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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Geral: Pesquisa aponta que 87% das brasileiras reconhecem risco de o câncer de mama voltar,

             Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

*Levantamento mostra lacuna de informação sobre a jornada do câncer de mama e reforça a importância de ampliar o cuidado contínuo após a cirurgia


Redação/Hourpress

 

O câncer de mama faz parte do repertório das brasileiras, mas isso não significa que todas as etapas da jornada de cuidado sejam igualmente compreendidas. Um levantamento realizado pela Ipsos a pedido da Novartis Brasil mostra que 87% das mulheres acreditam que existe a possibilidade de o câncer de mama voltar após o tratamento, enquanto apenas 39% afirmam já ter ouvido falar em “recidiva”, termo utilizado para descrever a volta da doença.

 

O levantamento também revela que o termo recidiva é menos conhecido do que outras expressões associadas ao câncer de mama, já que 87% das entrevistadas já ouviram falar em quimioterapia, 84% em biópsia, 77% em tumor maligno e 73% em metástase. O contraste sugere que, embora a população reconheça o risco de a doença voltar, ainda há espaço para ampliar a compreensão sobre o que acontece depois do tratamento inicial e por que o acompanhamento ao longo do tempo é parte importante da jornada de cuidado.

 

Diante deste cenário, ampliar o acesso a informações claras, responsáveis e baseadas em evidências pode contribuir para que pacientes, familiares e sociedade compreendam melhor a importância do acompanhamento contínuo, das conversas com a equipe médica e do cuidado individualizado ao longo do tempo.


Casos

 

Mesmo diante dessa lacuna, quando o tema é explicado, há forte reconhecimento da importância do cuidado após as etapas iniciais do tratamento. Segundo o levantamento, 90% das entrevistadas concordam que, mesmo após a retirada do tumor em estágio inicial, pode ser recomendado tratamento adicional para ajudar a prevenir que a doença volte. Além disso, 64% concordam que, em alguns casos, o tratamento complementar após a cirurgia pode continuar por até 10 anos.

 

“A pesquisa mostra que a população reconhece que existe o risco de a doença voltar, mas nem sempre tem acesso a informações simples e claras sobre o que é recidiva e por que o acompanhamento ao longo do tempo pode ser necessário — assim como sobre a importância da adesão ao tratamento adjuvante, quando indicado, como estratégia para reduzir o risco de recidiva. Evidências mostram que, na prática clínica, apenas cerca de 50% das mulheres conseguem completar os cinco anos recomendados de terapia endócrina adjuvante1, o que evidencia uma lacuna importante no cuidado.” afirma Dra. Maira Caleffi, chefe do serviço de mastologia do Hospital Moinhos de Vento e fundadora da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA).

 

A percepção sobre o cuidado após a cirurgia também é expressiva: 63% das entrevistadas apontam que o acompanhamento e o tratamento ao longo do tempo são importantes para reduzir o risco de retorno da doença. O resultado mostra que, mesmo sem familiaridade com termos técnicos, muitas mulheres reconhecem a importância de estratégias voltadas à redução desse risco.

 

“Esse cenário reforça a importância de ampliar estratégias como a navegação de pacientes, oferecendo o suporte necessário para que as mulheres sejam bem orientadas e tenham condições, inclusive emocionais, de completar sua jornada de tratamento. Ao mesmo tempo, ampliar o acesso às opções terapêuticas disponíveis no SUS é essencial para permitir a personalização do cuidado, considerando a diversidade de perfis e rotinas das mulheres com câncer de mama, que são cada vez mais jovens” completou Dra. Maira Caleffi.,

Geral: Café ganha novo significado para Millennials e Geração Z

    Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

*Estudos apontam que a bebida deixou de ser apenas fonte de energia e passou a marcar momentos de foco, pausa e conexão em uma rotina cada vez mais fragmentada

 

Redação/Hourpress


O café ganhou um novo significado para Millennials e Geração Z. Em meio ao trabalho híbrido, aos estudos, ao uso intenso de tecnologia e à multiplicidade de tarefas, a bebida passou a funcionar como um ritual capaz de organizar a rotina e criar momentos de foco, pausa e socialização. A mudança acompanha tendências de comportamento do consumidor identificadas por pesquisas internacionais e já é percebida pelo mercado de cafeterias.

