Postagem em destaque

Crônica: Viagem que termina em pesadelo

    IA Fazia muitas promessas de que ficaria longe das drogas Astrogildo Magno Marlon era executivo competente. Conseguia fechar semp...

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Crônica: Viagem que termina em pesadelo

    IA


Fazia muitas promessas de que ficaria longe das drogas

Astrogildo Magno

Marlon era executivo competente. Conseguia fechar sempre bons negócios no mercado financeiro. Ganhava muito dinheiro e proporcionava excelente padrão de vida para sua família, mas não conseguia ficar livre da dependência química. Igual bola de ferro que impede o prisioneiro fugir da cadeia, ele lutava sem sucesso diante desse pesadelo.

Sua esposa, Ana Isabel, nunca tinha êxito em conquistar o seu amor. Ela o esperava vestida de camisolas sensuais e perfumes de aroma sedutor, mas o desejo de Marlon era mergulhar nas drogas. Às vezes consumia grande quantidade de cocaína que suas narinas sangravam. Internou-se diversas vezes em clínica de recuperação, ficava poucos meses longe desse veneno maldito e logo recaia.

Fazia muitas promessas de que ficaria longe das drogas, porém logo entrava em contato com traficantes em busca de drogas de alta pureza. Esse processo funcionava como imã. Quando vinha a vontade de se entupir de droga, não conseguia dizer não. Logo estava dentro do banheiro ou mesmo na mesa do escritório já repleta de pó de cocaína e ele jogando para dentro de si o veneno que o consumia há 20 anos, quando cheirou essa droga numa roda de amigos.

Bolso

Ana Isabel já não aguentava ver o marido mergulhado neste inferno. Percebia que o seu esposo rumava velozmente ao abismo caso não saísse desse caminho tenebroso. Num final de semana resolveram passear no resort no interior de SP. Local sossegado e luxuoso. Foram para esse paraíso para tentar dar um rumo para a vida de Marlon. Logo após o almoço, ele foi ao banheiro. Retirou do bolso da bermuda vários papelotes de cocaína pura e passou a cheirar diversas carreiras.

 Perdeu os sentidos e logo se viu num lugar escuro, com várias pessoas gritando e som de correntes se arrastando pelo chão. Tentou pegar na maçaneta do banheiro para sair daquele lugar e logo enxergou o seu corpo caído ao lado do vaso sanitário com grande quantidade de sangue saindo do nariz. Ele tentava entrar em seu corpo e não conseguia....

Astrogildo Magno é cronista

Geral: Geração Z precisa de 6,5 anos de renda para comprar imóvel pelo Minha Casa, Minha Vida

    IA


Radiografia da Notícia

* Pesquisa da Morada.ai revela que 82,5% dos que simulam financiamento são das gerações Z e Y, mas jovens têm menos recursos para entrada e enfrentam uma distância entre renda e preço do imóvel até 50% maior que a das outras gerações

Redação/Hourpress

A Morada.ai, empresa brasileira especializada em inteligência artificial para o mercado imobiliário, realizou um levantamento inédito sobre o comportamento de quem busca imóveis novos no Brasil. O estudo mostra que, no Minha Casa, Minha Vida (MCMV), o preço do imóvel equivale a 6,5 anos de renda familiar para a geração Z, enquanto nas demais gerações essa relação varia de 4,3 a 4,7 anos. A diferença evidencia os desafios financeiros enfrentados pelos compradores mais jovens para acessar a casa própria.
 

A pesquisa “Como se busca imóvel novo: gerações, padrões e regiões” analisou simulações de financiamento e conversas com a Mia, inteligência artificial da Morada.ai que já foi utilizada por mais de 300 incorporadoras e imobiliárias, tendo atendido quase 5 milhões de pessoas.
 

Os dados mostram que 82,5% das pessoas que simulam financiamento pertencem às gerações Z e Y, sendo 38,2% da primeira e 44,3% da segunda. Além disso, 84% possuem renda familiar de até R$ 10 mil mensais. A base de simulações é concentrada principalmente no segmento econômico.

Levantamento 

No MCMV, a renda mensal familiar mediana dos interessados é de R$ 4.500, enquanto o imóvel tem preço mediano de R$ 298 mil, equivalente a 5,7 anos de renda. Entre os integrantes da geração Z, cuja renda mediana é de R$ 4 mil, essa relação sobe para 6,5 anos. Na geração Y, cai para 4,7 anos; na X, para 4,3; e entre os baby boomers, para 4,5 anos. O indicador compara o preço do imóvel à renda familiar anual, sem considerar juros ou condições de financiamento.


A disponibilidade de recursos para a entrada também varia. A entrada mediana é de R$ 4 mil na geração Z, R$ 8 mil na Y, R$ 10 mil na X e R$ 5 mil entre os boomers. Apenas 1,8% dos jovens declaram ter o equivalente a pelo menos 20% do preço do imóvel, percentual que chega a 10,5% na geração X.
 


