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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Geral: Como se comportar na festa de confraternização da empresa?



*Celso Bazzola

Já é um costume com a chegada do final de ano as empresas realizarem seus encontros para confraternização, na festa de fim de ano ou ‘festa da firma’, como alguns brincam. Contudo existem diversas dúvidas sobre esse tema, dentre os quais destaco: como se comportar, horário de chegada e saída, como se vestir, limites de ingestão de bebidas alcoólicas, dentre outras. Assim, reforço, esses fatos podem sim afetar sua imagem perante aos colegas e gestores.

Ir ou não ir?

A confraternização é o momento em que a empresa agradece seus colaboradores, estreita a parceria, comemora as conquistas e a conclui mais um ano de trabalho, além de propiciar um encontro descontraído. Mas, lembro que esses momentos também são grandes canais de relacionamentos “networking”, onde há uma aproximação entre todos, independentemente dos níveis hierárquicos.

Portanto, estar presente nesses eventos torna-se importante e elegante, mesmo para os gestores, pois além de melhorar a amizade, demonstra seu interesse pelas realizações da empresa, evitando assim a taxação de pessoa não sociável ou que não gosta do ambiente de trabalho.

Evite problemas

Apesar de ser importante a ida, há relatos de excessos cometidos pelos participantes, levando a situações não comuns ou vexatórias. Isso pode causar transtornos futuros para a imagem da pessoa perante os colegas de trabalho.

Além disso, hoje os smartphones e as redes sociais, fazer com que muito do que é feito nessas ocasiões se perpetuem exercendo uma grande influência na vida pessoal e profissional, aumentando a vulnerabilidade da imagem perante o meio que se relaciona e causando uma má impressão não apenas para seus colegas de trabalho, mas a outras pessoas que possam ter acesso essas informações.

10 cuidados a serem tomados

Algumas atitudes devem ser evitadas como fazer declarações românticas para colegas de trabalho aos olhos de todos ou dançar de forma sensual causando constrangimentos aos participantes, dentre outras ações. Assim, apresento algumas dicas para que esses momentos sejam apenas de alegria e de descontração:

  1. Aceite o convite da empresa e participe da confraternização, pois isto poderá ajudar a criar um ambiente de relacionamento saudável;
  2. Não sendo possível comparecer, agradeça e informe o motivo pelo qual não poderá estar presente;
  3. Chegue no horário para que possa ter tempo de cumprimentar a todos, lembre-se não se trata de uma balada;
  4. Não exagere em bebidas alcoólicas durante a festa, beba com responsabilidade e não dirija após o término da festa;
  5. Crie um ambiente de igualdade e procure se relacionar com todos os presentes, misture-se e evite grupinhos;
  6. Use roupas discretas e condizentes com o ambiente, procure utilizar roupas alegres respeitando seu visual. As mulheres devem evitar roupas curtas ou com decotes e aos homens camisas abertas ou fora do padrão local;
  7. Seja cordial com todos os presentes independente se não tiver contato próximo e buscar falar de temas neutros que não prejudiquem a imagem da empresa ou das pessoas;
  8. Caso perceba que algum colega esteja exagerando, ajude-o retirando de forma sutil da situação e desviando a atenção para outros temas ou postura;
  9. Sugiro não ser o último a sair da festa, não é uma regra, mas evita exageros;
  10. Evite sair junto com os superiores, para que não passe a impressão que estava na festa apenas por causa do mesmo.

Enfim, é importante participar das festas comemorativas da empresa, mas fique alerta para evitar situações desagradáveis que poderá marcar sua imagem e causar transtornos momentâneos e brincadeiras futuras. 

*Celso Bazzola, consultor em recursos humanos e diretor executivo da BAZZ Estratégia e Operação de RH.
 

Economia: Itaipu atinge produção acumulada de 2,3 bilhões MWh




Redação

A Itaipu deve atingir entre as 8h e as 9h, desta quinta-feira, 12, a produção acumulada de 2,3 bilhões de megawatts-hora (MWh), marca que dificilmente outra usina ultrapassará. Toda essa energia foi produzida durante 31 anos e sete meses, a contar de maio de 1984, quando a usina binacional começou a operar.

Se fosse possível armazenar essa energia, ela seria suficiente para abastecer o consumo de eletricidade do mundo inteiro por 38 dias e dez horas. Esse volume seria suficiente também para atender ao consumo de energia elétrica do Brasil por quatro anos e dez meses e a demanda elétrica de uma cidade do porte de São Paulo por 78 anos.

