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Crônica: O olhar seduz e engana a razão

  Levava a namorada aos shoppings e não economizava Astrogildo Magno Paolo se apaixonou pelo Brasil, logo quando chegou ao Rio de Jane...

domingo, 27 de setembro de 2026

Crônica: O olhar seduz e engana a razão


 Levava a namorada aos shoppings e não economizava

Astrogildo Magno

Paolo se apaixonou pelo Brasil, logo quando chegou ao Rio de Janeiro para ser representante de uma multinacional italiana. Depois de 25 anos no país, resolveu fixar moradia em Cabo Frio. Aos 68 anos gostava de namorar jovens. Conheceu Débora, menina faceira, fogosa no auge dos seus 22 anos e bem sexy. Quando Paolo a viu, foi amor à primeira vista.

A mãe de Débora ao saber que o namorado da filha era executivo aposentado, com alto salário e residência em diversos lugares do mundo, começou a incentivá-la para engravidar. Após garantir a pensão do filho, terminava o relacionamento. Escolado pela vida, Paolo  só fazia sexo oral com Débora, jamais penetrava em seu corpo, muito lindo.

Perfumes

Levava a namorada aos shoppings e não economizava. Ela saia sempre com diversas sacolas, repletas de roupas, calçados, perfumes e produtos eletrônicos. Não olhava para o preço. O cartão de Paolo cobria os seus caprichos. Na mente de Débora, o ideal era garantir o futuro, regado de bastante luxo e dinheiro na conta. Inventava desculpa para o namorado fazer pix para resolver questões urgentes.

Logo percebeu que ficar grávida de Paolo não seria fácil. Quando exigia que ele estivesse dentro dela, o namorado recusava. Sentia prazer de colocar a sua língua na vagina da amada. Com o passar do tempo, após 4 anos de namoro, o projeto de ser mãe de um filho de Paolo tornava-se impossível. Paolo logo percebeu que o amor de Débora não era por ele, mas pelo luxo que ele proporcionava a ela.....

Astrogildo Magno é cronista

Geral: Falamos 30% menos. O que isso está fazendo com as lideranças?

   IA

Radiografia da Notícia

* Entre os jovens com menos de 25 anos, a queda foi 44% maior do que entre os adultos mais velhos

Redação/Hourpress

Estudo recente publicado na Perspectives on Psychological Science mostrou que uma pessoa comum fala hoje 12.792 palavras por dia. Em 2007 eram 15.959. Ou seja, pessoas falam hoje cerca de 30% menos do que falavam há duas décadas. A queda está associada à expansão da chamada economia da conveniência, que substituiu inúmeras interações presenciais por aplicativos, autoatendimento e comunicação digital.
 

A pesquisa, conduzida por Valeria Pfeifer, da Universidade do Missouri-Kansas City, e Matthias Mehl, da Universidade do Arizona, reuniu dados de 22 estudos entre 2005 e 2019, com quase 2.200 participantes. Entre os jovens com menos de 25 anos, a queda foi 44% maior do que entre os adultos mais velhos. Embora o dado pareça um fenômeno social amplo, seus impactos podem estar chegando de forma cada vez mais evidente ao ambiente corporativo. Para Juliana Algodoal, fonoaudióloga especialista em comunicação corporativa e linguagem no trabalho, o problema não está apenas na redução das palavras, mas na diminuição dos espaços de conversa que sustentam confiança, escuta, colaboração e pertencimento dentro das organizações.
 

"Estamos observando uma redução das relações de fala. Quando isso acontece, as conexões sofrem impacto. E uma liderança sem conexão perde capacidade de gerar empatia, alinhamento e coesão dentro das equipes", afirma Juliana. Ainda segundo a especialista, a queda das conversas dentro das empresas favorece o aumento das dificuldades de coesão dentro de uma equipe. “Some a leitura de sinais não verbais como hesitação, alegria ou desconforto durante o trabalho. Isso mexe direto na conexão do time e pode até afetar a saúde mental de quem para de ser ouvido”, destacou.


Líder
 

O tema ganha relevância em um momento em que muitas empresas discutem produtividade, trabalho híbrido, engajamento e saúde mental. Para Juliana, existe um risco ainda maior de as organizações confundirem informação com comunicação. “Um estudo do Instituto Reciclar apontou a comunicação como o maior problema dentro das empresas hoje, citado por 83% dos entrevistados. O papel da liderança nesse cenário é direto. O líder tem que ter escuta e fala eficiente para ser considerado um bom líder e sem interações entre o time isso fica ainda mais difícil”, disse.
 