Para Ramon Azevedo, CEO e cofundador da Morada.ai, as condições de financiamento são determinantes para a capacidade de compra. “O dado mais importante não é apenas quanto custa um imóvel, mas o peso desse valor sobre a renda de quem pretende comprá-lo. Quando observamos que, para a geração Z, o imóvel custa 6,5 anos de renda, contra 4,3 a 4,7 nas outras gerações, fica claro o tamanho do desafio de acesso à casa própria. Não se trata apenas da taxa de juros, mas também da capacidade de poupar para a entrada e de encontrar condições de financiamento compatíveis com a realidade financeira do comprador”, analisou o executivo.


Jovens 


Uma das diferenças identificadas pelo levantamento está no comportamento durante a busca. Embora tenham menor renda e menos recursos para entrada, os integrantes da geração Z são os que menos fazem perguntas sobre parcelas, entrada e preço.
 

Entre os jovens que simularam financiamento, apenas 10,9% das conversas incluem perguntas sobre parcelas, 10% sobre entrada e 26,9% abordam o preço do imóvel. Entre os boomers, esses percentuais sobem para 28,8%, 32,8% e 36,4%, respectivamente. A preocupação com localização também aumenta conforme a idade, passando de 15,4% das conversas da geração Z para 31,8% entre os boomers.
 

As objeções à compra seguem a mesma tendência. Enquanto 9% dos jovens apresentam alguma resistência durante a conversa, o percentual chega a 33,3% entre os boomers. O perfil familiar também muda: 70,2% dos integrantes da geração Z que simulam financiamento são solteiros, enquanto 69,3% da geração X possuem dependentes e 57,5% dos boomers são aposentados.


Morada
 

“Um dos achados mais interessantes é que os jovens, mesmo tendo menos recursos para a entrada, são os que menos perguntam sobre parcelas, entrada e preço. Isso mostra como a jornada de compra muda entre as gerações e reforça a necessidade de as incorporadoras entenderem melhor o perfil de cada consumidor. É preciso identificar desde o início se ele tem condições reais de avançar na compra”, disse Luis Veloso, CRO e cofundador da Morada.ai.
 

Mesmo preço compra imóvel 71% maior fora da capital paulista

As diferenças regionais também aparecem no levantamento. No segmento de médio e alto padrão, um imóvel na capital paulista custa, em média, R$ 824 mil e possui 60,6 m². Fora da cidade, o preço médio é de R$ 805 mil para uma área de 103,7 m², aproximadamente 71% maior. O metro quadrado chega a R$ 13.502 em São Paulo, ante R$ 11.161 no restante do país.
 

No Minha Casa, Minha Vida, os imóveis analisados têm, em média, 43,9 m² na capital paulista, com preço de R$ 270 mil, enquanto nas demais regiões a área é de 68,5 m², por R$ 308 mil.

Médio 


A pesquisa mostra ainda que as características regionais influenciam as dúvidas dos compradores. No MCMV, 10,4% das conversas em São Paulo incluem perguntas sobre vagas de garagem, contra 1,1% no restante do país. No médio e alto padrão, o interesse por metragem aparece em 17,5% das interações na capital paulista, ante 8,8% nas demais regiões.
 

No econômico, financiamento é prioridade; no alto padrão, preço e características do imóvel

O padrão do empreendimento também altera as prioridades dos compradores. No MCMV, 19,5% das conversas incluem perguntas sobre financiamento, contra 8,6% no médio e alto padrão e 8,3% no altíssimo. Já o preço aparece em 54,4% das conversas do médio e alto padrão, ante 33,7% no econômico.
 

Nos imóveis acima de R$ 1,5 milhão, ganham importância as perguntas sobre prazo de obra (19,4%) e disponibilidade de unidades (12,8%). Independentemente do segmento, a localização permanece como principal filtro utilizado nas buscas realizadas pela inteligência artificial, presente em 56,4% a 65,9% delas.


Boomers
 


O levantamento também revela diferenças nos hábitos de busca. No médio e alto padrão em São Paulo, 18,9% das mensagens são enviadas entre 22h e 6h, contra 7,8% no restante do país. A geração Z responde às mensagens da inteligência artificial em uma mediana de 22 segundos, enquanto os boomers levam 41 segundos.
 

Os dados podem ajudar as incorporadoras a compreender melhor as necessidades de cada perfil de comprador, desde as condições de crédito até as características dos imóveis e os horários de atendimento. Para Luis Veloso, o desafio está em transformar essas informações em resultados comerciais. “Nosso foco é fazer com que as empresas consigam converter adoção de Inteligência Artificial em produtividade, eficiência e resultado financeiro. Essa passa a ser uma discussão central para o setor”, afirmou.


Espaço
 

A pesquisa analisou dados anonimizados de simulações de financiamento e conversas realizadas com a Mia entre outubro de 2025 e setembro de 2026. Os recortes geracionais consideram apenas consumidores que realizaram simulações, uma base concentrada no Minha Casa, Minha Vida, e não representam necessariamente o mercado imobiliário como um todo. Os indicadores refletem comportamento e intenção de compra, não vendas concluídas.
 

