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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Geral: Acidentes de motocicleta causam cerca de 70% das lesões traumáticas

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Radiografia da Notícia

Problema causa perda de movimentos e de sensibilidade do membro superior, com risco de sequelas definitivas; no mês em que se celebra o Dia do Motociclista, Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão explica questão e reforça prevenção

Redação/Hourpress

 

O número expressivo de acidentes de motocicleta no país continua preocupando autoridades e especialistas. Em 2025, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 72.529 sinistros de trânsito nas rodovias federais brasileiras, que resultaram em 6.043 mortes e 83.550 feridos. Embora tenha havido uma leve redução no total de acidentes e óbitos em relação ao ano anterior, os motociclistas seguem entre as principais vítimas do trânsito. Dados da PRF mostram que, entre 2023 e 2024, as mortes de ocupantes de motocicletas cresceram 14,2%, e, apenas no primeiro semestre de 2025, esse indicador voltou a apresentar aumento, ainda que discreto, reforçando a necessidade de ações permanentes de prevenção e conscientização.

 

Neste mês, a data de 27 de julho celebra o Dia Nacional dos Motociclistas, conforme a Lei 15.006/2024. A ocasião tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os riscos enfrentados por motociclistas e reduzir o número de acidentes no trânsito. Uma das lesões mais complexas e considerada pouco conhecida pelo público em geral é a do plexo braquial, com cerca de 70% dos casos estão relacionados a esse tipo de ocorrência. A estrutura nervosa é localizada na região cervical e torácica, responsável pela movimentação e sensibilidade dos braços e mãos. Esse tipo de trauma ocorre, na maioria das vezes, em colisões de alta energia e pode gerar sequelas graves e permanentes, comprometendo diretamente a qualidade de vida e a capacidade laboral das vítimas.

 

“As lesões do plexo braquial são de alta complexidade e exigem centros especializados para garantir o melhor resultado possível aos pacientes”, explicou o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Luiz Sobania.


Paciente

 

O tratamento, na maioria das vezes, inclui cirurgias reconstrutivas com enxertos ou transferências nervosas, além de fisioterapia intensiva e acompanhamento multidisciplinar. A reabilitação pode levar meses ou até anos, exigindo grande dedicação do paciente. O tempo de resposta também é decisivo. “Quando diagnosticada e tratada de forma precoce, a lesão do plexo braquial apresenta melhores chances de recuperação, o que impacta diretamente na qualidade de vida do paciente”, salientou.

 

Além do impacto clínico, há forte repercussão social e econômica. A maioria das vítimas são adultos jovens, em idade produtiva, que após o trauma ficam afastados do trabalho, enfrentam limitações permanentes e demandam suporte prolongado da saúde pública e da previdência social.

 

“O tratamento da lesão do plexo braquial é uma jornada que exige tempo, persistência e uma equipe preparada para acompanhar cada fase da recuperação. O objetivo final vai além do movimento: é ajudar o paciente a recuperar independência e qualidade de vida. Mas a prevenção continua sendo o caminho mais importante, especialmente com a adoção de medidas de segurança no trânsito que podem evitar traumas graves e suas consequências”, concluiu.

Geral: Do suave ao superpicante: conheça nove tipos de pimenta e saiba como utilizá-las na cozinha

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Radiografia da Notícia

Nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, compartilha dicas para acertar na escolha do ingrediente e transformar qualquer prato

Redação/Hourpress

 

Das mais suaves às mais intensas, as pimentas são ingredientes versáteis que adicionam cor, sabor marcante e personalidade aos mais diversos pratos. Para quem cozinha, aproveitar o potencial desse tempero é essencial. A escolha da pimenta e adaptação a cada receita pode realçar ou comprometer o resultado. Pensando nisso, Cláudia Mulero, nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, explica as principais diferenças entre os tipos de pimenta e como incorporá-las em diferentes preparações.
 