Por isso, um ponto de atenção, de acordo com Juliana, é o desaparecimento das chamadas microconversas, aquelas trocas rápidas de corredor, café ou intervalo que historicamente ajudaram a construir vínculos de confiança entre colegas de trabalho e seus líderes. "Quando as pessoas deixam de viver essas pequenas interações, perdem repertório social, vocabulário e capacidade de lidar com diferentes perfis. O impacto aparece depois na colaboração, no pertencimento e na qualidade das relações de trabalho", disse. Nesse sentido, na avaliação da especialista, a próxima competência crítica das lideranças não será apenas comunicar melhor, mas recriar ambientes onde as conversas possam voltar a acontecer.
 

"A liderança precisa reservar espaço para a escuta, para as trocas espontâneas e para as conversas que não surgem apenas quando há uma demanda urgente. Comunicação não é apenas transmitir informação. É construir conexão", explicou Juliana.


Ato
 

Para a especialista, o desafio é ainda mais relevante porque a redução das conversas não acontece apenas dentro das empresas. Ela reflete uma transformação mais ampla da sociedade, impulsionada pela tecnologia e pela busca constante por eficiência. "As relações de confiança acontecem no ato de falar e ouvir. Quando as oportunidades de conversa diminuem, também diminuem as oportunidades de entender o outro, criar vínculos e desenvolver empatia", afirmou.
 

Na prática, Juliana acredita que as organizações precisarão voltar a valorizar momentos de interação que durante anos foram vistos como improdutivos. Conversas informais, trocas de corredor, encontros presenciais e espaços de escuta podem se tornar ativos estratégicos para fortalecer cultura, engajamento e colaboração. "Estamos economizando minutos de conversa, mas podemos estar perdendo algo muito mais valioso, que é a capacidade de construir relações. Comunicação não é apenas uma ferramenta de gestão. É o que sustenta confiança, alinhamento e pertencimento dentro dos times", concluiu.

 

Geral: Einstein Prepara aposta em imersão prática para ajudar candidatos a superarem concorrência no Enare

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Radiografia da Notícia

* As inscrições do curso preparatório para processos seletivos de Residência Médica têm início em outubro

Redação/Hourpress

Diante de um cenário de crescente concorrência por vagas de especialização médica no Brasil, o Exame Nacional de Residência (Enare) registrou 98 mil inscritos para pouco mais de 8 mil vagas. O gargalo reflete a assimetria na formação médica no país: entre 2018 e 2024, o número de estudantes de Medicina cresceu 71%, enquanto o total de residentes aumentou apenas 26%. 


Para responder às exigências desse mercado competitivo, o Ensino Einstein oferece o Einstein Prepara, curso voltado a estudantes de Medicina e médicos formados que buscam uma preparação estruturada para os processos seletivos de Residência Médica de Acesso Direto. Desenvolvido com a participação de médicos especialistas, o preparatório integra conteúdos acadêmicos, tecnologia e metodologia de ensino em uma jornada de aprendizagem personalizada.


A plataforma reúne mais de 10 mil questões comentadas, videoaulas, simulados, revisões programadas e ferramentas de análise de desempenho. Um dos diferenciais é o cronograma flexível, que permite organizar os estudos de acordo com as provas de interesse ou as especialidades vivenciadas durante o internato.


Para 2027, o Einstein Prepara apresenta quatro opções de curso, permitindo que o aluno escolha as experiências mais alinhadas a seus objetivos:

  • Extensivo R1 2027: ideal para quem busca uma preparação estruturada e estratégica para as provas de Residência Médica, com autonomia e direcionamento dos estudos de acordo com seus objetivos e sua evolução ao longo da jornada.
  • Extensivo R1 2027 com Mentoria: acrescenta à preparação um acompanhamento próximo, com orientações estratégicas, análise das bancas e um espaço para discutir escolhas, desafios e desenvolvimento profissional.
  • Extensivo R1 2027 com Prova Prática: complementa a preparação com uma experiência presencial no Centro de Simulação Realística Einstein, voltada ao desenvolvimento do raciocínio clínico, da tomada de decisão e de competências comportamentais em cenários clínicos simulados.
  • Extensivo R1 2027 Premium: Nesta modalidade, o aluno garante acesso ao conteúdo, às mentorias e ao treinamento prático.