O uso de inteligência artificial tem ganhado espaço no mercado imobiliário por transformar milhões de conversas em informações sobre o comportamento do comprador e oportunidades de negócio. É o que faz a Morada.ai. Por meio da Mia, integrada ao WhatsApp, Instagram e canais digitais das incorporadoras, a empresa ajuda o consumidor a encontrar imóveis compatíveis com sua renda e suas preferências, tirar dúvidas sobre os empreendimentos, simular financiamentos, entender as condições de pagamento e agendar visitas. A tecnologia também coleta informações sobre o perfil e o interesse de compra de cada cliente e encaminha os contatos qualificados aos corretores, com o histórico da conversa. Somente em 2025, a Mia participou da comercialização de 15 mil imóveis.
 

Geral: Lula defende regular big techs e reacende debate sobre algoritmos

   IA


Radiografia da Notícia

* Primeira aula do curso A Política das Redes discutiu como big techs, IA e novas formas de propaganda digital remodelam o debate público

Redação/Hourpresss

Compreender quem controla a circulação da informação na internet tornou-se uma questão central para a democracia. Foi com esse ponto de partida que a ativista, escritora e diretora Alessandra Orofino abriu o curso A Política das Redes, que passa a integrar a plataforma de formação política do Bonde. Durante a aula inaugural, ela argumentou que as redes sociais deixaram de ser espaços de livre circulação de ideias para se tornar ambientes organizados por algoritmos que determinam o que as pessoas veem, compartilham e, em muitos casos, passam a acreditar.
 

Uma das principais reflexões da aula foi a transformação da própria lógica de consumo de informação na internet. Segundo Orofino, enquanto a internet surgiu com a promessa de permitir que cada usuário escolhesse quais conteúdos consumir, hoje essa decisão foi amplamente transferida para sistemas algorítmicos que priorizam engajamento em vez das escolhas conscientes das pessoas. "Em alguma medida, a gente está sendo conduzido a não ser capaz de tomar decisões autônomas sobre aquilo que a gente consome", afirmou Alessandra Orofino.
 

Outro tema abordado foi o crescimento da chamada slopaganda, termo utilizado para descrever conteúdos produzidos com inteligência artificial voltados à propaganda política. Segundo Orofino, esse tipo de conteúdo não busca necessariamente convencer pelo argumento, mas funcionar como um marcador de identidade nas redes sociais. Compartilhar uma publicação passa a ter menos relação com informar outras pessoas e mais com sinalizar pertencimento a determinado grupo político.


Pública
 

"É diferente da pessoa que lê o jornal e depois comenta na família sobre o que leu. Compartilhar nas redes sociais é como quem coloca um boné ou um colar. É um acessório na composição da minha identidade pública", frisou.


A aula também discutiu como a inteligência artificial amplia a concentração de poder nas grandes plataformas. Entre os exemplos apresentados, Orofino citou a expectativa do setor jornalístico de perda significativa de audiência com a popularização dos resumos produzidos por IA nos mecanismos de busca, reduzindo o acesso das pessoas às reportagens completas e concentrando ainda mais a mediação da informação nas plataformas tecnológicas.

O curso A Política das Redes integra a plataforma de formação do Bonde, que combina cursos exclusivos, encontros ao vivo, workshops e uma comunidade voltada ao fortalecimento do pensamento crítico e da participação democrática. A iniciativa amplia a atuação da organização, que há 15 anos mobiliza pessoas em torno de mudanças em políticas públicas, e aposta na formação continuada para estimular a participação política para além dos períodos eleitorais.


Negras


A plataforma receberá novos cursos mensalmente, conduzidos por nomes reconhecidos da análise política, da cultura e do ativismo brasileiro. A programação já confirmada inclui Ynaê Santos, com Revoluções e Rebeliões Negras nas Américas, em novembro; e Angela Mendes, com Lutar como Chico, em dezembro. Em 2027, estão previstos cursos de Sidarta Ribeiro, Txai Suruí, Schuma Schumaher, Dani Silva, Raul Santiago e Ed René Kivitz.
 

A plataforma do Bonde é aberta a qualquer pessoa interessada em aprofundar conhecimentos sobre democracia, clima, direitos humanos, cidades e mobilização social. O acesso é feito por assinatura, que inclui cursos exclusivos, encontros ao vivo, workshops, participação na comunidade BONDE e conteúdos sobre campanhas e organização coletiva. A plataforma recebe novos cursos todas as semanas e também oferece modalidades de assinatura que vão financiar bolsas de estudo para ampliar o acesso de outras pessoas. Mais informações estão disponíveis em bonde.org.

