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terça-feira, 17 de junho de 2025

Geral: Edital vai doar R$ 12 milhões a projetos de saúde no Brasil






 Radiografia da Notícia

Iniciativa vai selecionar organizações da sociedade civil para serem beneficiadas pela nova fase da Coleção Sorria; inscrições vão até 4 de julho

*  A ação marca uma nova etapa da Coleção Sorria

* Agora, a proposta é ampliar ainda mais o impacto com a seleção 

Redação/Hourpress

A MOL Impacto, empresa especializada em serviços e produtos de impacto social, e a RD Saúde, líder no varejo farmacêutico no Brasil e dona das bandeiras Raia e Drogasil, anunciam o lançamento de um edital público que vai selecionar organizações da sociedade civil da área da saúde para receberem cerca de R$ 12 milhões em doações nos próximos três anos. O edital fica aberto entre 13 de junho e 4 de julho, com inscrições gratuitas e totalmente online no link.
 

A ação marca uma nova etapa da Coleção Sorria, uma das maiores iniciativas de engajamento com causa do varejo brasileiro. A parceria entre MOL e RD Saúde já destinou mais de R$ 65 milhões para OSCs por meio da venda de produtos sociais nas farmácias. Agora, a proposta é ampliar ainda mais o impacto com a seleção de 20 organizações que trabalham para viabilizar o acesso à saúde integral e ambiental e fortalecer políticas públicas no País.

 

“Acreditamos na força da construção coletiva para gerar impacto real. Ao abrir um edital, ampliamos a transparência e damos mais voz às organizações que estão na linha de frente dos desafios da saúde pública. Queremos encontrar OSCs que não apenas compartilhem dos nossos valores, mas que estejam prontas para crescer junto e transformar a vida de milhares de brasileiros”, afirmou Roberta Faria, cofundadora e CEO da MOL Impacto.


Modelo

 

As organizações selecionadas serão apoiadas financeiramente e também receberão visibilidade nacional, integrando as campanhas e materiais da Coleção Sorria. A iniciativa ainda prevê mentorias, apoio à governança e estratégias de fortalecimento institucional, reforçando o compromisso da MOL e da RD com um modelo de filantropia estruturada e de longo prazo.

 

“A Sorria é um símbolo da nossa atuação social e da confiança que nossos clientes depositam na RD Saúde. Essa parceria entre clientes e empresa gera impacto direto em saúde integral nas comunidades mais vulneráveis. Este edital é mais um passo importante para garantir que os recursos arrecadados cheguem a quem mais precisa”, destacou Bruna da Silva Lima, gerente executiva da RD Saúde.
 

O edital completo e os critérios de participação estarão disponíveis no site oficial do edital. O processo seletivo será conduzido em etapas, com análise técnica, documental e avaliação por um comitê independente. O resultado final está previsto para 30 de setembro de 2025.

Geral: Perfumar a casa pode fazer mal?

 Divulgação

Radiografia da Notícia

Aromatizar o ambiente pode ser prazeroso e até terapêutico

 Mas exige consciência e moderação - conforme alerta médica do Hospital Paulista

Evite as velas comuns, que costumam liberar toxinas ao queimar

Redação/Hourpress

Incensos, difusores, aromatizantes de tomada, velas perfumadas... A oferta de produtos que prometem deixar o ambiente mais acolhedor e cheiroso só cresce. Mas, apesar do apelo sensorial, esse hábito pode representar riscos à saúde — especialmente para quem sofre de doenças respiratórias como rinite. A boa notícia: dá para conciliar bem-estar e segurança, desde que se encontre a medida certa.

Segundo a médica otorrinolaringologista Cristiane Passos Dias Levy, especialista em alergias respiratórias, esses produtos podem, sim, desencadear crises em pessoas mais sensíveis. “Eles podem conter fragrâncias sintéticas, compostos voláteis orgânicos (COVs), partículas finas e aditivos químicos que irritam as vias respiratórias. Em indivíduos com predisposição, isso pode levar a inflamações, espirros, coriza, tosse e até dificuldade para respirar”, explicou.

Entre os vilões mais comuns, estão substâncias como formaldeído, benzeno e tolueno — muitas vezes liberadas na queima de incensos e velas convencionais. Também há o risco de inalar partículas ultrafinas, que, além de penetrar fundo nos pulmões, podem agravar quadros de asma e alergias respiratórias.