A marca de 2,3 bilhões de MWh acontece na mesma semana em que Itaipu cravou 76,3 milhões de MWh este ano, superando a produção anual estabelecida em contrato, que é de 75 milhões de MWh. A usina também deixou para trás o volume de energia produzido no mesmo período de 2014. Em todo o ano passado foram gerados 87,6 milhões de MWh; se forem levados em consideração os últimos dados (afluência hidrológica, ritmo da demanda e capacidade de geração), a produção deve chegar em 31 de dezembro a 89 milhões de MWh.

Para o diretor técnico executivo de Itaipu, Airton Dipp, esses números apenas confirmam como o Brasil e o Paraguai são privilegiados em contarem com a produção de Itaipu, um volume de energia limpa e renovável sem paralelo no mundo. "Vale ressaltar que esse é o resultado de um projeto bem-sucedido, do trabalho de profissionais que se revezaram ao longo dos anos para garantirem o aumento contínuo da eficiência de Itaipu e, também, das condições excepcionais do nosso Rio Paraná.”

                                                                          Maior geradora

Os 2,3 bilhões de MWh mantêm Itaipu como a maior geradora de energia elétrica limpa e renovável do planeta.

Em segundo lugar, em produção acumulada, aparece Guri, na Venezuela. Com início de operação em 1978, a usina venezuelana produziu até hoje 1,3 bilhão de MWh. Em terceira posição vem Grand Coulee, nos Estados Unidos, que opera desde 1941, com 1,2 bilhão de MWh. Ocupa o quarto lugar a russa Sayano-Shushenskaya, que desde 1978 produziu 0,9 bilhão de MWh. No ranking, aparece na mesma posição a canadense Churchill Falls, que desde 1971, produziu 0,9 bilhão de MWh. A chinesa Três Gargantas, que iniciou operação em 2006, também gerou até agora 0,9 bilhão de MWh.

                                                                            Outubro

Todos esses bons índices ocorrem numa situação hidrológica ainda difícil para o País, que sofre pelo segundo ano consecutivo as consequências de uma das piores estiagens de todos os tempos. O País está sob a influência do El Ñino, que traz chuvas em excesso no Sul e seca intensa no Nordeste.

                                                                             Participação no mercado

Itaipu responde atualmente por 17% de toda a energia elétrica consumida no Brasil e atende mais de 75% do mercado paraguaio de eletricidade. Para Brasil e Paraguai, sócios da usina, a produção de Itaipu é fundamental para a infraestrutura energética, para a integração e para o desenvolvimento dos dois países.


Economia: “O barco do Brasil não está afundando”, afirma Clinton em evento em Brasília

  • Brasília
Marieta Cazarré -  Agência Brasil
Brasília - O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton encerra o 10 Encontro Nacional da Indústria (Enai) 2015 com uma palestra magna sobre a economia global pós-crise (José Cruz/Agência Brasil)
Bill Clinton disse que progresso social e as políticas inclusivas e econômicas devem encorajar os empresários brasileirosJosé Cruz/Agência Brasil
O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton afirmou hoje (12) que os desafios econômicos que o Brasil enfrenta deveriam ser vistos com mais tranquilidade pelos empresários do país. Em clima de otimismo, ele ressaltou que no Brasil não há conflitos religiosos nem guerras e lembrou os avanços que o país obteve nos últimos 25 anos.
“Não existe como passar por tudo isso [avanços] sem distorções e imperfeições. Enormes oportunidades foram criadas. Não podemos controlar tudo, mas podemos controlar como lidamos com isso”, disse Clinton a empresários brasileiros, no encerramento do 10º Encontro Nacional da Indústria, em Brasília, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). "O barco do Brasil não está afundando”, acrescentou.

Brasília - O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton encerra o 10 Encontro Nacional da Indústria (Enai) 2015 com uma palestra magna sobre a economia global pós-crise (José Cruz/Agência Brasil)
O ex-presidente dos Estados encerrou o 10º Encontro Nacional da IndústriaJosé Cruz/Agência Brasil
O ex-presidente disse ainda que o Brasil é um país que tem enorme riqueza de recursos naturais e que o progresso social e as políticas inclusivas e econômicas devem encorajar os empresários brasileiros.

Clinton comentou que o melhor livro sobre política que leu nos últimos três anos não foi escrito nem por um político nem por um economista e sim por um microbiologista. A Conquista Social da Terra, de Edward O. Wilson, fala sobre como homens e insetos constroem uma complexa vida social e conseguem se defender de inimigos e sobreviver por meio da cooperação. “O mundo pertence aos cooperadores”, concluiu.