Geral: Telessaúde chega a 63 núcleos e ultrapassa R$ 248,9 milhões em recursos e incentivos em 2026



 Radiografia da Notícia

* Expansão fortalece o acesso da população aos serviços de saúde e acompanha o aumento dos teleatendimentos na Atenção Primária e Especializada

Redação/Hourpress

A telessaúde está cada vez mais presente no Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando as possibilidades de acesso da população aos serviços de saúde por meio de tecnologias digitais. Entre 2022 e 2026, o número de Núcleos de Telessaúde passou de 13 para 63, um crescimento de 384,62%. Atualmente, a rede está nas 27 unidades da Federação, abrangendo as cinco regiões brasileiras. A expansão fortalece a oferta de cuidados e aproxima a população dos serviços e do conhecimento especializado.
 

O avanço também se reflete no volume de procedimentos realizados. Entre janeiro de 2025 e outubro de 2026, o SUS registrou mais de 12 milhões de procedimentos de telessaúde em diferentes modalidades de atendimento. A estratégia amplia o alcance da assistência, oferece suporte às decisões clínicas e contribui para qualificar os encaminhamentos e fortalecer a continuidade do cuidado.
 

Para acompanhar esse crescimento, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, ampliou os recursos destinados à estruturação da rede. Em 2026, foram mais de R$ 248,9 milhões, considerando valores destinados aos núcleos e pontos de telessaúde e incentivos fiscais aprovados para projetos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).
 

“Os números mostram que a telessaúde vem ganhando escala no SUS. Saímos de 13 Núcleos de Telessaúde, em 2022, para 63 em 2026, presentes hoje nas 27 unidades da Federação. Ao mesmo tempo, ampliamos os recursos destinados à área e observamos crescimento importante da produção dos serviços”, destacou a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Maria Aparecida Cina da Silva.
 

AUMENTO DOS RECURSOS - Os recursos destinados aos núcleos e pontos de telessaúde passaram de aproximadamente R$ 24,2 milhões, em 2022, para R$ 172,3 milhões, em 2026. O aumento de cerca de 612% representa um volume mais de sete vezes superior ao registrado no início do período.
 

Em 2026, dos R$ 172,3 milhões destinados à rede, R$ 116,26 milhões correspondem a recursos de custeio, utilizados para a manutenção dos serviços, e R$ 56,03 milhões a investimentos de capital pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Desse último montante, R$ 23,44 milhões são destinados aos núcleos e R$ 32,60 milhões a kits de telessaúde.
 

Somam-se a esses valores R$ 76,66 milhões em isenções fiscais aprovadas para projetos do PROADI-SUS, totalizando R$ 248,96 milhões em recursos e incentivos para a telessaúde em 2026.
 

Entre 2022 e 2026, os recursos destinados aos núcleos e pontos de telessaúde somaram aproximadamente R$ 420 milhões. Somente em 2025 e 2026, os valores registrados foram de R$ 153,3 milhões e R$ 172,3 milhões, respectivamente.
 

Teleatendimento

  A ampliação da estrutura também é acompanhada pelo crescimento dos atendimentos e diagnósticos realizados com o apoio de tecnologias digitais.
 

Na Oferta Nacional de Telediagnóstico (ONTD), foram registrados 1,19 milhão de procedimentos em 2022. Em 2025, esse número chegou a 2,24 milhões, um crescimento de 88,22%. Entre janeiro e agosto de 2026, já foram contabilizados 1,77 milhão de telediagnósticos.
 

Na Atenção Especializada, os teleatendimentos passaram de aproximadamente 656,9 mil, em 2022, para 1,63 milhão, em 2025, um aumento de cerca de 149%. Em 2023, foram registrados 680 mil atendimentos, número que chegou a 1,1 milhão em 2024. Até junho de 2026, o SUS contabilizou quase 1,1 milhão de teleatendimentos nessa modalidade.
 

O crescimento também é observado na Atenção Primária à Saúde (APS). Em 2022, foram realizados 443.800 teleatendimentos, seguidos de 335.017 em 2023 e 359.429 em 2024. Já em 2025, o número chegou a 563.575, um aumento de aproximadamente 57% em relação ao ano anterior. Até junho de 2026, foram registrados 264.075 atendimentos.
 

Oferta
 
Os projetos desenvolvidos no âmbito do PROADI-SUS também contribuem para ampliar a oferta de telessaúde, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.
 

Entre 2022 e 2025, a produção de serviços vinculados aos projetos de telessaúde do programa passou de 60.828 para 233.367 registros, um crescimento de 283,65%. De janeiro a agosto de 2026, foram contabilizados outros 141.794 serviços.
 

Os recursos aprovados para os projetos TeleNordeste e TeleNorte Centro-Oeste também aumentaram. No triênio de 2024 a 2026, o montante alcançou aproximadamente R$ 208,8 milhões, frente aos R$ 94,7 milhões registrados no triênio anterior, representando um incremento de cerca de 120%.
 

Essas iniciativas fortalecem a presença da telessaúde nas regiões contempladas e ampliam as possibilidades de oferta de serviços por meio de tecnologias digitais.