Existe uma "dose segura"?

Não há uma quantidade padrão de uso que seja considerada completamente segura para todos. A sensibilidade é individual, mas a médica orienta que moderação e ventilação são essenciais. “Evite o uso prolongado, prefira ambientes bem ventilados e use a menor quantidade possível do produto para alcançar o efeito desejado”, orientou a Dra. Cristiane. Usar incensos ou aromatizantes diariamente, em locais fechados, por exemplo, aumenta muito o risco de reações adversas.

O olfato também pode sofrer

Você sente que está ficando “acostumado demais” aos cheiros da casa e já não os percebe como antes? Pode ser um alerta. “A exposição contínua a substâncias irritantes pode levar à perda de sensibilidade olfativa. Além disso, a inflamação constante da mucosa nasal pode resultar em quadros crônicos de rinite”, adverte a médica.

Em alguns casos, a pessoa desenvolve até intolerância a certos odores, que passam a causar dor de cabeça, náusea ou mal-estar, mesmo em concentrações leves.

Há alternativas mais seguras?

Sim! Para quem adora um ambiente cheiroso, mas não quer arriscar a saúde respiratória, a médica indica opções mais naturais e com menor potencial irritante:

Dicas para perfumar a casa com segurança (e moderação):

  1. Prefira óleos essenciais puros
    Use difusores ultrassônicos e opte por óleos como lavanda, limão ou eucalipto. Mas atenção: mesmo os naturais podem causar reações, então faça testes antes.
  2. Velas de cera de soja ou cera de abelha
    Evite as velas comuns, que costumam liberar toxinas ao queimar. Prefira as que são 100% naturais e sem fragrâncias artificiais.
  3. Incensos naturais
    Busque marcas que utilizem ervas, madeiras e resinas sem aditivos químicos. Use por pouco tempo e sempre com janelas abertas.
  4. Sprays caseiros
    Faça sua própria mistura com água, algumas gotas de óleo essencial e um pouco de álcool de cereais. É simples, funcional e menos agressivo.
  5. Plantas e ervas frescas
    Alecrim, hortelã, manjericão e lavanda não só perfumam como ajudam a purificar o ar naturalmente.
  6. Desodorização natural
    Vinagre, bicarbonato de sódio e carvão ativado são ótimos aliados para neutralizar maus odores sem químicos.

Geral: Brasileiros perderam mais de R$ 6 mil em fraude, aponta pesquisa

 

PaísAlvo e vítimaAlvo, mas não vítimaNão direcionadoEsquema de fraude mais relatado
África do Sul13%55%31%Phishing
Brasil10%30%60%Vishing
Canadá9%47%44%Phishing
Chile9%30%61%Vishing
Colômbia9%33%58%Vishing
Espanha10%25%65%Phishing
Estados Unidos11%41%48%Smishing
Filipinas11%63%26%Phishing
Hong Kong6%45%48%Phishing
Índia13%41%46%Roubo de identidade
México11%31%58%Cartão de crédito roubado
Namíbia11%52%37%Vishing
Porto Rico11%25%63%Cartão de crédito roubado
Quênia11%71%19%Smishing
Reino Unido6%44%50%Phishing
República Dominicana12%24%64%Vishing
Ruanda10%57%33%Conta laranja
Zâmbia9%70%21%Smishing

Fonte: Pesquisa de consumidores da TransUnion

Radiografia da Notícia

Relatório sobre Tendências de Fraude Omnichannel da TransUnion revela que o Brasil tem o sexto maior índice de suspeita de fraude digital 

* Geração Z foi a mais afetada

No entanto, as técnicas de engenharia social não são exclusivas do Brasil

Redação/Hourpress

A nova edição do Relatório Global de Tendências de Fraude Omnichannel da TransUnion revela que 40% dos brasileiros entrevistados afirmaram ter sido alvo de fraudes por e-mail, internet, telefone ou mensagens de texto e 10% do total disseram ter caído nos golpes. Os dados revelam uma perda mediana de R$ 6.311 - valor equivalente a quase quatro salários-mínimos. O estudo é realizado semestralmente pela TransUnion, empresa global de informações e insights que atua como DataTech, e traz análises sobre os principais tipos de fraude e comportamento dos fraudadores em 18 países e regiões onde a TransUnion atua.