Economia: Como sair das dívidas de forma sustentável



Reinaldo Domingos

Recentemente, a crise vem fazendo com que muitos brasileiros fiquem inadimplentes. A parcela da população que faz parte desses índices se vê sem rumo e, muitas vezes, com medo de encarar o problema, o que não ajuda em nada, muito pelo contrário, prejudica o processo de recuperação da vida financeira.
 
Portanto, o momento é de cautela; é preciso saber exatamente onde está o problema, qual o tamanho da dívida e quanto poderá guardar por mês para quitá-las sem que acabe tendo que fazer outra dívida.
 
Sabemos que os juros dos bancos realmente são exorbitantes, mas não se deve colocar a culpa nas instituições financeiras, no governo ou no sistema; é hora de assumir a responsabilidade das suas finanças e mudar o comportamento em relação à utilização e administração do dinheiro, ou seja, educar-se financeiramente.
 
Para isso, é necessário ampliar o repertório sobre finanças, de forma consistente e carregada de sentido prático, para assimilar, o mais cedo possível, a importância do equilíbrio financeiro para o bem-estar em todos os âmbitos da vida. Há diversos cursos, palestras e livros disponíveis no mercado que auxiliam nesse processo de educação financeira de maneira descomplicada e eficaz. Isso fará com que as pessoas sejam mais conscientes e sustentáveis no uso dos recursos financeiros, não precisando dar cheques sem fundo, utilizar o limite do cheque especial, pegar empréstimos ou ficar sem honrar com os seus compromissos.

Sendo assim, elaborei algumas orientações básicas para quem está nessa situação e quer sair ou mesmo para quem não quer nem entrar nela:

Perguntas que o consumidor deve se fazer antes de qualquer compra
 
·  Eu realmente preciso desse produto?
·  O que ele vai trazer de benefício para a minha vida?
·  Se eu não comprar isso hoje, o que acontecerá?
·  Estou comprando por necessidade real ou movido por outro sentimento, como carência ou baixa autoestima?
·  Estou comprando por mim ou influenciado por outra pessoa ou por propaganda sedutora?
 
Se mesmo diante deste questionamento, a pessoa concluir que realmente precisa comprar o produto, seria prudente fazer mais algumas perguntas como:
 
·  De quanto eu disponho efetivamente para gastar?
·  Tenho o dinheiro para comprar à vista?
·  Precisarei comprar a prazo e pagar juros?
·  Tenho o valor referente a uma parcela, mas o terei daqui a três, seis ou doze meses?
·  Preciso do modelo mais sofisticado, ou um básico, mais em conta, atenderia perfeitamente à minha necessidade?
 
Para quem já está endividado, os seguintes passos são essenciais:

·  Colocar na ponta do lápis todas as dívidas que possuir;
·  Fazer um diagnóstico financeiro, ou seja, saber exatamente quais são os ganhos e gastos mensais;
·  Relacionar, no mínimo, três sonhos: um de curto (até um ano), um de médio (de um a dez anos) e outro de longo (acima de dez anos) prazo, sendo que um deles deve ser o de sair das dívidas;
·  Com os números em mãos, saber quanto poderá poupar por mês para realizar o sonho de sair das dívidas sem que tenha que fazer outra dívida;
·  Aplicar esse dinheiro em um investimento que seja coerente ao tipo de objetivo (prazo) e ao perfil do investidor. É importante consultar um especialista;
·  Ter em mente que só se deve pagar uma dívida quando se tem condições de fazer isso, ou seja, após se planejar, pois um passo precipitado pode até piorar a situação. Portanto, só se deve procurar um credor, quando já souber quanto terá disponível mensalmente para pagar e, então, poder negociar.

Reinaldo Domingos é educador e terapeuta financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira, Abefin e Editora DSOP, autor do best-seller Terapia Financeira e do livro Livre-se das Dívidas, entre outras obras.