Registro
 

A expansão dos núcleos, dos recursos e dos atendimentos demonstra a dimensão que a telessaúde alcançou no SUS. De acordo com os dados atualizados do portal SAGE, foram registrados mais de 12 milhões de procedimentos entre janeiro de 2025 e outubro de 2026, considerando diferentes modalidades de atendimento.
 

O levantamento utiliza uma nova forma de registro dos procedimentos de telessaúde, adotada a partir de janeiro de 2025. Por isso, esse total não deve ser comparado diretamente aos números gerais de anos anteriores, que utilizavam bases de registro diferentes.
 

“Quando ampliamos a telessaúde, fortalecemos uma estratégia capaz de apoiar a oferta de cuidado em diferentes pontos da rede. O avanço dos telediagnósticos e dos teleatendimentos, associado à expansão dos núcleos, mostra a dimensão que a saúde digital vem alcançando no SUS de forma a alcançar as pessoas que mais precisam e onde quer que elas estejam”, afirmou a secretária Maria Aparecida Cina da Silva.
 

Com núcleos presentes em todas as unidades da Federação, a telessaúde fortalece seu papel na transformação digital do SUS, utilizando a tecnologia para ampliar as possibilidades de acesso à assistência e aproximar os serviços de saúde das necessidades da população.

 

Geral: Brasil amplia presença internacional com novo portal de viagens ‘Visit South America’

    Divulgação


Radiografia da Notícia

* Trabalho foi conduzido pelo Ministério do Turismo em parceria com países do Mercosul e associados

Redação/Hourpress

O Brasil conta com uma nova ferramenta para atrair turistas internacionais. É o portal ‘Visit South America’, desenvolvido pelo Ministério do Turismo em parceria com Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. O anúncio foi feito nesta terça-feira (27/10) durante a 35ª Reunião de Ministros de Turismo do Mercosul, que acontece em Montevidéu, no Uruguai. O ministro Gustavo Feliciano está representado pela secretária executiva Fernanda Norat.

 

No portal, turistas do mundo inteiro podem tomar conhecimento sobre atrativos brasileiros e decidir sua viagem vivenciando experiências que valorizam a diversidade cultural, histórica e urbana do país, como o Marco das Três Fronteiras, no Paraná; o conjunto arquitetônico de Brasília; o Parque Ibirapuera, em São Paulo; o Recife Antigo; o Conjunto Moderno da Pampulha, em Minas Gerais; o Teatro Amazonas, em Manaus; a Estação das Docas, em Belém; o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza; e o Mercado Central de Goiânia. As opções permitem combinar diferentes atrações e destinos em roteiros personalizados.

 

“O presidente Lula e o ministro Gustavo Feliciano têm reforçado que a inovação e a transformação digital são marcas centrais da nossa gestão. E estamos apresentando essa nova tecnologia para o mundo, para que viajem para a América do Sul. Ao entregarmos um portal moderno e inteligente, colocamos a tecnologia a serviço do desenvolvimento econômico e da integração dos nossos países. Queremos que a porta de entrada para o Brasil seja tão ágil, acessível e inspiradora quanto a própria experiência de viajar pela nossa região”, destacou a secretária executiva do Ministério do Turismo, Fernanda Norat.
 

Mercado


O desenvolvimento da plataforma (https://visitsouthamerica.travel/) foi feito pela Universidade Federal do Pará (UFPA). A tecnologia permite ao turista procurar o que deseja conhecer — como atrações de natureza, gastronomia ou cultura — e gera uma programação personalizada. “Queremos unir a grandiosidade da nossa natureza, a riqueza da nossa cultura e demonstrar ao mercado internacional que a América do Sul tem maturidade e escala para se consolidar como um grande multidestino”, afirmou Fernanda Norat.

 

Para garantir apoio prático ao viajante, o site conta com integração ao Google Maps, oferecendo informações em tempo real sobre logística de transporte, opções de deslocamento e dados hoteleiros nos percursos escolhidos. Sob o conceito “Um lugar, vários mundos”, a oferta está dividida em dez categorias temáticas: Natureza, Aventura, Cultura e Patrimônio, Gastronomia e Vinho, Vida Rural, Montanhas e Altitude, Mar e Litoral, Rios e Áreas Úmidas, Cidades e Esporte. Essa arquitetura permite que o visitante descubra atrações por afinidade e combine destinos de múltiplos países em uma mesma viagem.

 

Miguelito: o embaixador sul-americano

 

Para aproximar o público da proposta e conferir uma identidade visual unificada à região, o portal conta com o mascote Miguelito, uma capivara viajante que protagoniza as ações de divulgação. Curioso e bem-humorado, o personagem percorre a América do Sul para apresentar costumes, comidas, celebrações e expressões culturais, ajudando a contar as histórias que tornam cada destino único.

 

Além da promoção conjunta dos destinos sul-americanos, a agenda da reunião ainda incluiu debates sobre o Projeto de Turismo Gastronômico Regional – Mercosul + Chile, que busca valorizar os sabores e as tradições culinárias dos países participantes e ampliar sua divulgação como atrativo turístico internacional. Também foram discutidos o projeto Rota Natural do Sul, voltado à integração de destinos de natureza, e o Caminho dos Jesuítas na América do Sul, que busca criar um roteiro turístico e cultural conectando os seis países.