 

Uma das tendências destacadas pelas pessoas entrevistadas é o vishing como o tipo de golpe mais frequentemente relatado. Vishing é um tipo de fraude de engenharia social em que criminosos realizam ligações telefônicas simulando representar empresas legítimas, como operadoras de celular, planos de saúde ou instituições financeiras. O objetivo é induzir a vítima a fornecer dados confidenciais, como senhas bancárias, números de cartão de crédito, CPF, entre outras informações pessoais.


Fraude


 "A evolução das fraudes exige que as empresas estejam sempre um passo à frente, inclusive ajudando a conscientizar sobre golpes como o vishing. É importante destacar que, assim como em outros golpes de engenharia social, o objetivo final dos fraudadores é obter informações ou acessos privilegiados para cometer fraudes financeiras", explica Wallace Massola, gerente de Soluções de Prevenção à Fraude da TransUnion Brasil.

 

No entanto, as técnicas de engenharia social não são exclusivas do Brasil. O mesmo relatório mostra que 53% dos entrevistados globalmente relataram ter sido alvo de esquemas fraudulentos por canais como e-mail, internet, telefone e mensagens de texto entre agosto e dezembro de 2024. Cerca de 47% dos entrevistados disseram não reconhecer que foram alvos desses golpes. Prejuízos financeiros foram relatados por 29% dos entrevistados nos países em que foi declarada a perda de dinheiro em decorrência de golpes no último ano, com uma perda mediana de US$ 1.747 (cerca de R$ 10.683). Entre as diferentes faixas etárias, a Geração Z foi a que mais relatou perdas (38%), enquanto os Baby Boomers foram os que menos relataram (11%).

Geral: Brasil registrou quase 12 mil mortes de idosos por acidentes

Radiografia da Notícia

*Dados do Ministério da Saúde apontam queda como a principal causa

* Junho é mês de prevenção e a Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico faz o alerta

*Se utilizar bengala, é importante verificar se a borracha da ponta está gasta

Redação/Hourpress

Quem nunca escorregou no banheiro, tropeçou no tapete ou quase caiu ao descer uma escada? Situações comuns do cotidiano que, com o passar dos anos, podem se tornar armadilhas perigosas. Para os idosos, uma simples queda pode representar o início de uma série de complicações, que vão de fraturas complexas a internações, perda da autonomia e até óbito.

De acordo com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, entre 2023 e 2024, o Brasil registrou 11.801 mortes de pessoas idosas por acidentes domésticos, sendo as quedas a principal causa. A faixa etária mais afetada foi de pessoas acima de 80 anos, com mais de 6,7 mil óbitos no período. A pasta lembra que as informações referentes a 2024 são preliminares e sujeitos a alterações. O número, portanto, pode ser ainda maior.

 

Ainda segundo o Ministério, os tipos mais comuns incluem quedas no mesmo nível (4.813 óbitos), escorregões ou tropeços (2.537) e quedas sem especificação (902).

 

Quando analisadas internações hospitalares no período entre 2023 e março de 2025, foram contabilizados 328.355 registros de pessoas com 65 anos ou mais internadas por causas relacionadas a quedas.


Quedas

Com a população envelhecendo cada vez mais e as consequências dessa problemática, o Dia Mundial de Prevenção de Quedas, em 24 de junho, foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e incluída no Calendário da Saúde do Ministério da Saúde, com objetivo de alertar sobre riscos de quedas, principalmente entre os idosos.

 

“As quedas em idosos representam um dos maiores desafios para a saúde pública atualmente, devido às suas graves consequências para a qualidade de vida dessa população. Além do risco elevado de fraturas, especialmente de quadril, que podem levar à perda da autonomia e até a mortalidade precoce, as quedas impactam diretamente na capacidade funcional, gerando limitações físicas, dependência e isolamento social”, ressaltou o presidente da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico (SBTO), Dr. Robinson Esteves.

 

A fratura no quadril é uma condição extremamente séria em idosos, pois além da lesão óssea, pode levar a complicações graves como infecções, trombose e pneumonia, elevando significativamente o risco de mortalidade, que pode chegar a 20% a 30% no primeiro ano após o acidente.


O que fazer quando um idoso sofrer uma queda?