A plataforma do Einstein Prepara ainda oferece simulados diagnósticos, revisões programadas, trilhas personalizadas de estudo e suporte contínuo, tanto via tutor virtual quanto por professores especialistas.

Durante a primeira semana de outubro serão abertas as inscrições para a nova turma do curso preparatório. Os interessados poderão se cadastrar na página.

Geral: Computação em nuvem: tecnologia permite armazenar dados e acessar serviços pela internet

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Radiografia da Notícia

* Entenda a diferença entre guardar informações no próprio dispositivo e utilizar servidores remotos

 Redação/Hourpress

Arquivos, fotos, documentos, mensagens e outros conteúdos digitais podem ser armazenados diretamente em computadores e celulares ou em servidores acessados pela internet. Quando dados e recursos de processamento são disponibilizados remotamente, por meio da internet, estamos falando de computação em nuvem.
 

Mas, afinal, o que isso significa?
 

Nuvem é uma forma de se referir a uma infraestrutura de servidores conectados à internet, geralmente instalados em grandes centros de processamento de dados. Essa estrutura permite armazenar informações, processar dados e disponibilizar aplicações e serviços que podem ser acessados de diferentes dispositivos.
 

Em vez de depender exclusivamente da capacidade de armazenamento e processamento do próprio equipamento, o usuário pode utilizar recursos disponibilizados por servidores remotos.
 

Como funciona?
 

Na prática, quando um arquivo é enviado para a nuvem, os dados são transmitidos pela internet até os servidores responsáveis por armazená-los. Quando o conteúdo é solicitado novamente, os dados são enviados de volta ao dispositivo para que possam ser acessados pelo usuário.
 

A computação em nuvem vai além do armazenamento. Servidores remotos também podem executar aplicações, processar informações, manter bancos de dados e disponibilizar diferentes serviços pela internet.
 

Armazenamento local ou na nuvem?
 

No armazenamento local, o arquivo fica guardado no próprio dispositivo, como computador, celular, HD, SSD ou pendrive. Nesse caso, o acesso depende daquele equipamento ou de uma cópia física do conteúdo.
 

No armazenamento em nuvem, os dados são mantidos em servidores remotos e podem ser acessados pela internet, conforme as condições e permissões do serviço. É o que ocorre, por exemplo, quando uma pessoa salva uma foto em um serviço de armazenamento em nuvem e depois consegue acessá-la em outro celular ou computador.
 

Infraestrutura para a nuvem
 

Apesar do nome, a nuvem não é um espaço virtual sem infraestrutura física. Por trás desses serviços estão os data centers, que reúnem servidores, equipamentos de armazenamento e redes de comunicação, além de sistemas de energia, refrigeração e segurança.
 

Essa infraestrutura permite armazenar grandes volumes de dados e disponibilizar capacidade de processamento de acordo com a demanda dos serviços.
 

Nuvem na prática
 

A computação em nuvem está presente em diversas atividades cotidianas, como o armazenamento e a sincronização de fotos e documentos, serviços de e-mail, reprodução de músicas e vídeos pela internet, aplicativos de mapas e diferentes sistemas e aplicações digitais.
 

A tecnologia também pode ser utilizada para cópias de segurança de fotos, contatos e documentos. Em caso de perda, dano ou furto de um celular, por exemplo, os arquivos que foram sincronizados com um serviço de nuvem podem continuar disponíveis para recuperação em outro dispositivo, conforme as condições de acesso do serviço.
 

Entenda as diferenças
 

Armazenamento local: o arquivo fica guardado em um computador, celular, HD, SSD ou outro dispositivo físico.
 

Armazenamento em nuvem: o arquivo é mantido em servidores remotos e pode ser acessado pela internet, conforme as condições e permissões do serviço.
 

Computação em nuvem: conceito mais amplo, que inclui armazenamento, processamento de dados, execução de aplicações, bancos de dados e outros recursos disponibilizados remotamente.

