Radiografia da Notícia
*Quase 80% dos tumores de cabeça e pescoço analisados no Brasil são diagnosticados em estágio avançado
Redação/Hourpress
O Julho Verde, mês de conscientização sobre os tumores de cabeça e pescoço, chama atenção para um dos principais desafios no cuidado desses pacientes: o diagnóstico em fases avançadas, quando o tratamento tende a ser mais complexo e pode envolver diferentes especialidades.
Um estudo conduzido pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), publicado na The Lancet Regional Health Americas1, analisou mais de 145 mil casos de tumores de cabeça e pescoço no Brasil e mostrou que 78,2% foram diagnosticados em estágios III ou IV.
De acordo com o oncologista Dr. Cheng Tzu, coordenador da área de tumores de cabeça e pescoço do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a identificação precoce pode elevar as chances de cura para até 80% a 90%, dependendo de cada caso, além de permitir tratamentos menos agressivos e mais personalizados.
Nódulos
Entre os sinais de alerta estão rouquidão ou alteração na voz por mais de duas semanas, dor ou engasgos persistentes ao engolir, dificuldade para respirar sem causa aparente, perda de peso não intencional e crescimento rápido de nódulos ou massas na região da cabeça e do pescoço.
O especialista também destaca a mudança no perfil de parte dos casos, especialmente em pessoas mais jovens, com a infecção pelo HPV associada a tumores de orofaringe. Tabagismo e consumo excessivo de álcool seguem entre os principais fatores de risco, sobretudo quando combinados.
Em casos avançados, o tratamento pode impactar funções como fala, respiração, deglutição e alimentação, o que reforça a necessidade de uma abordagem integrada. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz atua em oncologia de alta complexidade, com estrutura voltada ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento multidisciplinar desses pacientes.
O Dr. Cheng Tzu está disponível para entrevistas sobre sinais de alerta, diagnóstico precoce, fatores de risco, relação entre HPV e tumores de orofaringe, tratamento multidisciplinar e desafios dos casos de alta complexidade.

Nenhum comentário:
Postar um comentário