“As mais consumidas pelos brasileiros, são a dedo-de-moça, biquinho, malagueta, caiena e a pimenta-do-reino, presentes na culinária típica de diferentes regiões. Embora associada apenas ao sabor picante, a pimenta é um poderoso antioxidante e quando utilizada na medida certa, pode transformar qualquer prato, realçando seus sabores e aromas. Uma boa dica para acertar na escolha, é consultar antes o nível de ardência na escala Scoville, já que ela indica a concentração de capsaicina, o composto químico responsável pela sensação de queimação e utiliza como unidade de medida o SHU (Scoville Heat Units). Quanto maior o número de SHU, mais picante é a pimenta”, explica Cláudia.
 

Pimenta Dedo-de-Moça
 

Uma das variedades mais populares na culinária brasileira, a pimenta dedo-de-moça tem um formato alongado, coloração vermelha, quando madura, ardência moderada e sabor levemente frutado. É perfeita para quem prefere um sabor picante, mas sem exageros. O ingrediente se adapta bem em molhos e geleias de pimenta, carnes, aves e peixes, caldos e ensopados, vinagrete e farofa.
 

Pimenta biquinho

Conhecida pelo sabor suave e levemente adocicado, a pimenta biquinho tem baixíssima ardência, sendo ideal para quem busca apreciar o aroma e o sabor do fruto, sem o toque intenso de picância. Pode ser usada em entradas e acompanhamentos, como conservas, saladas, petiscos e tábuas de frios, molhos suaves e decoração de pratos.
 

Jalapeño

Muito tradicional na culinária mexicana, a pimenta Jalapeño possui ardência média e sabor marcante. Quando colhida ainda verde, apresenta notas mais frescas e herbáceas, já madura, adquire a coloração vermelha e um sabor mais adocicado. É ideal para molhos mexicanos, nachos, tacos, burritos, conservas, hambúrgueres, recheada com queijo ou carne, e quando defumada e seca, dá origem ao famoso chipotle, proporcionando um sabor amadeirado, levemente adocicado e calor moderado.
 

Habanero

Reconhecida pelo cheiro intenso e alta ardência, a pimenta Habanero adiciona profundidade às receitas quando usadas com moderação. Com um formato pequeno e arredondado, pode ser encontrada nas cores vermelha, laranja, amarela e chocolate. Se adapta bem em molhos, marinadas para carne e frutos do mar, conservas, pratos da culinária mexicana e caribenha, além de preparações agridoces.
 

Malagueta

Bastante picante, a pimenta malagueta é uma das mais tradicionais da culinária brasileira. É uma excelente opção para o preparo de moquecas e pratos à base de peixe, conservas, molhos, carnes e petiscos e a tradicional feijoada. A pimenta apresenta sabor intenso, sem perder as características aromáticas e pode ser verde quando ainda está imatura e vermelha após o amadurecimento.
 

Pimenta-de- cheiro

Muito presente na gastronomia do Norte e Nordeste do Brasil, a pimenta-de-cheiro é conhecida pelo aroma marcante, conferindo perfume ao prato, sem necessariamente acrescentar muita picância. Reconhecidas por serem pequenas e arredondadas, essas pimentas se adaptam bem a caldos e ensopados, peixes e frutos do mar, pratos regionais amazônicos, como o tacacá, molhos e conservas, refogados e preparações com legumes.
 

Pimenta Caiena

Conhecida pela ardência acentuada, a pimenta Caiena possui um sabor intenso e levemente terroso. Embora também exista na versão in natura, geralmente é encontrada em pó, sendo amplamente utilizada em diferentes culinárias do mundo. O ingrediente pode ser usado em marinadas para carnes, aves e peixes, sopas e caldos, mistura de especiarias e legumes assados e refogados. O ideal é sempre utilizá-la em pequenas quantidades para equilibrar a picância com o sabor dos pratos.
 

Ghost Pepper

Também conhecida como Bhut Jolokia, a Ghost Pepper é uma das pimentas mais picantes do mundo. Originária da Índia, apresenta frutos alongados, casca enrugada e coloração vermelha, embora também pode ser encontrada nas variedades laranja e chocolate. O fruto combina notas frutadas e um leve toque defumado, acompanhados de uma picância intensa, sendo perfeita para molhos de pimenta de alta intensidade, conservas artesanais, marinadas para carne e produção de temperos em pó. O recomendado é sempre utilizar com moderação, devido ao elevado grau de ardência.
 

