Os 2 mil componentes da Unidos da Ilusão faziam as
arquibancadas balançarem
Lucinho gostava muito de carnaval. Nenhum compromisso
conseguia retirá-lo do seu grande amor: a escola de samba Unidos da Ilusão.
Ali, ele investia parte de seu dinheiro para que os foliões vestissem fantasias
bonitas e bem trabalhadas. Nada de usar tecidos de péssima qualidade, que após
o desfile já se desfaziam em fiapos.
Os sambas enredos eram verdadeiras poesias carregadas de
letras bem trabalhadas. Vencer uma disputa na Unidos da Ilusão exigia talento e
criatividade. Os compositores acostumados a escrever qualquer tipo de letra e
incrementar com melodias pobres levavam nota zero dos jurados, todos tarimbados
na arte de separar ótimos de maus sambas enredos.
Espaço
Os 2 mil componentes da Unidos da Ilusão faziam as
arquibancadas balançarem. O mestre de bateria, Torresmo, tinha criatividade de
sobra para fazer os ritmistas tocarem em vários compassos, sem o samba
atravessar. Eram 250 sambistas que tocavam com prazer. O som dessa bateria contagiava
todos. Não era barulhenta, nem se escorava só no surdo, sem deixar espaço para
tamborins, repinique e caixas.
O sonho de Lucinho era levar o seu grande amor para um dia
desfilar na Unidos da Ilusão. Ela tinha a liberdade de escolher em qual ala
deixaria a sua beleza se apresentar aos foliões. Morena de 1,60 metro, olhos
verdes, cabelos lisos e negros iguais carvão e corpo lindo de provocar torcicolo
onde passasse. Após muito sacrifício Mariana Flávia pisou os pés na Unidos da
Ilusão. Tão intensa foi a alegria de Lucinho que o Resgate dos Bombeiros foi
chamado para levá-lo ao Incor. A emoção foi intensa demais para o seu
coração....
Astrogildo Magno é cronista
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