 

De acordo com a pesquisa Gen Z & Millennial Survey 2026, da Deloitte, 74% dos profissionais da Geração Z e o mesmo percentual entre os Millennials já utilizam inteligência artificial em suas atividades de trabalho. Ao mesmo tempo, essas gerações apontam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, o bem-estar e a produtividade sustentável como prioridades diante de uma rotina marcada pela sobrecarga e pela necessidade constante de adaptação.

 

Nesse contexto, o café deixou de representar apenas uma fonte de cafeína para assumir um papel simbólico na organização do dia. Expressões como "vou tomar um café antes de começar", "pausa para o café" e "vamos conversar tomando um café" refletem pequenos rituais que ajudam a delimitar mentalmente diferentes momentos da rotina, oferecendo uma sensação de estabilidade em um cotidiano cada vez mais acelerado.


Faixa

 

As mudanças também são percebidas nas cafeterias. Dados da Mintel mostram que 70% dos brasileiros que consomem café fora de casa consideram esses estabelecimentos bons locais para trabalhar ou estudar. Entre consumidores de 16 a 24 anos, esse percentual sobe para 74%. Além disso, 25% dos jovens dessa faixa etária frequentam cafeterias regularmente para consumir café, enquanto quase 60% consideram o acesso ao Wi-Fi um fator essencial na escolha do local.

 

Para André Henning, cofundador da Go Coffee, esse comportamento demonstra que o café passou a desempenhar um papel muito mais amplo na rotina das novas gerações.

"Hoje, percebemos que o café representa muito mais do que energia. Para Millennials e Geração Z, ele se tornou um momento de transição entre tarefas, uma pausa consciente e também uma oportunidade de conexão. As cafeterias acompanham essa transformação ao oferecer ambientes que fazem parte da rotina das pessoas, seja para trabalhar, estudar ou encontrar amigos."

 

Os números reforçam a transformação das cafeterias em um "terceiro espaço", conceito utilizado para definir ambientes que vão além da casa e do escritório. Com infraestrutura adequada para trabalho remoto, estudos, reuniões e encontros informais, esses estabelecimentos acompanham a crescente flexibilidade das jornadas profissionais e acadêmicas.


Dia 


"O consumidor de hoje procura praticidade, mas também ambientes onde consiga manter a produtividade e, ao mesmo tempo, fazer pequenas pausas durante o dia. A cafeteria passou a atender a essa necessidade ao reunir conveniência, conforto e uma experiência que acompanha a dinâmica da rotina moderna. Mais do que vender café, percebemos que fazemos parte desses momentos que ajudam as pessoas a organizar o dia”, avaliou o empresário.

 

O comportamento acompanha uma tendência identificada em um estudo internacional da Deloitte com sete mil consumidores de café em 13 países, incluindo o Brasil. A pesquisa conclui que fatores como mudanças no estilo de vida, busca por conveniência, novos hábitos de consumo e interesse por experiências estão remodelando o mercado global de café, impulsionando novos formatos de consumo e a evolução das cafeterias como espaços multifuncionais.

 

Túnel do Tempo: África do Sul banida de Jogos Olímpicos

 

Redação/Hourpress

Em 12 de agosto de1964, a África do Sul é banida dos Jogos Olímpicos por causa de suas  às políticas racistas do país.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Crônica: Tenista do coração


 Só vivia se lamentando

Astrogildo Magno

Margote era executivo bem-sucedido. Ganhava excelente salário, morava num bairro de elite, na Zona Sul de São Paulo, tinha coleção de carros importados e ganhava excelente salário. O emprego o perseguia quando resolvia ficar distante do mercado durante algum tempo.

Porém, a solidão o perseguia. Não tinha sorte no amo. Em 40 anos de vida, já havia amargado quatro divórcio, todos eles por infidelidade sexual. Acabava traído por suas mulheres. Dizia aos amigos que tinha o dedo podre para a arte de amar. Só vivia se lamentando.