Geral: Sincofarma/SP promove palestra gratuita sobre logística reversa de medicamentos

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Radiografia da Notícia

* Evento online também orientará farmácias sobre responsabilidades, riscos e boas práticas; crescimento do uso de canetas injetáveis de GLP-1 amplia a atenção sobre o tema

Redação/Hourpress

O Sindicato de Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sincofarma/SP) alerta para um problema que cresce junto com a popularização das canetas emagrecedoras: o descarte incorreto desses dispositivos. Agulhas e outros materiais perfurocortantes utilizados nas canetas injetáveis de GLP-1 — medicamentos amplamente utilizados no tratamento da obesidade e do diabetes — não devem ser jogados no lixo comum nem depositados nos coletores convencionais de medicamentos das farmácias, mas ainda é isso que boa parte dos consumidores faz.

 

Para orientar o setor sobre o tema, a entidade realiza, no dia 29 de setembro, a partir das 14h, via Zoom, a palestra online e gratuita Logística Reversa de Medicamentos e suas Embalagens: o que Toda Farmácia Precisa Saber. O encontro é destinado a proprietários, gestores, farmacêuticos, responsáveis técnicos e demais profissionais do varejo farmacêutico.

 

O aumento no uso de medicamentos administrados por meio de canetas injetáveis tem ampliado os desafios relacionados à orientação dos consumidores e à destinação adequada dos resíduos. Diferentemente de comprimidos, xaropes e cartelas de remédio, agulhas e demais perfurocortantes exigem procedimentos específicos de descarte. O desconhecimento sobre esse processo pode representar riscos a quem lida com a coleta do lixo, além de impacto ambiental.


Riscos

 

A palestra vai abordar o panorama atual da logística reversa de medicamentos no Brasil, além do papel das farmácias no descarte correto, das responsabilidades dos estabelecimentos, dos cuidados no recebimento e armazenamento dos resíduos, da organização dos pontos de coleta e da destinação de medicamentos vencidos ou em desuso. Também serão tratados os documentos, registros e controles necessários, os riscos e penalidades relacionados ao descumprimento das normas e as boas práticas para orientar clientes e colaboradores.

 

A logística reversa estabelece responsabilidades compartilhadas entre consumidores, farmácias e drogarias, distribuidores, fabricantes e importadores. Quando atuam como pontos de recebimento, as farmácias integram uma cadeia destinada a garantir que medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso e suas embalagens tenham destinação ambientalmente adequada.

 

Especialistas na palestra


A palestra será conduzida por João Carlos Redondo, profissional com 39 anos de experiência nos setores industrial, de serviços e varejo farmacêutico, com atuação em sustentabilidade, governança corporativa, ESG e compliance. Sócio-diretor da MR Consultoria, é instrutor credenciado do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e professor na Escola de Negócios ISAE/FGV-PR e na FGV Management.

 

Também participa Diego Xavier Paludetti, mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador de Qualidade e Meio Ambiente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma). Desde 2020, Paludetti coordena o Comitê Técnico Operacional responsável pela implementação da Logística Reversa de Medicamentos e de suas embalagens, conforme o Decreto Federal 10.388.

 

Serviço

Palestra: Logística Reversa de Medicamentos e suas Embalagens: o que Toda Farmácia Precisa Saber

Data: 29 de setembro de 2026 (terça-feira)

Horário: abertura da sala às 13h30 | palestra das 14h às 16h

Formato: online, ao vivo pelo Zoom

Inscrição: gratuita

Inscrições: sincofarmasp.com.br

Geral: Até onde vai a responsabilidade dos pais diante da obesidade dos filhos?

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Radiografia da Notícia

* Com avanço do excesso de peso entre crianças e adolescentes, discussão sobre o papel da família ganha força e chega ao debate político

Redação/Hourpress

 

Cerca de 16,6 milhões de crianças e adolescentes brasileiros entre 5 e 19 anos viviam com sobrepeso ou obesidade em 2025, segundo estimativas do Atlas Mundial da Obesidade 2026. São 6,6 milhões entre 5 e 9 anos e outros 9,9 milhões entre 10 e 19. O levantamento estima ainda 1,4 milhão de casos de hipertensão e 4 milhões de doença hepática metabólica associada ao IMC elevado nessa população. Os números colocam em evidência um problema que começa cedo e levantam uma questão delicada: quando a saúde de uma criança já está em risco, até onde vai a responsabilidade de quem cuida dela?