Carolina Reaper

Extremamente picante, a pimenta Carolina Reaper foi desenvolvida nos Estados Unidos e se destaca pela ardência extrema. Com um sabor frutado no início, antes da intensa sensação de picância, a pimenta se adapta bem a molhos, temperos artesanais e produtos voltados para apreciadores de pimentas superpicantes. Devido ao alto teor de capsaicina, deve ser utilizada em quantidades mínimas e manuseada com cuidado, preferencialmente com luvas, evitando o contato com os olhos, a pele sensível e as mucosas, pois pode causar irritação intensa.
 

Geral: Tumores de cabeça e pescoço são diagnosticados em estágio avançado

 

Radiografia da Notícia


*Quase 80% dos tumores de cabeça e pescoço analisados no Brasil são diagnosticados em estágio avançado

Redação/Hourpress 

 

O Julho Verde, mês de conscientização sobre os tumores de cabeça e pescoço, chama atenção para um dos principais desafios no cuidado desses pacientes: o diagnóstico em fases avançadas, quando o tratamento tende a ser mais complexo e pode envolver diferentes especialidades.

 

Um estudo conduzido pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), publicado na The Lancet Regional Health Americas1, analisou mais de 145 mil casos de tumores de cabeça e pescoço no Brasil e mostrou que 78,2% foram diagnosticados em estágios III ou IV.

 

De acordo com o oncologista Dr. Cheng Tzu, coordenador da área de tumores de cabeça e pescoço do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a identificação precoce pode elevar as chances de cura para até 80% a 90%, dependendo de cada caso, além de permitir tratamentos menos agressivos e mais personalizados.


Nódulos

 

Entre os sinais de alerta estão rouquidão ou alteração na voz por mais de duas semanas, dor ou engasgos persistentes ao engolir, dificuldade para respirar sem causa aparente, perda de peso não intencional e crescimento rápido de nódulos ou massas na região da cabeça e do pescoço.

 

O especialista também destaca a mudança no perfil de parte dos casos, especialmente em pessoas mais jovens, com a infecção pelo HPV associada a tumores de orofaringe. Tabagismo e consumo excessivo de álcool seguem entre os principais fatores de risco, sobretudo quando combinados.

 

Em casos avançados, o tratamento pode impactar funções como fala, respiração, deglutição e alimentação, o que reforça a necessidade de uma abordagem integrada. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz atua em oncologia de alta complexidade, com estrutura voltada ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento multidisciplinar desses pacientes.

 

O Dr. Cheng Tzu está disponível para entrevistas sobre sinais de alerta, diagnóstico precoce, fatores de risco, relação entre HPV e tumores de orofaringe, tratamento multidisciplinar e desafios dos casos de alta complexidade.

 

Geral: Instituto Butantan reúne sete pesquisadores entre os cientistas de maior impacto científico do mundo

  


Radiografia da Notícia

* Levantamento da Research.com reconhece pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento com base no impacto de suas publicações científicas
 

Redação/Hourpress

Em clima de Copa do Mundo, o Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo, apresenta seus "bicampeões".
 

Pelo segundo ano consecutivo, pesquisadores da instituição figuram entre os cientistas de maior impacto científico do mundo no ranking Best Scientists by Discipline 2026, da Research.com. O levantamento considera indicadores como índice H, número de publicações e citações na literatura científica internacional.
 

O reconhecimento contempla o diretor e o vice-diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás e Rui Curi, respectivamente, e outros três pesquisadores da instituição: Ana Maria Moura-da-Silva, Sergio Verjovski Almeida, e Vanderson Rocha. Além de dois pesquisadores aposentados, Darci Moraes Barros-Battesti e Antonio Carlos Martins Camargo.
 

No recorte nacional do ranking, Rui Curi ocupa a 3ª posição em Biologia e Bioquímica; Ana Maria Moura-da-Silva, a 5ª em Biologia Molecular; Sergio Verjovski Almeida, a 8ª na mesma área; Esper Kallás, a 13ª em Imunologia; Vanderson Rocha, a 17ª em Medicina; Darci Moraes Barros-Battesti, a 50ª em Ciência Animal e Veterinária; e Antonio Carlos Martins Camargo, a 109ª em Biologia e Bioquímica.
 