Política: Comissão aprova uso de sistema biométrico para pagamento de benefícios


Luís Alberto Alves

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aproesvou proposta que torna obrigatório o uso de sistema de identificação biométrica para o pagamento de benefícios da Seguridade Social e outros benefícios pagos pelo governo federal. Pelo texto, o uso de outros sistemas de identificação, como cartão e senha, somente será permitido nos casos em que houver impossibilidade de identificação biométrica do beneficiário.
DEP EDUARDO CURY
Cury: “A leitura é feita por um computador e impede, com isso, que outras pessoas façam uso de cartões de maneira indevida, uma vez que a identificação pessoal é muito mais segura”
O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Eduardo Cury (PSDB-SP), ao Projeto de Lei 4646/09, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP). O projeto original também obriga a utilização de sistema de identificação biométrica para transações de financiamentos e empréstimos pessoais consignados e para a habilitação de aparelhos e contratação de serviços de telefonia celular pré-paga. O substitutivo excluiu a obrigação para esses casos.
“Ao contrário dos benefícios pagos pelo Estado, as relações bancárias, a venda de aparelhos celulares e a prestação dos serviços de telecomunicações transcorrem no âmbito do direito privado e são regidas por legislações da esfera do direito comercial”, disse o relator. “Dessa maneira, não cabe ao Poder Público estabelecer procedimentos específicos de telecomunicações para a identificação de agentes nas operações dessa esfera”, completou Cury.
O substitutivo também torna obrigatório o uso de registro fotográfico dos correntistas em contratos de empréstimos bancários - iniciativa prevista no projeto apensado (PL 2093/15) e acolhida pelo relator em seu texto. 
Caso a proposta seja aprovada pelos parlamentares, a lei entrará em vigor 90 dias após a sua publicação.
                                                              Segurança
O relator destaca que o sistema de identificação biométrica traz mais segurança para os pagamentos de benefícios. “O sistema nada mais faz do que comparar uma característica de uma pessoa, que pode ser a íris ou, mais comumente, a impressão digital, com informações armazenadas em banco de dados ou em cartão convencional com chip”, explica. “A leitura é feita por um computador e impede, com isso, que outras pessoas façam uso de cartões de maneira indevida, uma vez que a identificação pessoal é muito mais segura”, complementa.
Segundo Cury, além de mais seguro, o sistema biométrico tem baixo custo. “Um computador com leitora ótica custa, em média, R$ 8.500,00 a unidade, custo que pode ser bastante reduzido com o ganho de escala. Pode-se, também, instalar a leitora ótica nos terminais de caixa eletrônico, de modo que o acesso ao saque só seja liberado para os beneficiários devidamente identificados.”
                                                               Tramitação
A matéria tramita em caráter conclusivo e será examinada ainda pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Política: Câmara aprova medidas de prevenção de enchentes


Luís Alberto Alves

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou em caráter conclusivo, nesta quarta-feira (11), proposta que assegura medidas de prevenção a enchentes, deslizamentos de terras e eventos similares, exigências que deverão estar presentes em todos os planos diretores. A proposta está aprovada pela Câmara e deve seguir para revisão do Senado.
Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Dep. Rubens Pereira
Rubens Pereira Jr. acatou o parecer da Comissão da Amazônia que incluiu calçadas ecológicas entre as diretrizes 
Cada município possui seu plano diretor, que indica as regras para a consolidação e a expansão urbana e traz as diretrizes para implantação dos sistemas de drenagem e de construção de áreas verdes.
Entre as regras aprovadas, a proposta inclui um limite máximo de impermeabilização dos terrenos, prevê diretrizes para a regularização fundiária de assentamentos e planos de contingência em relação a áreas de risco e cria normas para operacionalização dessas medidas.
                                                                        Calçadas ecológicas
O texto aprovado é o substitutivo acatado anteriormente pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, e ratificado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano. O texto incluiu a criação de calçadas ecológicas (que possuem área permeável) entre as diretrizes do plano diretor do município. A proposta original previa a implantação dessas calçadas apenas em municípios com mais de 80 mil habitantes.
O substitutivo reúne o conteúdo dos projetos de lei 840/11, do deputado Chico Alencar (Psol-RJ), e 1385/11, do deputado Ricardo Izar (PSD-SP), que tramitam em conjunto. As propostas alteram o Estatuto da Cidade (Lei 10.257/01), a Lei do Saneamento Básico (11.445/07) e a Lei do Sistema Nacional de Defesa Civil (12.340/10).
O relator na CCJ, deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA), considerou que a proposta está de acordo com a legislação brasileira e, por isso, recomendou sua aprovação.
Pela norma aprovada, os municípios terão o prazo máximo de dois anos para se adaptar às novas regras. A União atuará no mapeamento das áreas de risco, apoiando os estados, o Distrito Federal e os municípios.