 

Geral: Avanço na mamografia 3D e acompanhamento médico aceleram a detecção precoce do câncer de mama

                            Arquivo/Hourpress

Radiografia da Notícia

* Integração entre avaliação clínica individualizada, inteligência artificial e imagens de alta definição reduz diagnósticos tardios e amplia as chances de cura

Redação/Hourpress

 O combate ao câncer de mama exige um compromisso que ultrapassa a mobilização pontual do Outubro Rosa: demanda a convergência diária entre investigação clínica qualificada, conscientização populacional e constante modernização tecnológica nos serviços de saúde. Considerada a neoplasia mais incidente entre as mulheres no Brasil, com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) superando 73 mil novos casos anuais, a doença atinge índices de cura superiores a 90% quando diagnosticada em seus estágios iniciais. Contudo, alcançar esse patamar depende de equipamentos de diagnóstico por imagem capazes de flagrar alterações milimétricas e de uma rede assistencial estruturada para agir com agilidade.
 

As diretrizes de rastreamento apresentam variações entre protocolos de saúde pública, que priorizam o exame bienal a partir dos 50 anos, e sociedades médicas, que recomendam o início aos 40 anos. Por isso, especialistas ressaltam que a indicação da mamografia deve sempre considerar a estratificação do risco individual de cada mulher. Paralelamente, a comunidade médica tem alertado para diagnósticos em faixas etárias mais jovens, impulsionados por fatores como obesidade, sedentarismo, consumo de álcool, mudanças no padrão reprodutivo e predisposição genética hereditária (como mutações em BRCA1 e BRCA2). Diante disso, reforça-se que a investigação de sinais clínicos não pode esperar a idade recomendada para o rastreamento de rotina.
 

"A idade para iniciar os exames de rotina não pode ser confundida com a idade para investigar sintomas. Qualquer alteração palpável ou visível precisa ser examinada com urgência", alertou José Márcio Figueiredo, oncologista do Cejam – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”.


Faixa
 

"Nódulos mamários ou axilares persistentes, retrações no mamilo, secreções sanguinolentas ou alterações na pele exigem avaliação imediata. Uma paciente de 25 ou 30 anos com esses sinais precisa de acolhimento e exames adequados, independentemente de estar fora da faixa etária habitual de rastreamento", pontuou o especialista.


O salto tecnológico: tomossíntese, mamografia digital e apoio por IA

Se a suspeita clínica impulsiona a investigação, a tecnologia de imagem é decisiva para revelar lesões ocultas. Historicamente, a mamografia bidimensional convencional encontrava limitações em mamas densas, nas quais a sobreposição glandular podia encobrir pequenos tumores. Esse cenário tem sido transformado pela tomossíntese mamária (mamografia 3D) e pela integração de inteligência artificial aos consoles de radiologia, frentes lideradas globalmente pela divisão de Healthcare da Fujifilm.
 

Ao reconstruir a mama em múltiplos cortes milimétricos adquiridos em ângulos variados, a tomossíntese reduz a sobreposição dos tecidos e viabiliza a identificação de alterações e microcalcificações em fases iniciais. Em paralelo, ferramentas de inteligência artificial atuam como suporte de segunda leitura para os radiologistas na identificação de assimetrias suspeitas, enquanto a evolução dos detectores digitais permite otimizar a dose de radiação de acordo com a espessura e densidade de cada mama.
 

"O papel da inovação é oferecer máxima fidelidade de imagem para que o médico tome decisões com rapidez e assertividade. Quando associamos a tomossíntese a ferramentas de inteligência artificial para apoio diagnóstico e a tecnologias que otimizam a qualidade da imagem e o controle da dose de radiação, estamos dando suporte para identificar alterações milimétricas e antecipar o cuidado", destacou Lindauro Souza Junior, diretor de Inovação e Tecnologia da divisão médica da Fujifilm Brasil.
 

Para o Dr. José Márcio Figueiredo, o impacto das inovações reside na resolutividade da jornada: "O principal avanço não é simplesmente produzir imagens mais sofisticadas, mas identificar tumores em fases iniciais. Esses avanços podem reduzir reconvocações desnecessárias, melhorar a identificação de lesões suspeitas e direcionar com maior precisão a investigação diagnóstica. Quando associados ao acesso oportuno à biópsia e ao tratamento, contribuem para ampliar as possibilidades de diagnóstico em estágios iniciais", ressaltou o oncologista.

Geral: Por que os jovens voltaram a defender “papéis tradicionais” de gênero?