Conheça os pesquisadores
A seleção do Instituto Butantan reúne cientistas que atuam em diferentes áreas do conhecimento, com estudos voltados à imunologia, doenças infecciosas, microbiologia, biologia molecular, bioquímica, toxinologia, genômica e parasitologia.
 

Esper Kallás desenvolve pesquisas nas áreas de HIV, vacinas, imunologia e doenças infecciosas. Rui Curi atua nas áreas de metabolismo celular, imunologia e inflamação.
 

Ana Maria Moura da Silva estuda toxinas de venenos de serpentes, com foco nos mecanismos de ação dos envenenamentos e na avaliação da eficácia de antivenenos. Sergio Verjovski Almeida investiga a regulação da expressão gênica em Schistosoma mansoni (parasita causador da esquistossomose) e os mecanismos de ação de RNAs não-codificadores de proteínas em células humanas.
 

Vanderson Rocha tem a área da hematologia, oncologia e genética como foco principal de pesquisa, com o desenvolvimento de terapia com células CAR-T para cânceres no sangue, como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo, no Brasil.
 

Darci Moraes Barros-Battesti, pesquisadora aposentada do Instituto Butantan, atua na área de Parasitologia, com ênfase na taxonomia e biologia de carrapatos e outros ácaros ectoparasitos de animais silvestres.
 

Antonio Carlos Martins Camargo, pesquisador aposentado do Instituto Butantan, desenvolveu estudos sobre peptídeos potencializadores de bradicinina (molécula relacionada ao controle da pressão arterial) presentes no veneno da Bothrops jararaca.
 

Como funciona o ranking
Elaborado anualmente pela Research.com, o ranking Best Scientists by Discipline contempla pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento com base no impacto de sua produção científica. A classificação considera o índice H, indicador que mede a produtividade e a influência acadêmica de um pesquisador a partir de suas publicações e citações, além do número de trabalhos publicados e das citações recebidas.

Geral: Visto americano: novas regras combatem fraudes e imigração ilegal



 Radiografia da Notícia

* Residente nos Estados Unidos, Charles Mendlowicz faz alerta contra a desinformação e detalha o impacto real das novas medidas para viajantes brasileiros


Charles Mendlowicz

 

As recentes mudanças nos procedimentos de imigração e vistos para os Estados Unidos geraram desinformação na internet. Relatos de um suposto fechamento de fronteiras assustaram viajantes, mas o cenário real passa longe do pânico propagado. A avaliação é de Charles Mendlowicz, economista, sócio da Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero. Residente nos Estados Unidos após obter o green card por habilidades extraordinárias, ele aponta que as medidas buscam organizar o sistema.

 

"Se você quer vir para conhecer a Disney, visitar Nova York, se quer estudar, não tem problema nenhum. É preciso ter cuidado com o alarmismo, com a desinformação. O que aconteceu não foi uma questão de ‘barrar’, mas sim de organizar um sistema que estava com problemas", explicou Mendlowicz.

 

EUA realizam “pente-fino” nos vistos e pedidos de asilo

 

O governo americano anunciou recentemente medidas de endurecimento. A primeira suspende temporariamente decisões sobre residência e autorizações de trabalho para novas verificações de segurança. A segunda exige que solicitantes de vistos de não imigrante declarem que não temem perseguição em seus países de origem. A exigência visa coibir distorções no uso de prerrogativas humanitárias.

 

"Nos Estados Unidos há um tipo de visto que se você é perseguido no seu país, você pode pedir um asilo. Muitos brasileiros fizeram isso sem ser perseguidos no Brasil, por exemplo. O objetivo das novas medidas é justamente frear o fluxo descontrolado registrado em anos anteriores”, disse..