A resposta não passa simplesmente por culpar os pais. A obesidade é uma condição multifatorial, influenciada por fatores biológicos, sociais, ambientais e comportamentais, e o Ministério da Saúde orienta que o cuidado de crianças e adolescentes considere essas diferentes causas sem culpabilização ou estigmatização da pessoa ou da família. Ao mesmo tempo, boa parte da rotina de uma criança ainda depende dos adultos, desde os alimentos disponíveis em casa até a procura e continuidade do acompanhamento de saúde quando ele se torna necessário.


Eleito
 

Nos casos em que o quadro já apresenta risco à saúde, o bicampeão do Mister Universo Sérgio Fialho, de 40 anos, candidato a deputado federal pelo Paraná, quer levar essa discussão para o Congresso. Ele defende que pais ou responsáveis possam ser responsabilizados quando, mesmo diante de risco comprovado, orientação profissional e acesso ao tratamento, ignorarem repetidamente as recomendações médicas. A dez dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, essa é uma das propostas que Fialho diz querer apresentar caso seja eleito.

 

Para Fialho, a responsabilização só poderia ser discutida depois que o próprio poder público garantisse acesso ao cuidado. “Criança não escolhe sozinha o que compra, o que come nem o estilo de vida que tem dentro de casa. Antes de falar em responsabilização, o Estado precisa oferecer acompanhamento médico, nutricional e psicológico. Mas, se existe risco comprovado, o tratamento está disponível e os responsáveis escolhem ignorar repetidamente as orientações, acredito que o Estado precisa intervir”, afirmou.


Ponto 


A proposta, segundo Fialho, não seria direcionada a famílias simplesmente porque uma criança vive com obesidade, mas a situações graves em que exista acompanhamento profissional e omissão recorrente dos responsáveis diante do risco à saúde. “Obesidade infantil não pode virar motivo para apontar o dedo para uma família. O que eu quero discutir é outra situação: quando uma criança precisa de cuidado, existe orientação e quem responde por ela escolhe não agir. É nesse ponto que precisamos discutir até onde vai a responsabilidade dos pais”, concluiu.


Geral: Hard skills digitais; sete competências que serão indispensáveis até 2030

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Radiografia da Notícia

* Inteligência Artificial, big data, cibersegurança e letramento tecnológico estão entre as habilidades que mais devem crescer em importância no mercado de trabalho nos próximos anos

Redação/Hourpress

A transformação do mercado de trabalho até 2030 deve colocar as competências tecnológicas no centro das estratégias de contratação e qualificação profissional. Segundo o Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, habilidades relacionadas à Inteligência Artificial e big data lideram a lista das competências com crescimento mais acelerado em importância, seguidas por redes e cibersegurança e letramento tecnológico. O levantamento também estima que 39% das habilidades atualmente utilizadas pelos trabalhadores deverão ser transformadas ou se tornar obsoletas até o final da década. Este cenário reforça uma mudança que já pode ser percebida nas empresas, já que conhecimentos digitais deixam de estar concentrados nos departamentos de tecnologia e passam a fazer parte das exigências para profissionais de diferentes áreas.

 

Para Leonardo Andreoli, diretor nacional da Prepara IA, rede de ensino profissionalizante do Grupo MoveEdu que conta com metodologia voltada à Inteligência Artificial e ao desenvolvimento de hard skills, o profissional do futuro não será necessariamente aquele que domina todas as tecnologias, mas quem consegue incorporá-las à sua atividade. “Não significa que todo profissional precisará se tornar programador. A grande mudança está em saber utilizar a tecnologia para executar melhor o próprio trabalho. Hoje, a Inteligência Artificial já pode apoiar profissionais de vendas, administração, finanças, marketing, atendimento e inúmeras outras áreas. Quanto mais essas soluções avançarem, maior será a necessidade de desenvolver conhecimentos técnicos para utilizá-las de maneira eficiente”, explicou Andreoli.

 

Diante desse cenário, o especialista aponta sete hard skills digitais que tendem a ganhar relevância até 2030.

 

1. Inteligência Artificial e IA generativa

Saber utilizar ferramentas de Inteligência Artificial deve se tornar uma habilidade transversal. Além de conhecer as plataformas, será necessário aprender a elaborar comandos, contextualizar solicitações, analisar resultados e identificar possíveis erros ou limitações. “A IA pode acelerar muitas atividades, mas existe uma diferença grande entre simplesmente acessar uma ferramenta e saber utilizá-la profissionalmente. Quanto maior o conhecimento do usuário, melhores tendem a ser as aplicações da tecnologia no cotidiano”, destacou o diretor nacional da Prepara IA.