    IA


Radiografia da Notícia

* De acordo com o sexólogo Januário Mourão, autor do projeto “Prazer! Te conhecer” e professor de anatomia humana, as pessoas tentam reproduzir padrões irreais construídos pela pornografia, machismo, religião, publicidade ou até mesmo pelo senso comum

Redação/Hourpress

Segundo uma pesquisa inédita realizada pela The 19th em parceria com a YouGov, divulgada no mês de outubro, cerca de 51% dos homens da Geração Z acreditam que a sociedade se beneficia com o retorno aos papéis de gênero tradicionais — entre as mulheres, o índice é de 43%. 


O resultado colocou em discussão a percepção dos jovens sobre os papéis sociais, algo frequentemente abordado pela cultura pop, a exemplo de filmes como “Eu Não Sou um Homem Fácil” (2018). Os padrões de gênero também influenciam a maneira como homens e mulheres vivenciam a sua sexualidade. É o que explica o sexólogo Januário Mourão, autor do projeto “Prazer! Te conhecer” e professor de anatomia humana. 


“Muitas pessoas passam anos acreditando que existe algo errado com elas quando na verdade estão tentando reproduzir padrões irreais construídos pela pornografia, pelo machismo, pela religião, pela publicidade ou pelo senso comum. Parte desses bloqueios está relacionada ao patriarcado. Retornar a um suposto ‘papel de gênero tradicional’ é uma armadilha, principalmente no que diz respeito ao sexo. Isso faz com que vários jovens, ainda imaturos, retomem uma expectativa irreal e que assim reproduzam ansiedade de desempenho, medo da vulnerabilidade e a compreensão limitada do prazer. Nas mulheres, a repressão ao desejo, o desconhecimento do próprio corpo e a naturalização da dor durante o sexo continuam sendo problemas frequentes”, comentou.  

Ideia

Januário atribui esse fenômeno dos papéis de gênero às pressões sociais cada vez mais difundidas entre a geração Z. No entanto, o movimento não é benéfico. Um exemplo disso, segundo o mestre e doutor em Ciências Morfológicas, é que a pressão sobre os homens começa antes da relação sexual. A ideia de que devem estar sempre dispostos, tomar a iniciativa e corresponder a um “padrão de desempenho” são causas que podem transformar o sexo em teste. Nesse contexto, surgem questões como ansiedade de desempenho, medo de não manter uma ereção, preocupação com o tamanho do pênis e com a duração da relação.


“É aí que começam a aparecer outros problemas. A pornografia é uma delas e atua na formação das expectativas sexuais, especialmente entre adolescentes e jovens. Para muitas pessoas, a pornografia se torna uma fonte de ‘aprendizado’, embora apresente cenas produzidas baseadas em performance e frequentemente distantes das experiências reais. Outro tema que ganha fôlego é sobre o uso indiscriminado de medicamentos para ereção. A pressão para manter um desempenho, somada à ansiedade e à comparação, tem levado muitos homens a utilizar substâncias sem indicação ou acompanhamento adequado”, explicou. 


O articulador do “Antimachismo Social Club” destaca que esses e outros pontos são gatilhos que remetem aos papéis de gênero tradicionais, atravessados pelo machismo e suas expressões, conhecidas como ‘micromachismos’. A dificuldade de falar sobre desejo, a falta de conhecimento sobre o próprio corpo e a ideia de que é preciso corresponder às expectativas do parceiro ainda atravessam a experiência sexual de muitos jovens, inclusive as mulheres.

Sexual

“Precisamos ampliar o debate sobre dor durante o sexo, anorgasmia, desejo, saúde sexual feminina e direito ao prazer — temas que, se pensarmos nos avanços das últimas décadas, sequer poderiam ser discutidos com a mesma liberdade. A ideia de que mulheres devem suportar desconfortos ou atender às expectativas do parceiro, no entanto, ainda permanece muito presente. Isso aparece desde as piadas sobre o corpo feminino até a necessidade de exercer dominância durante o ato sexual. São os chamados micromachismos: comportamentos que parecem banais ou isolados, mas que reproduzem uma lógica em que as pessoas passam a viver a sexualidade menos a partir da própria liberdade, do desejo e do prazer e mais a partir de expectativas e ideologias que aprenderam a reproduzir”, elucidou. 


A experiência de Januário parte desse encontro entre anatomia, comportamento, cultura e relações de gênero. Para o sexólogo, que atua desmistificando questões sobre corpo, sexo e prazer, a pergunta mais interessante não é se os jovens estão ficando mais tradicionais ou liberais, mas entender quais expectativas eles estão herdando, rejeitando ou reproduzindo sem perceber as consequências.


“Discutir sexualidade, portanto, também significa discutir educação. O que homens e mulheres aprendem desde cedo sobre seus corpos, seus desejos e seus limites pode influenciar diretamente a maneira como estabelecem relações na vida adulta. Isso afeta a esfera sexual, tal qual a política, cível e por aí vai”, concluiu


Geral: Coordenador de campanha se diz surpreso com fuga de Flávio

    Agência Brasil


Radiografia da Notícia

* Senador Rogério Marinho esperava que aliado liderasse oposição

Agência Brasil

O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro à presidência, afirmou à imprensa, nesta terça-feira (27), que não sabia da fuga do agora ex-candidato para os Estados Unidos (EUA).  

