terroso. Embora também exista na versão in natura, geralmente é encontrada em pó, sendo amplamente utilizada em diferentes culinárias do mundo. O ingrediente pode ser usado em marinadas para carnes, aves e peixes, sopas e caldos, mistura de especiarias e legumes assados e refogados. O ideal é sempre utilizá-la em pequenas quantidades para equilibrar a picância com o sabor dos pratos.
 

Ghost Pepper

Também conhecida como Bhut Jolokia, a Ghost Pepper é uma das pimentas mais picantes do mundo. Originária da Índia, apresenta frutos alongados, casca enrugada e coloração vermelha, embora também pode ser encontrada nas variedades laranja e chocolate. O fruto combina notas frutadas e um leve toque defumado, acompanhados de uma picância intensa, sendo perfeita para molhos de pimenta de alta intensidade, conservas artesanais, marinadas para carne e produção de temperos em pó. O recomendado é sempre utilizar com moderação, devido ao elevado grau de ardência.
 

Carolina Reaper

Extremamente picante, a pimenta Carolina Reaper foi desenvolvida nos Estados Unidos e se destaca pela ardência extrema. Com um sabor frutado no início, antes da intensa sensação de picância, a pimenta se adapta bem a molhos, temperos artesanais e produtos voltados para apreciadores de pimentas superpicantes. Devido ao alto teor de capsaicina, deve ser utilizada em quantidades mínimas e manuseada com cuidado, preferencialmente com luvas, evitando o contato com os olhos, a pele sensível e as mucosas, pois pode causar irritação intensa.
 

Geral: Tumores de cabeça e pescoço são diagnosticados em estágio avançado

 

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*Quase 80% dos tumores de cabeça e pescoço analisados no Brasil são diagnosticados em estágio avançado

Redação/Hourpress 

 

O Julho Verde, mês de conscientização sobre os tumores de cabeça e pescoço, chama atenção para um dos principais desafios no cuidado desses pacientes: o diagnóstico em fases avançadas, quando o tratamento tende a ser mais complexo e pode envolver diferentes especialidades.

 

Um estudo conduzido pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), publicado na The Lancet Regional Health Americas1, analisou mais de 145 mil casos de tumores de cabeça e pescoço no Brasil e mostrou que 78,2% foram diagnosticados em estágios III ou IV.

 

De acordo com o oncologista Dr. Cheng Tzu, coordenador da área de tumores de cabeça e pescoço do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a identificação precoce pode elevar as chances de cura para até 80% a 90%, dependendo de cada caso, além de permitir tratamentos menos agressivos e mais personalizados.


Nódulos

 

Entre os sinais de alerta estão rouquidão ou alteração na voz por mais de duas semanas, dor ou engasgos persistentes ao engolir, dificuldade para respirar sem causa aparente, perda de peso não intencional e crescimento rápido de nódulos ou massas na região da cabeça e do pescoço.

 

O especialista também destaca a mudança no perfil de parte dos casos, especialmente em pessoas mais jovens, com a infecção pelo HPV associada a tumores de orofaringe. Tabagismo e consumo excessivo de álcool seguem entre os principais fatores de risco, sobretudo quando combinados.

 

Em casos avançados, o tratamento pode impactar funções como fala, respiração, deglutição e alimentação, o que reforça a necessidade de uma abordagem integrada. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz atua em oncologia de alta complexidade, com estrutura voltada ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento multidisciplinar desses pacientes.

 

O Dr. Cheng Tzu está disponível para entrevistas sobre sinais de alerta, diagnóstico precoce, fatores de risco, relação entre HPV e tumores de orofaringe, tratamento multidisciplinar e desafios dos casos de alta complexidade.

 

Geral: Instituto Butantan reúne sete pesquisadores entre os cientistas de maior impacto científico do mundo

  


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* Levantamento da Research.com reconhece pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento com base no impacto de suas publicações científicas
 

Redação/Hourpress

Em clima de Copa do Mundo, o Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo, apresenta seus "bicampeões".
 

Pelo segundo ano consecutivo, pesquisadores da instituição figuram entre os cientistas de maior impacto científico do mundo no ranking Best Scientists by Discipline 2026, da Research.com. O levantamento considera indicadores como índice H, número de publicações e citações na literatura científica internacional.
 

O reconhecimento contempla o diretor e o vice-diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás e Rui Curi, respectivamente, e outros três pesquisadores da instituição: Ana Maria Moura-da-Silva, Sergio Verjovski Almeida, e Vanderson Rocha. Além de dois pesquisadores aposentados, Darci Moraes Barros-Battesti e Antonio Carlos Martins Camargo.
 

No recorte nacional do ranking, Rui Curi ocupa a 3ª posição em Biologia e Bioquímica; Ana Maria Moura-da-Silva, a 5ª em Biologia Molecular; Sergio Verjovski Almeida, a 8ª na mesma área; Esper Kallás, a 13ª em Imunologia; Vanderson Rocha, a 17ª em Medicina; Darci Moraes Barros-Battesti, a 50ª em Ciência Animal e Veterinária; e Antonio Carlos Martins Camargo, a 109ª em Biologia e Bioquímica.
 

Conheça os pesquisadores
A seleção do Instituto Butantan reúne cientistas que atuam em diferentes áreas do conhecimento, com estudos voltados à imunologia, doenças infecciosas, microbiologia, biologia molecular, bioquímica, toxinologia, genômica e parasitologia.
 

Esper Kallás desenvolve pesquisas nas áreas de HIV, vacinas, imunologia e doenças infecciosas. Rui Curi atua nas áreas de metabolismo celular, imunologia e inflamação.
 

Ana Maria Moura da Silva estuda toxinas de venenos de serpentes, com foco nos mecanismos de ação dos envenenamentos e na avaliação da eficácia de antivenenos. Sergio Verjovski Almeida investiga a regulação da expressão gênica em Schistosoma mansoni (parasita causador da esquistossomose) e os mecanismos de ação de RNAs não-codificadores de proteínas em células humanas.
 

Vanderson Rocha tem a área da hematologia, oncologia e genética como foco principal de pesquisa, com o desenvolvimento de terapia com células CAR-T para cânceres no sangue, como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo, no Brasil.
 

Darci Moraes Barros-Battesti, pesquisadora aposentada do Instituto Butantan, atua na área de Parasitologia, com ênfase na taxonomia e biologia de carrapatos e outros ácaros ectoparasitos de animais silvestres.
 

Antonio Carlos Martins Camargo, pesquisador aposentado do Instituto Butantan, desenvolveu estudos sobre peptídeos potencializadores de bradicinina (molécula relacionada ao controle da pressão arterial) presentes no veneno da Bothrops jararaca.
 

Como funciona o ranking
Elaborado anualmente pela Research.com, o ranking Best Scientists by Discipline contempla pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento com base no impacto de sua produção científica. A classificação considera o índice H, indicador que mede a produtividade e a influência acadêmica de um pesquisador a partir de suas publicações e citações, além do número de trabalhos publicados e das citações recebidas.