Ao presenciar uma queda, o primeiro passo é manter a calma e verificar se o idoso está consciente. Se estiver, pergunte se sente dor em alguma parte do corpo. Observe se há dificuldade de locomoção ou dor intensa em regiões específicas, sinais que podem indicar fratura. Nesse caso, não o movimente, mantenha-o deitado em uma posição confortável e acione o socorro médico.

 

Se a queda parecer leve, ajude o idoso a se sentar e fique ao lado dele até que se recupere do susto. No dia seguinte, observe se surgiram hematomas ou dores persistentes. Caso os sintomas permaneçam ou piorem, leve-o imediatamente ao hospital.

 

“Mesmo quando a queda parece simples, os riscos de complicações são altos, principalmente entre os mais velhos. Por isso, todo cuidado é pouco, tanto na prevenção quanto no atendimento imediato”, afirmou Esteves.


Prevenção

Algumas medidas simples podem fazer toda a diferença na prevenção de quedas dentro de casa, como usar calçados confortáveis e antiderrapantes e nunca andar apenas de meias. Se utilizar bengala, é importante verificar se a borracha da ponta está gasta e, se necessário, fazer a troca.

 

“Na questão estrutural, remova fios soltos que cruzam os cômodos e, se possível, troque o piso do banheiro por um modelo antiderrapante. Evite prateleiras de vidro e mantenha a casa sempre bem iluminada, principalmente o caminho até o banheiro durante a noite. Instalar lâmpadas sensoriais pode ajudar a evitar a necessidade de procurar o interruptor no escuro”, recomendou o médico.

 

Também é importante adaptar os ambientes com suportes, corrimãos e outros acessórios de segurança no banheiro, sala, corredores e quarto. “E, por fim, a prática regular de atividades físicas deve ser incentivada, pois ajuda a manter a força, o equilíbrio e a mobilidade, fatores essenciais para evitar quedas e preservar a autonomia na terceira idade”, concluiu o especialista.

Túnel do Tempo: Brasil bicampeão no Chile

 

Redação/Hourpress

No dia 17 de junho de 1962, o Brasil conquista a segunda taça na Copa do Mundo realizada no Chile, ao derrotar a Tchecoslováquia por 3x1.Garrincha foi o grande destaque da seleção, após Pelé se contundir e ficar de fora dos jogos.

domingo, 11 de maio de 2025

Crônica: Lembrança de grandes amores deve ficar presa ao passado



Os dois tiveram um romance que durou até 1975

Astrogildo Magno

O sonho de Matias era reencontrar o seu grande amor de infância: Maria Lúcia. Menina de cabelos encaracolados, que aos 12 anos de idade aparentava ter 20 anos. Suas pernas lindas deixavam qualquer fascinado por aquela adolescente residente num bairro da Zona Norte de SP, próximo ao sopé da Serra da Cantareira. 

Os olhos castanhos, lábios carnudos, seios fartos e sorriso que transmitia a força do desejo. Os dois tiveram um romance que durou até 1975. Para Matias, renomado médico cirurgião da coluna, com mestrado em diversas universidades da Europa, foram os melhores anos de sua vida. 

Quando estava nos braços de Maria Lúcia perdia a noção do tempo. Esquecia a hora de retornar para casa. Os dois quando andavam pelas ruas de mãos dadas, chamavam a atenção por causa da beleza daquela menina que também era apaixonada por aquele menino ainda inocente no jogo do amor. 

Paixão

Numa tarde de domingo de retorno para São Paulo, ouviu, pelo serviço de som do Aeroporto de Salvador, a recepcionista chamar o nome de seu grande amor: Maria de Fátima Quintano. Passados quase 40 anos, ainda se lembrava daquela paixão. Minutos depois, apareceu uma senhora, andando de bengala, visual castigado pelo tempo e cabelos grisalhos. 