"Estamos surpresos porque ontem nós conversamos sobre a necessidade de que Flávio, com os 60 milhões de votos que teve, assumisse esse papel de liderança da oposição, que é importante, porque temos um governo que claramente tem feito mal ao país, na nossa avaliação", afirmou Marinho, após participar de uma reunião com parlamentares e líderes políticos do PL, em Brasília.

Flávio teria deixado o país com a esposa e as filhas. Marinho também comentou ter recibo uma mensagem de texto de Flávio por volta das 8h da manhã desta terça, em que ele disse que iria "dar um tempo" e depois voltaria a falar com aliados.

Fuga

O embarque escondido para os EUA, cujos detalhes ainda são desconhecidos, ocorreu menos de 48 horas após Flávio perder as eleições presidenciais. O movimento foi noticiado pela agência de notícias Reuters e confirmado por um interlocutor do governo norte-americano. Aliados de Flávio no Brasil, como o senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ), se manifestaram com indicações que confirmam a fuga.

"Confirmado! Flávio Bolsonaro foi para os EUA para não ser usado como moeda de troca contra o impeachment de Moraes!", disse Jordy.

Apesar disso, nenhuma autoridade do Brasil ou dos EUA se manifestou oficialmente sobre a fuga.

Investigações

Flávio Bolsonaro é investigado em diferentes inquéritos pela Polícia Federal (PF) por crimes como evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção. Em fevereiro de 2027 o mandato de senador pelo Rio de Janeiro de Flávio acaba e ele perderá o foro privilegiado.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, havia determinado na segunda-feira (26) que o ex-candidato entregasse os passaportes para a PF, porém, os documentos não foram entregues.

A decisão de Moraes está em segredo de justiça e foi tornada pública pelo senador nas redes sociais. A ordem judicial faz parte do processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados no STF por lavagem de dinheiro.

Por causa do descumprimento, os passaportes do parlamentar foram cancelados diretamente pela PF.

Em vídeo postado ontem, Flávio negou que tinha planos de sair do país e disse que iria entregar os passaportes.

A Agência Brasil procurou a assessoria de Flávio, mas não recebeu retorno.

Geral: Justiça proíbe deputada de incentivar demissão de opositores

    Assembleia Legislativa RJ


Radiografia da Notícia

* Parlamentar se defende e diz que foi mal interpretada

Agência Brasil

A Justiça do Trabalho atendeu parcialmente pedido do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) e determinou, em decisão liminar, que a deputada estadual India Armelau se abstenha de promover atos que incentivem empregadores a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores por suas convicções políticas. 

A parlamentar em seu segundo mandato pelo Partido Liberal (PL) foi a mais votada para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com mais de 248 mil votos. No primeiro mandato, em 2022, a parlamentar obteve mais de 57 mil votos.

Em publicação nas redes sociais, a deputada, que conta com cerca de 1 milhão de seguidores, publicou a mensagem “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez o “L”. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”.

Ódio

Na decisão, o juiz do Trabalho Leonardo Saggese Fonseca destaca que “sendo a ré uma integrante do Parlamento, mas do que qualquer outro cidadão, deve prezar pela liberdade de expressão, desde que respeitosa, deve fomentar a democracia e aceitar as diferentes opções políticas de cidadãos e trabalhadores, sem utilizar de discursos e falas que podem gerar pela sua leitura ou escuta, sentimentos de ódio, perseguição ou discriminação.”

A liminar também determina que a deputada Índia Armelau remova as comunicações e publicações que deram origem à ação civil pública dos locais em que foram divulgadas, especialmente sites, perfis em redes sociais e aplicativos de mensagens. 

Em caso de descumprimento, será aplicada multa diária de R$ 5 mil, a partir do primeiro dia útil seguinte ao término do prazo de 48 horas para cumprimento da determinação.

Defesa

Em nota pública, em suas redes sociais, a deputada estadual Índia Armelau esclarece que jamais teve qualquer preconceito contra quem quer que seja.

“Como empresária, sempre convivi com a diversidade ideológica e defendo que as opções políticas dos trabalhadores sejam integralmente respeitadas. Mas preocupo-me com situações de sabotagem às próprias empresas, quebra da confiança e fidúcia entre empregador e empregado, contrariando missão, valores e objetivos da empresa”, disse.

No texto, a parlamentar esclarece que “o episódio em questão decorre de um equívoco interpretativo: o comentário foi feito a partir de replicagem, oriunda de uma postagem de terceiro de outra rede e não expressa qualquer orientação ou encorajamento sobre contratações ou demissões por parte da deputada por convicção política”.

“Índia Armelau defende relações equilibradas e a pacificação social entre o capital e o trabalho. Ao perceber que foi mal interpretada, deletou imediatamente os stories e postagens neste sentido, para evitar utilização indevida e qualquer tipo de tensionamento social sobre o tema”, explicou a parlamentar.