Numa tarde de sábado resolveu assistir partida de tênis entre duas mulheres. Pretendia refrescar a mente. Ao chegar às arquibancadas, e viu Caty com a raquete nas mãos ficou alucinado. No final da partida a procurou e conseguiu leva-la para jantar. Paixão fulminante. Após alguns meses, Caty adora jogar partidas de tênis do amor com Margote em sua mansão em Aruba....

Astrogildo Magno é cronista

Geral: Mulheres sob proteção receberão aviso quando agressor se aproximar

    Paulo Pinto/EBC


Radiografia da Notícia

Programa Alerta Mulher Segura quer aumentar rede de defesa

Agência Brasil

O Programa Alerta Mulher Segura vai monitorar eletronicamente agressores como medida protetiva de urgência em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. A iniciativa regulamenta dispositivo da Lei Maria da Penha que autoriza o monitoramento eletrônico de autores de violência.

O programa, publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (30), prevê duas frentes principais de proteção: o monitoramento eletrônico do agressor e a disponibilização de unidade portátil de rastreamento para a vítima. 

O equipamento permitirá que a mulher receba alertas automáticos quando houver descumprimento da distância mínima determinada pela Justiça e possibilitará o acionamento imediato das forças de segurança em situações de risco.

De acordo com o decreto, a implementação ocorrerá de forma articulada entre os órgãos responsáveis pela monitoração eletrônica, as forças de segurança pública, o sistema de justiça e as redes de enfrentamento à violência contra a mulher. A execução caberá aos estados e ao Distrito Federal.

Estrutura de monitoramento

O modelo de referência do programa será composto por Centrais de Monitoração Eletrônica, Núcleos Regionais de Monitoração Eletrônica e Polos de Monitoração Eletrônica.

As centrais ficarão responsáveis pela coordenação técnica, acompanhamento das pessoas monitoradas e monitoramento geoespacial das medidas protetivas. Os núcleos regionais atuarão de forma descentralizada nas microrregiões, enquanto os polos serão destinados à instalação, manutenção e retirada dos equipamentos, podendo funcionar em delegacias ou em outras unidades definidas pelos governos estaduais.

Embora estabeleça parâmetros nacionais, o decreto permite que estados e o Distrito Federal adotem modelos próprios de organização, desde que garantam a proteção das vítimas e o acompanhamento adequado dos agressores monitorados.

A adesão ao dispositivo de rastreamento pela vítima será voluntária e dependerá de consentimento expresso e informado. O equipamento deverá ser entregue de forma imediata, sempre que possível, já no primeiro contato com a autoridade responsável pelo atendimento.

Integração de dados 

O monitoramento ocorrerá por programa informatizado capaz de registrar, processar e consolidar informações sobre as medidas protetivas. 

O sistema também deverá permitir a produção de estatísticas desagregadas por raça, etnia, deficiência e outras situações de vulnerabilidade, com o objetivo de subsidiar o aperfeiçoamento das políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica.

O decreto estabelece ainda que eventuais alertas emitidos pelo sistema não serão considerados automaticamente como descumprimento da medida protetiva. Cada ocorrência deverá passar por análise técnica e contextualizada pelas equipes responsáveis.

Financiamento

As ações serão financiadas com recursos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, incluindo verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional, além de recursos próprios dos estados e do Distrito Federal.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública poderá editar normas complementares para a execução da iniciativa.


Geral: Como a nota do Enamed será usada na contratação de médicos por hospitais?

    Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

* resultado do Enamed não deve ser considerado de forma isolada

Redação/Hourpress

Os hospitais já estão considerando o desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) na hora de contratar e credenciar novos médicos. A preocupação é especialmente maior em relação aos profissionais que não atingem o nível de proficiência, diante das responsabilidades de compliance e da atuação dos diretores técnicos, que podem ser responsabilizados pela qualidade e segurança do atendimento prestado pelo corpo clínico.