 

Novas regras para estudantes

 

O visto de estudante passou por ajustes para evitar que o benefício educacional seja usado como via de imigração irregular. Pelas novas diretrizes anunciadas ontem (16), o estudante terá prazo de permanência fixado em quatro anos e, ao final do período, precisará pedir uma prorrogação do visto ao Departamento de Segurança Interna, ou deixar os Estados Unidos e entrar novamente para obter uma nova admissão.

 

"Muita gente tirava o visto de estudante e ficava nos Estados Unidos além do prazo inicial. Agora, após quatro anos, quem quiser ficar mais tempo terá que prestar contas, mostrar que está estudando de verdade. A medida foi necessária devido aos diversos casos de pessoas que tiravam visto de estudante mas tinham como real objetivo trabalhar", detalhou Charles Mendlowicz.

 

Criadores de conteúdo entraram na mira da fiscalização

 

A fiscalização se intensificou sobre criadores de conteúdo, impulsionada pela realização da Copa do Mundo. Entrar com visto de turista e monetizar vídeos ou realizar publicidades em solo americano virou alvo do serviço de imigração.

 

"O governo americano confirmou: influenciador estrangeiro que entrar com visto de turista e monetizar conteúdo pode ser deportado na hora. Se você está gravando coisas pessoais, não tem risco. Se está gravando para monetizar, o risco é alto", alertou Mendlowicz. O visto correto para essa atividade é o O-1, de habilidades extraordinárias.

 

Para quem deseja fazer turismo ou estudar conforme a lei, as portas continuam abertas. "Haverá mudanças, mas se a pessoa quiser ir para os Estados Unidos como estudante, basta estudar de verdade que ficará tudo bem. Se quiser ir para a Disney, que vá como turista e retorne para casa após o passeio. Só tem que acompanhar o dólar e se programar para aproveitar o melhor de cada experiência", concluiu Mendlowicz.

Chumbo quente: Cuidado! A IA cria mentiras!

Foto criada através de IA

Radiografia da Notícia

 * Você precisa apenas da foto desse alguém e a IA faz o restante.

Luís Alberto Alves/Hourpress

Entramos na era perigosa da IA (Inteligência Artificial). Apenas com a foto de alguém é possível criar diversos personagens. Caso seja mulher, é possível produzir fotos dela de vestido, minissaia, camiseta top, com ou sem flor nos cabelos, de sandálias ou sapatos, às margens de uma praia, praça, avenida ou qualquer lugar que possa imaginar. Você precisa apenas da foto desse alguém e a IA faz o restante.

Como todo jornalista é curioso, fiz o teste. Pedi para a IA criar uma foto minha como piloto de caça da FAB (Força Aérea Brasileira). Surpreso, surgiu a foto com uniforme de piloto e capacete nas mãos, ao lado de um avião da FAB. Quem não me conhece pode imaginar que eu seja um tenente-coronel aviador. Esse era o meu sonho de adolescente, porém não consegui realizá-lo. Portanto, a foto que ilustra esse texto é criação da IA, é fictícia.

Políticos

Não contente, pedi para a IA produzir minha foto como jogador da seleção brasileira de futebol no gramado de um estádio. Novamente, o pedido acabou atendido. Eu sou cidadão do bem, jamais utilizarei essa ferramenta para o mal. Mas e as pessoas desonestas como reagem diante disso? Elas poderão pegar a foto de alguém e apresentá-la como garota de programa nas ruas à procura de clientes. Depois desse estrago nas redes sociais quem vai pagar pelo prejuízo?

Foto criada através de IA

Estamos próximos de eleições e alguns políticos não pensarão duas vezes antes de criar embaraço para o seu adversário ao fabricar fotografia dessa pessoa em situação indesejada. Principalmente neste clima de polarização em que o Brasil mergulhou nos últimos anos. Será que as autoridades terão cacife de punir milhões de desonestos que usarão a IA para causar dor de cabeça? Deixo essa pergunta no ar e quero ser respondido.

Luís Alberto Alves, jornalista, editor do blog Hourpress.

 

 

Túnel do Tempo: Inauguração da Disneylândia

 


Redação/Hourpress

Em 17 de julho de 1955 ocorre a inauguração da Disneylândia, em Anaheim, na Califórnia (EUA).