 

2. Análise e interpretação de dados

Em um ambiente empresarial cada vez mais orientado por informações, profissionais capazes de organizar, interpretar e visualizar dados terão espaço em diferentes áreas. Conhecimentos de planilhas avançadas, dashboards, bancos de dados e ferramentas de BI (Business Intelligence), por exemplo, podem apoiar decisões comerciais, financeiras e operacionais. Segundo Andreoli, o ponto central será transformar números em conhecimento. “As empresas possuem uma quantidade enorme de dados. O diferencial está em conseguir interpretar essas informações e utilizá-las para identificar problemas, oportunidades e caminhos para o negócio”, ressalta.

 

3. Automação de processos

Automatizar tarefas repetitivas também tende a fazer parte das rotinas profissionais. Plataformas no-code e low-code, integrações entre sistemas e ferramentas baseadas em IA já permitem criar fluxos automatizados mesmo sem conhecimentos avançados de programação.

Nesse cenário, identificar processos que podem ser automatizados será tão relevante quanto dominar as próprias ferramentas.

 

4. Cibersegurança

Com mais dados armazenados digitalmente e sistemas conectados, aumenta também a preocupação das empresas com ataques, vazamentos e fraudes. Por isso, conhecimentos básicos sobre segurança digital devem ultrapassar as equipes de TI. “A cibersegurança também depende do comportamento das pessoas. Saber identificar uma tentativa de fraude, utilizar corretamente os acessos corporativos e compreender cuidados básicos com dados são conhecimentos que passam a fazer parte da formação profissional”, afirma o executivo.

 

5. Computação em nuvem e ferramentas colaborativas

A utilização de sistemas e arquivos armazenados em nuvem já faz parte do cotidiano de inúmeras empresas e deve avançar nos próximos anos. Saber trabalhar com documentos compartilhados, plataformas corporativas, armazenamento remoto e ambientes colaborativos será uma habilidade básica para diferentes ocupações. Mais importante do que conhecer uma plataforma específica será ter facilidade para compreender novos ambientes digitais e adaptar-se às ferramentas adotadas pelas organizações.

 

6. Programação e lógica computacional

Mesmo com o crescimento das ferramentas de IA capazes de gerar códigos, conhecimentos em programação continuam relevantes para determinadas profissões. A lógica computacional também pode beneficiar profissionais que não trabalham diretamente com desenvolvimento, ajudando na estruturação de problemas e na compreensão do funcionamento das tecnologias.

“A Inteligência Artificial consegue gerar códigos, mas ainda é necessário saber avaliar o que foi produzido, testar, corrigir e entender se aquela solução realmente atende ao problema. A tecnologia muda a maneira de programar, mas não elimina a necessidade de conhecimento”, descreveu o diretor da Prepara IA.

 

7. Integração de ferramentas digitais

Até 2030, saber utilizar uma ferramenta isoladamente pode não ser suficiente. A tendência é que profissionais precisem conectar diferentes recursos, como IA, planilhas, CRM, plataformas de gestão, ferramentas de comunicação e sistemas de automação. Para Andreoli, esse movimento muda inclusive o significado de “dominar tecnologia” no ambiente profissional. “Indo além de decorar funcionalidades, será importante entender o problema e saber quais recursos podem ser combinados para resolvê-lo. Essa capacidade de aplicação prática é o que transforma uma hard skill em resultado para o profissional e para a empresa”, pontua.

 

As próprias transformações previstas pelo Fórum Econômico Mundial mostram que preparar-se para 2030 não significa apenas adquirir uma lista de conhecimentos técnicos. Com tecnologias evoluindo rapidamente, uma habilidade aprendida hoje poderá ser atualizada diversas vezes ao longo da trajetória profissional. Nesse contexto, formações profissionalizantes e cursos de curta duração ganham relevância por permitirem que jovens em início de carreira e profissionais já inseridos no mercado acompanhem novas demandas de maneira mais ágil.

 

“O ano de 2030 pode parecer distante, mas as competências apontadas para o futuro já estão sendo exigidas hoje. O desafio é não esperar uma tecnologia se tornar obrigatória para começar a aprendê-la. Criar uma rotina de atualização e desenvolver familiaridade com novas ferramentas será fundamental para quem quiser continuar competitivo no mercado de trabalho”, finalizou Leonardo Andreoli.