Junto dela estavam dois rapazes que a ajudavam se locomover. Matias tentou se aproximar para ver se realmente era o seu ex-amor. Fixou os olhos no rosto dela e realmente era Maria Lúcia que não o reconheceu. Aguardou por alguns minutos ela sair do balcão da companhia aérea e desaparecer na multidão de passageiros. Matias entendeu que às vezes as boas lembranças devem ficar retidas no passado…

Astrogildo Magno é cronista


Geral: Veja como higienizar cortinas, tapetes e decorações para evitar crises respiratórias no Outuno

    Divulgação


Radiografia da Notícia

Dra. Cristiane Passos Dias Levy, do Hospital Paulista, ensina como manter alérgenos longe de casa - inclusive com uma dica inusitada: congelar tecidos

* A frequência ideal de limpeza varia conforme o tipo de tecido e o uso do ambiente

Já em locais úmidos, ventilação adequada e, se necessário, o uso de desumidificadores ajuda a manter o equilíbrio

Redação/Hourpress

Com a chegada do outono, é comum que os casos de doenças respiratórias, como rinite e asma, se agravem. A queda de temperatura e a maior permanência em ambientes fechados favorecem o acúmulo de poeira, ácaros e outros alérgenos, especialmente em tecidos como cortinas, tapetes e almofadas – itens que muitas vezes passam despercebidos na faxina.

“Esses tecidos funcionam como verdadeiros reservatórios de alérgenos. Quando não higienizados corretamente, eles se tornam gatilhos constantes para quem sofre com alergias respiratórias”, alerta a médica otorrinolaringologista Cristiane Passos Dias Levy, especialista em alergias respiratórias do Hospital Paulista.

 Limpeza regular é essencial

De acordo com a médica, a frequência ideal de limpeza varia conforme o tipo de tecido e o uso do ambiente. Cortinas devem ser lavadas a cada um ou dois meses, e os tapetes, a cada um a três meses, com aspiração semanal nos de uso mais intenso. Já capas de almofadas, mantas e tecidos decorativos devem ser lavados mensalmente, especialmente em casas com animais de estimação ou crianças pequenas.

Além da limpeza frequente, a médica ressalta que é fundamental manter a umidade do ar entre 40% e 50%. Para isso, vale usar umidificadores nos dias secos ou simplesmente deixar bacias com água no ambiente. Já em locais úmidos, ventilação adequada e, se necessário, o uso de desumidificadores ajuda a manter o equilíbrio. “Um higrômetro pode ser um aliado simples para monitorar esse índice em casa”, orienta a Dra. Cristiane.

 

Alergias, rinite, asma: os riscos vão além do incômodo

A exposição prolongada à poeira e aos ácaros não provoca apenas espirros e nariz entupido. Pode agravar condições crônicas, como asma e rinite, desencadear crises de sinusite e até contribuir para o desenvolvimento de doenças respiratórias mais sérias.

“É comum que os sintomas piorem durante a noite ou ao acordar, justamente quando a pessoa passa mais tempo em contato com tecidos como lençóis, colchas e cortinas do quarto”, explica a especialista. Entre os sinais de alerta, estão espirros frequentes, congestão nasal persistente, coceira nos olhos e dificuldade para respirar.

 Tecidos pesados? Melhor evitar

Outro ponto importante é a escolha dos materiais usados na decoração. Veludo, chenille, pelúcia e tecidos felpudos devem ser evitados, pois acumulam mais poeira. Tapetes e carpetes também são vilões nesse cenário.

“Prefira tecidos leves e respiráveis, como algodão e linho, que são menos propensos a reter alérgenos. Além disso, optar por materiais naturais, como madeira e pedra, na decoração pode ajudar a reduzir a exposição a compostos irritantes”, recomenda Levy.

 Sol, aspirador – e até congelador?

Além da lavagem convencional, há medidas adicionais que podem ajudar no controle dos alérgenos, e uma delas chama atenção: colocar os tecidos no congelador.

“Congelar tecidos por algumas horas pode ser eficaz para matar ácaros e outros microrganismos que causam alergias”, afirma a médica. “É uma solução prática, especialmente para itens que não podem ser lavados com frequência, como bichos de pelúcia, almofadas e algumas cortinas.”

Expor os tecidos ao sol, utilizar sprays antiácaros e capas protetoras também são estratégias recomendadas, assim como manter os ambientes arejados e limpos.

 Resumo das dicas:

  • Lave cortinas, mantas e capas de almofadas mensalmente
  • Aspire tapetes semanalmente e faça limpezas profundas a cada 2 meses
  • Evite tecidos felpudos e carpetes em ambientes fechados
  • Utilize capas protetoras antiácaros em colchões e travesseiros
  • Experimente colocar pequenos tecidos no congelador por algumas horas
  • Mantenha a umidade do ar entre 40% e 50%
  • Invista em purificadores de ar ou filtros HEPA