Política: Câmara aprova regularização de dinheiro no exterior sem beneficiar parlamentares


Luís Alberto Alves

Deputados aprovaram emenda que proíbe os políticos e detentores de cargos e seus parentes até o 2º grau de aderirem ao programa de regularização
Thyago Marcel/Câmara dos Deputados
Sessão extraordinária para discussão e votação de diversos projetos.
Plenário aprovou regras para regularização de recursos mantidos no exterior que não tenham sido declarados à Receita Federal
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (11) o Projeto de Lei 2960/15, do Executivo, que cria um regime especial de regularização de recursos mantidos no exterior sem conhecimento do Fisco, fixando um tributo único para sua legalização perante a Receita Federal. A medida é direcionada aos recursos obtidos de forma lícita. A matéria será votada ainda pelo Senado.
De acordo com texto aprovado, umsubstitutivo do relator, deputado Manoel Junior (PMDB-PB), poderão aderir ao regime as pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no Brasil que tenham sido proprietárias desses recursos ou bens em períodos anteriores a 31 de dezembro de 2014. Elas terão 210 dias para aderir, contados a partir da publicação da futura lei.
Aquele que tiver a adesão aprovada será anistiado de vários crimes tributários relacionados aos valores declarados, como sonegação fiscal ou descaminho, e para outros listados em leis específicas, a exemplo da lei sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
O texto do relator inclui mais crimes na lista de anistia da proposta: uso de documento falso, associação criminosa, contabilidade paralela, funcionamento irregular de instituição financeira e falsa identidade a terceiro para operação de câmbio.
A anistia somente valerá se o contribuinte não tiver sido condenado definitivamente pela Justiça em relação a esses crimes até o início da vigência da lei, mesmo que a ação não se refira ao bem a ser repatriado.
                                                                        Políticos
O debate mais acalorado do dia resultou na aprovação, por 351 votos a 48, de emenda do deputado Bruno Covas (PSDB-SP) que proíbe os políticos e detentores de cargos e seus parentes até o segundo grau de aderirem ao programa de regularização.
Bruno Covas disse que a intenção é retirar dúvidas de que a proposta vai beneficiar envolvidos em escândalos de corrupção. “Este é o momento de dizermos que não estamos legislando em causa própria, que esta lei não vai nos beneficiar”, disse.
Já o relator, Manoel Junior, foi contra a exclusão. “Se queriam fazer a exclusão de políticos, a redação não é esta e, mesmo assim, estariam cometendo duas ilegalidades: a discriminação e a inconstitucionalidade”, afirmou.
                                                                        Não residentes
As pessoas habilitadas a participar do programa que não possuam mais os bens, mas queiram regularizar a situação também poderão aderir, assim como os que atualmente não são mais residentes no Brasil e eram em dezembro de 2014.
O único imposto que incidirá sobre os bens será o Imposto de Renda, com alíquota de 15%, mais uma multa de igual percentual, totalizando 30%. Quem regularizar será isento de todos os demais tributos federais e penalidades aplicáveis por outros órgãos regulatórios que poderiam ter incidido sobre os fatos geradores relacionados aos bens declarados, se ocorridos até 31 de dezembro de 2014.
Valores disponíveis em contas no exterior até o limite de R$ 10 mil por pessoa, convertidos em dólar, estarão isentos da multa.
Os valores consolidados serão convertidos em dólar e depois convertidos em real pela cotação de 31 de dezembro de 2014, de R$ 2,65. Como atualmente o dólar está em torno de R$ 3,76, o beneficiário ganhará um desconto de 30% devido à cotação menor.
Segundo Manoel Junior, os vários planos econômicos ao longo da história do Brasil provocaram uma evasão de divisas para proteger o capital, tanto por parte de empresas quanto por parte de pessoas físicas. “Dos 47 países que fizeram essa legislação, 19 o realizam em caráter permanente”, recordou.
Outra emenda aprovada pelo Plenário, do próprio relator, possibilitará o uso da declaração de regularização como indício para investigações posteriores, contanto que não seja o único elemento.
                                                                         Fundos
Originalmente, o projeto previa o direcionamento do imposto a dois fundos cuja criação está prevista na Medida Provisória 683/15, cuja vigência terminou no dia 10 de novembro. Esses fundos compensariam os estados por futuras mudanças de unificação das alíquotas do ICMS.
No entanto, o relator mudou essa destinação: o dinheiro do imposto e da multa será repartido segundo as regras constitucionais de rateio do IR: a União repassará 49% do total a estados, Distrito Federal e municípios.