 

Embora o diploma e o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) continuem sendo os requisitos legais para o exercício da profissão, a classificação de proficiência no Enamed tende a ganhar cada vez mais espaço como um dos critérios analisados pelos hospitais antes da contratação ou do credenciamento de profissionais. A cautela está relacionada não apenas à qualidade da formação dos recém-formados, mas também à responsabilidade dos hospitais na composição de seus corpos clínicos. Em um cenário no qual diretores técnicos e instituições precisam demonstrar que adotam critérios adequados para garantir a segurança dos pacientes, a contratação de médicos que não apresentem proficiência em uma avaliação nacional pode trazer questionamentos e aumentar a preocupação com riscos assistenciais e de compliance.

 

Para a Associação de Hospitais do Estado de São Paulo (AHOSP), o resultado do Enamed não deve ser considerado de forma isolada, já que uma única avaliação não é capaz de medir toda a capacidade de um médico. No entanto, a proficiência no exame pode se tornar um indicador relevante para apoiar decisões de contratação e credenciamento, contribuindo para processos mais estruturados de avaliação dos profissionais e para o debate sobre a qualidade da formação médica e a segurança do paciente.

 

O Dr. Anis Mitri, presidente da AHOSP, está disponível para comentar como os hospitais já estão incorporando ou podem incorporar o resultado do Enamed aos processos de contratação e credenciamento, quais cuidados devem ser adotados na avaliação de médicos recém-formados e como as preocupações relacionadas a compliance e segurança do paciente podem influenciar essas decisões.

Veículos: Fiat 147, 50 anos do modelo que transformou a indústria automotiva brasileira

 


Radiografia da Notícia

*Primeiro automóvel produzido pela Fiat no Brasil completa cinco décadas de história, inovação e pioneirismo que moldaram a mobilidade nacional 

Luís Alberto Alves/Hourpress

Há 50 anos, a Fiat chegava ao Brasil apresentando um automóvel que transformaria para sempre a indústria nacional. Primeiro veículo produzido pela marca no país, o Fiat 147 inaugurou uma nova geração de carros compactos ao reunir soluções inéditas de engenharia, eficiência e tecnologia, conquistando seu espaço no mercado e no coração dos brasileiros. Cinco décadas depois, o modelo permanece como um dos maiores símbolos de inovação da história automotiva brasileira e um dos pilares da trajetória da Fiat no país. 

Lançado em 1976 em um evento memorável em Ouro Preto (MG), o Fiat 147 trouxe ao mercado brasileiro soluções inéditas para a época. Entre seus diferenciais estavam o motor instalado em posição transversal, solução que otimizava o espaço interno e a eficiência mecânica, os pneus radiais e o para-brisa de vidro laminado, características que ajudaram a estabelecer novos padrões de segurança, conforto e eficiência entre os veículos compactos. No mesmo ano, durante sua estreia no Salão do Automóvel de São Paulo, a marca apresentou ao público um protótipo do 147 movido a etanol, que já acumulava muitos quilômetros rodados em testes. 

Mais do que um automóvel, o Fiat 147 representou o espírito inovador da marca. Seu pioneirismo ficou ainda mais evidente três anos depois, em 1979, quando se tornou o primeiro carro movido a etanol produzido em série no mundo, o maior feito do modelo. O modelo, carinhosamente apelidado de “Cachacinha”, abriu caminho para uma trajetória de evolução tecnológica que resultou, décadas depois, na consolidação dos motores flex, hoje predominantes na frota brasileira de veículos leves.  

Ao longo de sua trajetória, o Fiat 147 conquistou diferentes gerações de brasileiros e deu origem a uma família completa de versões e derivados, consolidando-se como um dos maiores ícones da história da Fiat. Cinquenta anos após seu lançamento, o modelo permanece vivo na memória dos consumidores e continua inspirando a marca em seus pilares de inovação, eficiência, acessibilidade e paixão por transformar a mobilidade. 

Ao celebrar os 50 anos do Fiat 147, a marca também celebra cinco décadas de uma história construída ao lado dos brasileiros. Uma trajetória marcada por inovação, proximidade com o consumidor e pela capacidade de desenvolver tecnologias que transformaram a mobilidade nacional, valores que continuam guiando a Fiat em seus próximos capítulos.